Atacado e varejo

 

O governo do Estado direciona sua atenção para as chamadas grandes questões, geralmente relacionadas ao desenvolvimento econômico, sempre voltado a uma perspectiva futurista. É óbvio que os atuais governantes preferem administrar “no atacado”, ao invés de se ocuparem com as questões de varejo, como saúde, educação, segurança e desenvolvimento social.

O mesmo parece estar acontecendo na prefeitura da Capital. O prefeito e seus assessores mais próximos falam apenas nos grandes projetos – elevados, túneis, metrô de superfície etc. e tal. Quando perguntamos sobre questões simples, ligadas ao cotidiano da população, as autoridades geralmente se esquivam e remetem os assuntos para o terceiro escalão administrativo, encarregado do varejo.

Essa vocação para a megalomania, que distancia as instâncias de poder do que realmente interessa, que é o contato direto com a população, vai se tornando cada vez mais evidente em Santa Catarina, em especial na Capital e municípios próximos.

O problema é que o varejo é que define a competência de um administrador público. Quem cuida bem do varejo pode, na sequência, atender às questões de atacado com mais tranquilidade e eficiência. Mas em Santa Catarina inverteram essa lógica. Fazem ouvidos de mercador, lavam as mãos, dão de ombros para o que é mais importante. E muita gente ainda aplaude essa forma medíocre de conduzir a administração pública, reconhecendo genialidade e modernidade nessas políticas de “atacado”.

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