A escória se multiplica

 

É necessário registrar: a Polícia Civil fez um belo trabalho na região da Trindade e Agronômica, prendendo uma quadrilha de assaltantes que agia na área. Fiquei satisfeito em ver a veterana delegada Lúcia Stefanovich trabalhando no caso. Grande doutora Lúcia, uma bela figura humana e profissional!

Claro que a criminalidade não vai acabar nos bairros, porque a quantidade de malas soltos pelas ruas é impressionante. Mas essa faxina é uma tarefa da Polícia Militar, que está cada vez mais ausente das vias públicas.

E, por falar em faxina, lembrei de uma coisa que vivi quando morei em São Paulo, na década de 1980. A temida Rota, divisão violenta da PM paulista, circulava pelas ruas permanentemente. Quando saíamos à noite para ir ao teatro, ao cinema ou para jantar numa cantina, conferíamos sempre se a carteira profissional estava no bolso. Mais do que o RG (identidade), era a carteira profissional que nos garantia salvo-conduto para circular à noite.

Claro, a realidade de hoje é muito diferente, porque a questão do emprego mudou muito no Brasil. Mas outro dia fui abordado por um bebum, na praça 15 de Novembro, a quem concedi alguns minutos de atenção. Ele me mostrou a carteira profissional como garantia de que era um cidadão “de bem”. Folheei o documento: o último registro era, justamente, da década de 1980. Ele trabalhava como metalúrgico numa indústria da Lapa (bairro de São Paulo). Perguntei o que fez desde então, passados mais de 20 anos. Ele me explicou que assumiu sua condição de desempregado profissional e passou a vagar pelo Brasil.

Tratar bem os desvalidos é algo que deve sempre nos inspirar nessas andanças pela cidade. Mas é necessário exigir das autoridades as ações que o poder público deve adotar! Entre elas, sem dúvida, uma faxina rigorosa nas nossas ruas, tomadas por uma legião de desocupados. Apenas no Largo da Alfândega há mais de 30 vagabundos vivendo sem preocupações e emporcalhando aquele espaço público. Sem falar na questão do tráfico de drogas no local, que tornou-se muito propício a essa prática criminosa. Só a Polícia Militar não vê (nem nas câmeras de vigilância, nem no patrulhamento a pé, coisa rara na cidade).

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2 responses to this post.

  1. Posted by luis on 25/08/2009 at 10:24

    PM ( praça), totalmente desmotivados, fica dificil…
    Este é o resultado de uma categoria criticada e esquecida por todos.

    Responder

  2. Posted by beto on 26/08/2009 at 13:41

    a coisa vai ficar muito pior, o verao tá chegando os pms me falaram que receberam 50 reais de aunento salarial, a sociedade tem que cobrar é do governador nao dos policiais.

    Responder

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