Menos veículos, mais pessoas

 

Paulo Fontes ao meio-dia: ainda pedestres x veículos

Paulo Fontes ao meio-dia: ainda pedestres x veículos

Falta pouco para Florianópolis se tornar uma cidade mais civilizada. Acabar com a disputa de espaço entre pedestres e automóveis, na Paulo Fontes, é um desafio que avançou pelos anos. Quando a prefeita Angela Amin implantou o Ticen, perguntei-lhe: “E os pedestres? Vai ser sempre assim, esperando para atravessar a rua?”. Ela me respondeu que só havia uma solução: a construção de um túnel ligando a Jerônimo Coelho ao terminal de ônibus. Outra alternativa, que seria a construção de uma passarela, esbarrava numa restrição legal: o Mercado Público é patrimônio histórico e, como tal, não pode ter nenhuma interferência visual. Fechar a Paulo Fontes era a terceira opção, mas Angela reconhecia, à época, a imensa dificuldade que tal medida traria para o trânsito na cidade.

O prefeito de Florianópolis João Batista Nunes decidiu fazer o que Angela – ela estava no fim do mandato – não conseguiu: interditar a avenida para os veículos. Torço para que JB esteja certo. A cidade merece.

Em tempo – Estive na Paulo Fontes no horário do almoço. Conversei com JB, que tinha sido convidado pela RBS para uma entrevista ao vivo. Ele estava eufórico com a decisão. E mostrava para mim e para a repórter Adriana Krauss o motivo para que tenha optado por essa medida extrema, mas necessária: todos os veículos que passavam naquele momento só tinham um ocupante – o motorista. Uma grave distorção urbana, responsável por 80% dos engarrafamentos na Capital.

Major Ricardo, Adriana Krauss e João Batista na Paulo Fontes

Major Ricardo, Adriana Krauss e João Batista na Paulo Fontes

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8 responses to this post.

  1. Posted by Rodrigo Carioni on 15/10/2009 at 14:25

    Damião
    moro no Centro, trabalho durante o dia no Itacorubi e à noite ou aulas no Norte da Ilha. Se houvesse transporte público de “qualidade” (veja bem o que quero dizer com as aspas), eu teria o maior prazer e utilizar. Mas, como fazer? Ao invés de o genial vice-prefeito e iluminado secretário de transportes e mobilidade (a) não sei o que mais ficar contando o número de passageiros dentro dos carros particulares, proponho-lhe um singular exercício: durante uns quinze dia, ele e o seu staff deixem os carros particulares na garagem, os da PMF com seus motoristas parados, e tentem cumprir suas obrigações utilizando o tranporte público. E, de preferência, permita aos veículos de comunicação que acompanhem a experiência. Agora, andando prá cima e prá baixo de carro da prefeitura e de motorista, fica fácil falar asneiras e propor soluções mirabolantes. Ah, e de preferência leve o ex-prefeito Dário Berger, porque ele entende de mobilidade!

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  2. Posted by Rodrigo Carioni on 15/10/2009 at 14:35

    Damião, pelos erros de digitação e da pressa no escrever, estou reenviando…

    Moro no Centro, trabalho durante o dia no Itacorubi e à noite dou aula no Norte da Ilha. Se houvesse transporte público de “qualidade” (veja bem o que quero dizer com as aspas), eu teria o maior prazer em utilizá-lo. Mas, como fazer? Ao invés de o genial vice-prefeito e iluminado secretário de transportes e mobilidade (a) não sei do que mais ficar contando o número de passageiros dentro dos carros particulares, proponho-lhe um singular exercício: durante uns quinze dias, ele e o seu staff deixem os carros particulares na garagem, os da PMF com seus motoristas parados, e tentem cumprir suas obrigações utilizando o tranporte público. E, de preferência, permita aos veículos de comunicação que acompanhem a experiência. Agora, andando prá cima e prá baixo de carro da prefeitura com motorista, fica fácil falar asneiras e propor soluções mirabolantes. Ah, e de preferência leve o ex-prefeito Dário Berger, porque ele entende de mobilidade!

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  3. Posted by paulo dutra on 15/10/2009 at 15:23

    sim
    e como sera que pegaremos um taxi para ir até o mercado publico.ou de fazer compras no mesmo
    a pé não da
    isso ai não vai dar certo vai ser igual ao corredor de onibus feito nas pontes
    idéia de jerico

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  4. Posted by Breno on 15/10/2009 at 16:14

    Também é preciso racionalizar o transporte coletivo da Grande Florianópolis. ônibus de empresas diferentes fazem praticamente parte da mesma rota transportando poucas pessoas. E, na hora do rush, há ônibus de menos. Já que implantaram a catraca eletrônica, porque não é feita a cobrança de acordo com o percurso, inclusive mantendo o subsídio às viagens mais longas. Trânsito é uma questão de racionalização dos e entre os modais.

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  5. Posted by marcos on 15/10/2009 at 19:00

    Quando precisar comprar peixe no Mercado Público de novo, onde vou encostar o carro para pegar a carga?

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  6. Posted by Aline on 16/10/2009 at 20:18

    JB é um ser descompensado. Ele ficou feliz pq? Ele acha que os veículos que ali passaram, com apenas uma pessoa dentro, deixarão de circular na cidade com apenas uma pessoa? Obvio que não. Com esse transporte de lixo, caro e ruim, os carros vão apenas fazer fila em outro lugar. Para ter um pouco ou quase nada do conforto que um motorista sozinho tem, é preciso pegar amarelinho. Para isso, eu, que moro no continente, gastaria R$ 14. De carro, gasto R$ 7,5. Sem falar do tempo: de carro levo meia hora, de ônibus, pelo menos uma hora, com duas trocas de linha. Pra que vou usar essas latas velhas que circulam pela cidade? Para andar feito sardinha? Aturar cheiro de cigarro, perfume exagerado, celulares com som alto, crianças sem educação, motoristas grosseiros, calor, sujeirada? E como os proprietários das bancas de peixes vão abastecer seus estoques? É o caos.

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  7. Eu já havia escrito: quanto mais espaço para pedestres, melhor. Voltei de viagem já com essa notícia da cara. Acho ótimo! Fico feliz por pelo menos um decisão bem tomada. Só faltava a população apoiar.

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  8. Posted by Leandra on 23/11/2009 at 22:44

    Os taxistas é que estão adorando as mudanças. Quem chega na rodoviária e quer ir em direção ao sul, agora tem que fazer um “tour” pelo centro da cidade para chegar ao túnel. Uma corrida até a Carvoeira, que antes não passava de 19 reais, agora custa 23 reais.

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