Destruir para evitar a falsificação

 

Quando trabalhei no Jornal de Santa Catarina, em Blumenau, na década de 1980, pautei um repórter para cobrir uma ação da polícia local – o estouro de uma destilaria clandestina, especializada em falsificar o uísque nacional Natu Nobilis. “Pô, até o Natu?!” – ponderou o repórter.

Uns dias depois estive na casa de meu amigo Jair Francisco Hamms, na Armação do Pântano do Sul. Tomamos a meia garrafa restante de um Johnny Walker. Ato contínuo, Jair pegou uma faca, destruiu o gargalo, raspou os rótulos, embrulhou a garrafa num jornal velho, pegou um martelo e esmigalhou o vidro. Acompanhei a operação atentamente. E ele me observou: “Garrafas de bebidas vazias, com rótulo, selo e lacre, valem ouro entre os catadores. Eles as revendem para os falsificadores”. Atalhei: “Do Paraguai?” E ele: “Nada. Ali de Palhoça mesmo”.

Desde então, faço o mesmo com os cascos de todas as bebidas que acabam em casa. Isso inclui vodca, cachaça e uísque, as que sempre tenho por aqui para servir aos amigos. Isso evita que os falsificadores – como os presos hoje pela Polícia Federal em Joinville e outros municípios – tenham facilidades para expandir seus negócios criminosos.

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One response to this post.

  1. Posted by Cesar Laus on 06/10/2009 at 23:18

    A gente bem que poderia fazer isto com os políticos que mentem e enganam nossa população. A vida ficaria mais fácil e menos dolorida para os mais pobres, honestos e decentes.

    Responder

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