Raul Seixas, um modelo de rebeldia

 Raulzito1

Em 21 de agosto de 1989 eu morava e trabalhava em Blumenau, no Jornal de Santa Catarina. Naquele dia, estava na minha sala quando chegou um repórter, com uma pilha de discos embaixo do braço. Ele chorava. “O Raul morreu”. Hã? “É. O Raul Seixas morreu”. E o rapaz se debulhava em lágrimas, mostrando e acariciando os LPs do roqueiro que carregava.

Fiquei comovido com a situação emotiva do repórter. Eu cresci ouvindo o rock de Raulzito e seu desaparecimento também me entristeceu.

Desde lá, e quase todas as semanas, repasso a obra dele enquanto trabalho ou cozinho.

Minhas prediletas: em primeiro lugar, a preferida de Lula-lá (Freud explica) é também a minha: Metamorfose Ambulante, que adoro interpretada pelo Raul e pelo Ney Matogrosso. A segunda, Maluco Beleza. A terceira, sem nenhuma dúvida, Gîtã, nas belas interpretações de Raul, Maria Bethânia e Rita Lee.

Há outras bacanas, como Tente Outra Vez, Sociedade Alternativa, Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás… E por que não Be Bop a Lulla? Melhor que a versão dele, só a acústica de Paul McCartney. E Let Me Sing Let Me Sing, cantada num festival? Supimpa também.

A lista é imensa.

Mas o que eu queria mesmo era homenagear o Raulzito no dia de hoje. Nunca fui fanático ao ponto de me vestir como ele. Mas ele sempre foi um modelo de rebeldia e contestação para mim.

Beijos, Raul.

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