Ainda a insegurança pública que nos atormenta

 

Abordei, no post anterior, a questão da violência na Grande Florianópolis – que infelizmente chega a alguns paraísos rurais da região – e agora, revendo o escrito, resolvi acrescentar três questões:

1 – É evidente que a insegurança pública que tomou conta do litoral tem relação com a incompetência oficial, mas sua raiz está nos graves problemas sociais que se acentuaram nos últimos cinco anos. Para enfrentar as demandas sociais é necessário criar condições para que esses os novos moradores encontrem ocupação e possam gerar renda para suas famílias. O problema é a baixa qualificação. Em Palhoça, por exemplo, as grandes empresas que vieram de fora não encontram no mercado local a mão de obra indispensável para suas necessidades. Os bons empregos acabam sendo ocupados por profissionais importados por essas empresas. A questão se repete em Biguaçu. E é tão dramática que a Câmara de Vereadores começou a promover, há uns dois anos, cursos básicos de qualificação para atender aos requisitos do mercado.

2 – Para reforçar o que digo, façam uma pesquisa no Angeloni. Nem é preciso consultar as gerências. Perguntem aos caixas, aos seguranças e a outros funcionários de onde eles são originários: 90% vieram do Rio Grande do Sul. Foram treinados em Criciúma, onde está a matriz da rede de supermercados. A dificuldade do Angeloni é a mesma da maioria das empresas que se instala na Grande Florianópolis: a mão de obra local, em especial entre a população de baixa renda, é muito ruim. E na classe média quase ninguém se candidata a empregos que pagam salários irrisórios, não remuneram horas extras (compensam com bancos de horas) e não dão folgas nos fins de semana e feriados.

3 – Um comentário do advogado Gley Sagaz exige do blogueiro uma correção: de fato, a politização da área de segurança pública é privilégio do atual governo, desde 2003 iludindo os catarinenses com um discurso barato e do mais puro faz-de-conta. Na administração de Esperidião Amin, entre 1999 e 1º de janeiro de 2003, a Secretaria de Segurança Pública foi ocupada por homens ligados ao Ministério Público (Luiz Carlos Schmidt de Carvalho e Antenor Chinatto Ribeiro).

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One response to this post.

  1. Posted by Aline on 09/09/2009 at 14:52

    “empregos que pagam salários irrisórios, não remuneram horas extras (compensam com bancos de horas) e não dão folgas nos fins de semana e feriados” – também pudera, exploradores safados.

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