A atualidade de Todos os Homens do Presidente

Todos-os-Homens-do-Presidente-8

Dustin Hoffmann, Robert Redford e Jason Robards (terceiro da esquerda para a direita). Robards ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo filme Todos os Homens do Presidente 

————- ———– ————-  ————- ————– ————

Aproveitei o feriadão para colocar algumas coisas de trabalho em ordem e assistir de novo um de meus filmes favoritos, Todos os Homens do Presidente, de Alan J. Pakula, com Robert Redford e Dustin Hoffmann, produção de 1976.

Todos os Homens… é uma aula direta de jornalismo e cinema. Aula antiga, de 33 anos, que se passa grande parte do tempo dentro de uma redação de verdade, a do Washington Post.

A história, para quem não conhece é a seguinte – e bem sintética: em 1972, o presidente dos Estados Unidos Richard Nixon era candidato à reeleição pelo Partido Republicano. Um incidente aparentemente banal desperta a curiosidade dos repórteres Carl Bernstein e Bob Woodward, do Washington Post: um grupo de cubanos refugiados nos EUA foi flagrado na tentativa de assalto à sede do partido adversário, o Democrata. Bernstein e Woodward se entregam a uma investigação sem precedentes na história estadunidense. E acabam juntando as peças de um imenso e sórdido quebra-cabeças, envolvendo personagens diversos do Partido Republicano, inclusive o presidente da República, numa trama de espionagem e sabotagem. Pressionado pelos fatos, Nixon acabou renunciando ao segundo mandato em 1974.

Curiosamente, o filme se mantém atual, apesar da defasagem tecnológica relacionada à redação (real), aos automóveis e aos equipamentos em geral. Mas isso não importa quando um filme é um clássico. O que interessa é o enredo em si, a forma como foi filmado e como se transformou na obra-prima de Pakula, nascido em 1928 e morto em 1998. E o mais fascinante é a capacidade que o diretor e os atores tiveram em demonstrar como é que se faz política no velho estilo coronelista e corrupto, pouco importa que tenha sido com o Partido Republicano nos Estados Unidos há 37 anos, pouco importa que seja no Brasil de hoje, com o PMDB fisiológico e tantas outras tranqueiras partidárias e personagens repugnantes, cansativos, ridículos… [Que me perdoem alguns amigos que ainda acreditam no PMDB, aquele MDB do doutor Ulysses].

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: