Fenaostra, pra quem?

O blog fica num ritmo mais lento no dia de hoje, em função de compromissos profissionais. Ainda assim, expresso minha dúvida em relação à qualidade dessa Fenaostra, uma festa criada para promover a cultura do mar e que virou um pagodão de quinta categoria. Ontem à noite, enquanto aguardava minha filha em frente ao prédio, na Hercílio Luz, vi uma parte do público que passava para o evento. Achei a coisa meio esquisita, uns tipos estranhos, encapuzados, embrulhados em  moletons e um andar arrastado, bem malandro. Mas, pensei, não vou ser preconceituoso. “Talvez sejam apenas jovens querendo se divertir”, comentei comigo mesmo.

Hoje soube que houve um clima bem pesado nas imediações da festa – que era da cidade e virou um evento meio particular, envolvendo política e negócios. Até onde se sabe um camarada atirou contra uma mulher, que se refugiou na entrada do Fórum. Depois esse cara foi encontrado baleado na Avenida Mauro Ramos. Supostamente tomou um tiro de um PM.

E, só para encerrar, a Fenaostra, pelo que me toca, foi um chatice completa, posto que o som invadiu todas as residências do Centro, todas as noites, até alta madrugada. Um absurdo completo, porque tratamento acústico, que é bom, não funciona para a prefeitura. Depois exigem licenças das boates e casas de shows.

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7 responses to this post.

  1. Posted by Yuri on 26/10/2009 at 14:34

    A Fenaostra deve ter perdido muita relevância mesmo, pois a RBS, em matéria no Jornal do Almoço de hoje, citou o caso como tiroteio após um show na passarela Nego Querido. Nada de falar em Fenaostra. Por quê será, hein?

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  2. Bois Damião. Nome de bois. A prestação de contas da Fenaostra não resiste a simples passada de olhos.
    Os organizadores são os mesmos que promovem a Peixada do Gui. Calotes antigos das peixadas pagodes particular são pagos com contratos para amigos sem licitação.

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  3. Posted by João on 26/10/2009 at 16:17

    Não conheço uma pessoa só que vá nesta pequena besteira. Digo pequena, porque é realmente ridícula. Comida ruim, cara e com péssima companhia… Prefiro os paulistas malas na oktober do que os malas q vão na Fenaostra.

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  4. Posted by Rodrigo on 26/10/2009 at 16:43

    Sem falar nos preços absurdos para o que deveria ser uma festa popular, de divulgação do seu produto maior.
    Pagar R$8 por 6 ostras ao natural (R$1,33/ostra), quando a dúzia é vendida no mercado ao consumidor final, já com algum lucro, por R$4 (R$0,33/ostra), o que dá 400% de diferença, por mais que vc coloque custos nessa “produção” (gelo, mão-de-obra, transporte, aluguel) acho contra a lógica da festa esse lucro desproporcional.
    (Ah, o preço da meia-dúzia da gratinada era R$12 e lá se vão 600% de diferença)
    Lamentável…

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  5. Posted by Guilherme on 26/10/2009 at 17:52

    Convenhamos, Fenaostra no CentroSul não tem nada a ver. Apesar da distância e da dificuldade do acesso, o tema da festa tem tudo a ver com o Ribeirão da Ilha.

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  6. Posted by João on 26/10/2009 at 22:53

    Pois então.. os pacientes internados no hospital do cepon ali na presidente bittencourt curtiram todos os shows da festa. todos os dias. que beleza hein! Aposto que todos os moradores do centro também devem ter adorado 1 semana de shows a madrugada toda. É… a cidade não é mais dos nativos.

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