Temporada vai ser marcada pela insegurança

Vem aí a temporada mais insegura da história de Santa Catarina. Há fortes indícios de que as viaturas da Polícia Militar não saem dos quartéis porque falta combustível. Só isso explica por que não há mais patrulhamento nos bairros e no Centro de Florianópolis. No domingo, dei uma volta de carro, por mais de uma hora, para procurar viaturas da PM. Não encontrei uma sequer. Nem policiais a pé, muito menos de bicicleta, moto ou a cavalo. Uma fonte me garante que o comando determinou o aquartelamento, que é a concentração das tropas nos quartéis. Só saem para atender ocorrências, ou seja, não fazem mais o policiamento preventivo, que é missão constitucional da PM.

Em tempo: se o problema é dinheiro, já imaginaram os R$ 3,7 milhões da árvore de Natal servindo para financiar a segurança? Viveríamos muito mais tranquilos. Mas segurança só dá voto em ano eleitoral. O ano que vem vai ser bom, podem crer. Quem sobreviver aos ataques da bandidagem verá.

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5 responses to this post.

  1. Posted by Helio on 26/11/2009 at 6:39

    É notório que nesse período se começe a guardar um dim-dim para o período eleitoral própriamente dito. Aí vai sobrar…

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  2. Posted by Aline on 26/11/2009 at 7:13

    Eu canto no Natal por uns R$ 5 mil, se o LHS quiser, o “resto” (a diferença dos R$ 5 mil para os R$ 3 milhões do Andrea) deixo o governo investir na segurança, na saúde, na mobilidade urbana… será que ele topa?

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  3. Posted by Jorge on 26/11/2009 at 15:30

    Bom Carlos, só dar uma voltinha no viaduto caminho novo sentido palhoça, em um terreno baldio onde pela manhã o pessoal do frete se instala, e vera a quantidade de viaturas que ali estão a cosar, me pergunto o porque 3 viaturas no mesmo metro quadrado. Fumando? vendendo? mosquiando? Ou sabado de noite no Coxixos 5 viaturas, eu digo 5 conferindo se o barulho dos carros não encomodam os endinheirados da bei-mar

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  4. 4ª feira. Entre 19h15min e 19h30min. Posto Ypiranga da Lauro Linhares próximo ao Bradesco e da sede da Polícia Militar. Em frente um barzinho lotado de universitários e outros transeuntes refrescando o gogó no calor senegalês que fazia ainda aquela hora. Pois, pois. Por alguma razão dois rapazes em dois carros diferentes se estranham. Um desce. O outro mais galo ainda, também desce. Magrelinho, marrento com cara de folgado, boné atravessado na cabeça. De repente muda de idéia e corre tentando pegar uma arma no carro, no que é impedido pela mulher que ficara no interior do veículo. O outro corre para o carro e tenta se mandar sob a iminência de uma arma entrar na discussão. Arranca hamando provavelmente a polícia pelo celular. O segurança do posto disse sobre o magrelinho: ” já deitou uns três, já puxou cana… mas taí… solto. Se acontecer alguma coisa com o cara da camionete vermelha um monte ouviu ele ‘paga’r e vai saber quem foi”. Mais uns vinte minutos acabando minha cervejota antes de um compromisso e nenhuma viatura apareceu. Duas duplas que passaram um pouco antes em direção à praça não deram sinal… o pessoal do bar, nem ài, sequer voltaram os olhos à confusão. É a banalização da violência, estamos à míngua na segurança pública… a Ilha morreu.

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  5. Posted by Aline on 30/11/2009 at 14:12

    Interessante.

    http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI107281-15228,00-PMS+DO+RIO+GRANDE+DO+SUL+E+DO+RIO+DE+JANEIRO+TEM+OS+PIORES+SALARIOS+INICIAI.html

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