Soluções interessantes para o trânsito

Meu caro Dejair Vicente Pinto deixou um comentário que vale a pena trazer para cá. Sugestões/soluções de uma simplicidade impressionante, que a prefeitura bem poderia estudar. Alô, João Batista?!!?

Caro Damião

Defendo há alguns anos mudanças radicais no trânsito de Florianópolis. Mudanças que em Blumenau já foram realizadas há 15 anos. Aqui, parece que as coisas vão começar a acontecer. Espero. Por exemplo, entre outras tantas mudanças que já deveriam ter ocorrido, a Avenida Mauro Ramos com sentido único, quatro pistas da Beira-Mar Norte para a Prainha, Rua Lauro Linhares com sentido único deste á rótula da UFSC para o Centro, o mesmo acontecendo com a via interna do Saco dos Limões, sentido único para a Rua Deputado Antônio Edu Vieira, no Pantanal e para a Capitão Romualdo de Barros, na Carvoeira, sentido único para a rodovia do Córrego Grande desde o trevo da UFSC em direção ao Parque São Jorge e Itacorubi. No Centro o trânsito deveria convergir ao máximo possível no sentido horário. Talvez, tenhamos que rodar um pouco mais, mas será dentro de uma malha mais ativa e dinâmica, com menos pontos de estrangulamento e semáforos instalados,dentro de um sistema antigo e ultrapassado que insistem em manter. Ou será que teremos que esperar mais 15 anos?

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6 responses to this post.

  1. Posted by bicicletanarua on 22/10/2009 at 1:42

    Sou contra várias dessas alterações sugeridas, em especial a transformação da Mauro Ramos em 4 pistas de sentido único e a retirada de semáforos.
    Na verdade, faltam semáforos na cidade (e fiscalização em vários destes que permitem que motociclistas e motoristas imprudentes queimem um semáforo para ficar parado no próximo).
    Infraestrutura para automóveis gera demanda para o uso de veículos motorizados individuais. Los Angeles têm cerca de uma dezena de pistas na entrada da cidade e ela vive lotada! As marginais Tietê e Pinheiros não resolveram o problema do trânsito e ainda impossibilitou as margens dos rios paulistanos para atividades “humanizantes” (ou as que poderiam ter se ele não estivesse poluído; o legal é que com a falta de acesso ao rio diminui a pressão da população da cidade para sua descontaminação…). As cidades que têm melhorado a mobilidade o que têm feito? Seul acabou com as rodovias à beira de seus rios. Copenhagen fechou para automóveis a maior de suas avenidas. Curitiba melhorou o transporte público (se bem que o sistema de binários lá adotado recebe muitas críticas porque não previu o deslocamento por bicicleta, e infelizmente no Brasil vários ciclistas vão andar na contramão para economizar tempo de deslocamento). Eu gosto de binários. Desde que ele favoreçam ao deslocamento não motorizado e ao transporte público. Ter uma cidade dinâmica não significa dinamismo aos automóveis. Eles correspodem a cerca de 30% dos deslocamentos dos brasileiros. Um terço dos deslocamentos são feitos por transporte público e outro terço por meios não-motorizados (como a pé e de bicicleta). Se dermos mais incentivos para a construção de novas autopistas, podemos conseguir chegar ao nível dos EUA, onde temos o absurdo índice de 89% das viagens pelo indivual e poluente carro. Quem tem que andar de carro, se assim o quiser, é quem mora longe do local de trabalho (>8km) em lugar com sistema de transporte público ruim. São os policiais, bombeiros e ambulâncias em serviço. Não a minha vizinha que vai à padaria da esquina!
    PS: sem semáforo, como ficariam os pedestres que cruzam a Mauro Ramos? Ou os que cruzam a Beira-Mar? Nas regiões centrais e de grande fluxo de pessoas (como a Mauro Ramos) deveriam ser implantadas medidas de traffic calm, como as zonas 30 (em que a velocidade máxima é de 30km/h). Uma pessoa atropelada a 30km/h tem cerca de 90% de chance de sobreviver, enquanto uma a 60km/h tem 85% de chance de morrer. O ideal seria melhorar o transporte público (leia-se: além das faixas exclusivas, abrir a “caixa preta”; a idéia de um VLT tb me agrada), construir calçadas largas e decentes – em especial nas ruas com características de rodovias, implementar ciclofaixas em vias de trânsito mais lento e ciclovias e passeios compartilhados nas de trânsito rápido. Não sou também contra rodízios ou pedágios, desde que haja completa transparência com a receita daí obtida. Pistas duplicadas??? Bem, teria que contemplar calçadas e rígida fiscalização de velocidade e demais leis de trânsito, além de provável compensação ambiental. Em alguns locais o transporte marítimo tb pode ser uma boa pedida.

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    • Prezado Damião
      Não tive e não tenho a pretensão de estabelecer nenhuma razão acima de qualquer consenso a respeito de um tema tão envolvente e polêmico. Obviamente, nos locais onde ocorresse a mudança para sentido único, o transporte urbano nesses locais imporia a circulação de ônibus em sentido rotatório e específico. Por outro lado, não é objetivo das medidas o aumento da velocidade do tráfego, pelo contrário, é sim dar condições para uma nova mobilidade. Quando falo em sentido único para a A. Mauro Ramos é possibilitar a existência de espaço para um corredor para ônibus e uma ciclovia, isso em toda a sua extensão, entre outras melhorias que poderão ser agregadas. Nas condições atuais isso é impraticável.Acredito que várias medidas podem e devem ser tomadas com urgência. Outras são de ordem estrutural e demandam tempo e muitos recursos, mas que também deverão ser executadas, mesmo com as polêmicas que irão gerar. Rodovias de escape para o trânsito do norte da Ilha (Ponta da Canas, Lagoinha, Praia Brava e Cachoeira do bom Jesus) convergindo para 401 e o trecho que liga a referida SC até Ingleses, ambas totalmente duplicadas. Novos acessos Ilha continente. Beira mar continental até Biguaçu. Cheguei em Florianópolis em 1971, há 38 anos. O nosso principal terminal urbano ficava ao lado do TAC.Sim, naquele diminuto espaço que atualmente é um estacionamento. Imagino, e o tempo é célere ,como estaremos daqui a 20 anos? Seria maravilhoso que a nossa ilha fosse um paraíso para os ciclistas e pedestres. Do jeito que está esse é um risco. Ah! caminhar 800 m não mata niguém! Recentemente fiz a volta à Ilha caminhando, 0ito dias,188 Km, por trilhas, praias e estradinhas. Foi fantástico.

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  2. Biccleta na rua

    Parabéns pelo comentário.

    Damião reveja teu conceito de simplicidade

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  3. Posted by Jaílson Silva Santos on 22/10/2009 at 8:26

    Quero ver o povo que mora em frente a Eletrosul, pegar um ônibus para o centro com a Edu Vieira mão única. Este povo terá que caminhar até a serrinha para pegar um ônibus. E vice-versa, quem mora na serrinha, terá qe pegar onibus na Edu Vieira. São mais ou menos 800 metros de caminhada. Isto é pensar nas pessoas…
    Ora bolas, a Edu Vieira tem que ser duplicada, já existe recuo previsto,grande parte do dinheiro captado, as desapropriações são necessárias, a UFSC pode colaborar com aquela faixa (mato) até a Eletrosul. Que gastem menos dinheiro passeando (Dário e Cavallazzi), poupem os 4 milhões do Boccelli, e trabalhem pela solução dos problemas emergenciais da cidade. Estes quase 10 milhões das festas de Natal e Ano Novo que a prefeitura vai gastar poderia resolver o Pantanal. Mas quem quer resolver problemas….

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  4. Posted by João on 22/10/2009 at 8:51

    Perfeita a análise do Bicicleta na rua…

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  5. Djair .Fala para teus amigos e parentes com mais de 45 anos pegarem ônibus todo dia, depois de andarem 800 metros debaixo de sol, chuva e vento sul.

    Dás um banho! Arrombássi Laila!

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