Crônica – Olsen Jr.

Alô, amigos, salve!

O que me motivou a escrever esse texto foi a inventividade, as “soluções” que se encontram quando se pensa em um problema (como a falta de recursos) para se empreender algo em benefício da coletividade…

Admitir o problema, pensar nele, e agir…

Boas ideias, convencimento, apoio e resultados…

Em detrimento daquela árvore que, segundo soube-se na imprensa (e nos blogs) custará R$ 3 milhões e setecentos mil reais… Dose pra mamute…

Está aí o exemplo…

A música “Happy XMas do John Lennon, de 1972 lançada em compacto simples, no lado “B” está “Listen, the snow is falling”, de Yoko Ono – com todo o respeito – com quem não vale a pena insistir…

Ambas as músicas são acompanhadas da “Yoko Ono and the Plastic Ono Band”…

A produção é do Phil Spector, aquele… 

Um abração e o carinho de sempre, do poeta!

NATAL CRIATIVO SERVE DE EXEMPLO

Olsen Jr.

   Já se disse que a necessidade é a mãe da inventividade. Os exemplos são inúmeros em muitas áreas. O caso do relógio de pulso que o Santos Dumont idealizou… Do band-aid, do fecho-éclair ou zíper e ainda o velcro, e mais remotamente e curioso, as latas de conservas de alimentos (inventadas a partir de um prêmio oferecido por Napoleão Bonaparte que assegurava “a força militar se move sobre o estômago”) e começou com garrafas lacradas com cera até ser aperfeiçoada pelos ingleses e chegar às latas como se conhece hoje. Aliás, há quem afirme que o império inglês não teria chegado aonde chegou não fosse essa maneira engenhosa de transportar alimentos.

   Isso me vem de relance a propósito do que presenciei na cidade de Rio Negrinho (Norte do Estado) com a decoração natalina deste ano. Se se consegue aliar a essa capacidade inventiva, também criatividade, bom gosto e mais, aproveitando o que se chama lixo reciclável e, sobretudo, mobilizar uma comunidade inteira em torno de uma ideia que, em última instância beneficiará o próprio município, então se acertou na sorte grande em termos de socialização, como disse um ex-professor de economia, Milton Pompeu “diminuindo custos e multiplicando benefícios”.

   Foi isso o que a Prefeitura Municipal fez, mobilizando escolas, identidades sociais, clubes de serviços a própria Associação Comercial e Industrial até, e principalmente, as crianças em um projeto que possibilitou a arrecadação e transformação de 250 mil garrafas pet, conseguidas em tempo recorde em verdadeiras obras de arte.

   A cidade se transformou. Em todos os lugares se pode constatar o empenho e a experiência criativa desdobradas em artefatos natalinos tradicionais, mas feito com o que, em muitos lugares, é apenas lixo. Assim, se pode ver em um trevo ou rótula no centro, enormes velas em diversos tamanhos se constituindo um belo ornamento em cima de um canteiro deixando os visitantes e turistas estupefatos, afinal, quando nos aproximamos é que vamos percebendo que tudo foi construído a partir de fundos de garrafas plásticas cortadas e montadas com engenhosidade.

   Também na praça que homenageia o “Expedicionário Oldegar Olsen Sapucaia”, enormes bolas imitando as tradicionais que ornamentavam as guirlandas natalinas e mesmo os pinheirinhos nas casas em outros tempos, tudo com variantes de garrafas trabalhadas com desvelo e recriadas com arte.

   Nas ruas, em cada uma delas, há uma criação diferente, ora as bengalas sugerindo os doces que serão distribuídos pelo bom velhinho ou então cestas grandes contendo arranjos de folhas vermelhas e fixadas em todo o trajeto por onde se entra na cidade.

   Não me canso de anotar, tudo feito a partir de garrafas de matéria plástica, de lixo, produto de nossa (in)civilização consumista, desta vez, original e criativa.

   O conjunto dos trabalhos foi denominado de “Natal Encantado” e leva a assinatura da Eco-Decor, a mesma responsável pelo Natal Luz da cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul.

   Agora, pouco antes de decidir homenagear a cidade onde viveram os meus avós, nesse caos, ou melhor, nesse redemoinho comercial em que praticamente chafurdam quase todas as ações humanas onde nem o natal está impune (como se vê com os “mundos e fundos” que algumas cidades estão gastando com a decoração natalina a pretexto de atrair a atenção e visita de turistas, a nossa Capital, por exemplo) essa iniciativa dada pela cidade de Rio Negrinho constitui-se uma espécie de bálsamo, uma trégua e uma referência, porque ali, basta caminhar pelas ruas e você percebe que todo o habitante se sente orgulhoso do que vê, porque de certa maneira, somente no empenho em se reunir aquelas 250 mil embalagens, todos se envolveram, se sentiram úteis e, portanto, são responsáveis por aquela obra de arte dentro da qual estão perfeitamente integrados.

   De parabéns a cidade, a iniciativa, a criatividade e a coragem de ser diferente.

   Viva a lu(z)cidez!

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One response to this post.

  1. Posted by Jéssica Liebl on 23/11/2009 at 16:12

    Realmente a cidade ficou muito bonita!!! Moro em Rio Negrinho e nunca vi a cidade como está hoje!

    Responder

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