Um fato muito estranho

Não importa se o vice-governador – que se tornará governador daqui a algumas semanas – foi intimado no aeroporto ou no gabinete a prestar depoimento na Polícia Federal. O que não dá para aceitarmos de forma passiva é que uma alta autoridade catarinense tenha ido à PF esclarecer questões que são preocupantes e de conteúdo altamente explosivo. Trata-se de fato inusitado e muito estranho, pela forma como foi conduzido.

Para quem não acompanhou a história: o vice-governador catarinense, Leonel Pavan, compareceu à sede da PF na semana passada para dizer o que sabe sobre um caso muito estranho, envolvendo uma empresa paranaense, ligada à distribuição de combustíveis, que teria sido prejudicada pelo governo catarinense. A assessoria de Pavan distribuiu hoje uma nota de esclarecimento, que reproduzo a seguir:

O vice-governador Leonel Pavan esclareceu hoje a questão do depoimento que teve que prestar na Delegacia da Polícia Federal (PF), em Florianópolis, na última quarta-feira.

Segundo ele, o depoimento já estava marcado há cerca de 15 dias e a intimação não aconteceu no aeroporto da Capital quando ia embarcar para o Oeste do Estado, conforme chegou a ser divulgado em nota no Blog do Cacau Menezes neste final de semana.

O que ocorre, conforme Pavan, é um procedimento em segredo de Justiça em que uma empresa do Paraná recorreu ao gabinete do vice-governador alegando perseguição por parte de fiscais da Secretaria da Fazenda do estado porque teve seu número de inscrição estadual cancelado e não estaria conseguindo a sua reabilitação, inclusive para emitir nota fiscal eletrônica.

Imediatamente, o vice-governador determinou averiguações e obteve a informação por parte do secretário estadual da Fazenda, Antonio Gavazzoni, dando conta de que a referida empresa tem débitos tributários para com o Estado e que por isso teve sua inscrição cancelada.

No depoimento, Pavan apenas esclareceu estes fatos e agora o procedimento averiguatório continua normalmente. A participação da PF pelo fato de se tratar de uma operação conjunta com a polícia estadual, receita federal e fisco estadual averiguando possível venda irregular no setor de combustíveis, segundo se apurou.

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