Extrapolando os limites do bom senso

 

Não se fala em outra coisa nos bastidores da prefeitura: as mudanças na Zona Azul, dando poder de multa à administração do sistema, comprovam mais uma vez a falta de comando no município. Os secretários inventam soluções para a cidade à base da tentativa-e-erro, como aconteceu com os corredores exclusivos para ônibus (há uma tragédia programada para acontecer na Avenida Mauro Ramos, também relacionada a tentativa-e-erro).

No caso da Zona Azul, não faltou, internamente, quem avisasse que a coisa daria errado. Principalmente porque o setor responsável não tem autoridade para coagir motoristas ao pagamento de uma taxa de R$ 10 (um talão inteiro de Zona Azul), caso eles cometam algum tipo de infração no estacionamento de seus veículos. Ainda mais que os funcionários da Zona Azul não são agentes de trânsito, nem funcionários públicos, mas empregados da Aflov, que não tem nada – diretamente – a ver com a prefeitura.

Assim, o Ministério Público resolveu agir, denunciando a ilegalidade perpetrada pela prefeitura à Justiça. Mas o que faz o prefeito? Nada. Ele libera seus secretários para que façam o que acham melhor. Não exatamente o que seja correto do ponto de vista legal.

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