A rodoviária que já foi orgulho da cidade

 

Um ângulo da rodoviária, em cartão do início da década de 1980

Um ângulo da rodoviária, em cartão do início da década de 1980

Outro ângulo, da mesma série de cartões postais (por volta de 1981)

Outro ângulo, da mesma série de cartões postais (por volta de 1981)

O aeroporto Hercílio Luz (mesma série de postais): que diferença, hem?

O aeroporto Hercílio Luz (mesma série de postais): que diferença, hem?

Breno Maestri enviou mensagem por e-mail, comentando nota aqui do blog sobre o estado de abandono da Rodoviária Rita Maria:

Ao ler a matéria do ND e tua nota, vieram lembranças de como era o Rita Maria nos primeiros tempos de minha chegada a Florianópolis. Sempre disse — e acho que como eu muitos de fora devem ter dito também — a rodoviária parecia mais um terminal aeroviário do que rodoviária. Algo como se tivessem trocado as plantas arquitetônicas do Hercílio Luz pelo do Rita Maria, assim como, segundo estórias, teria acontecido com os projetos do Palácio do Governo Chileno (La Moneda) com o da Casa da Moeda do Brasil.

Era um vai-e-vem frenético, principalmente nos finais de semana. E não havia vadiagem. Aliás, o mais difícil era encontrar mendigos ou vadios pelas ruas da cidade.

Quando não passava pelo terminal para minhas viagens familiares, era para tomar aquela cerveja depois do fechamento do jornal, já depois da meia-noite.

Na semana passada levei meu filho para embarcá-lo rumo a Porto Alegre, para visitar os avós. Quase perto dos meus 50 anos, pela primeira vez tive medo de circular pelo Rita Maria. Não sabia se ficava em movimento ou se sentava à espera do embarque. Isso depois de passar por um corredor-polonês de pedintes para cuidar do meu carro dentro do estacionamento pago.

Uma tristeza bateu forte em ver que um dos locais, ouso dizer, pitorescos da cidade, está abandonado. Isso que deveria ser um local de amáveis olás e breves até logo.

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One response to this post.

  1. Pois é, Damião !

    Do Rita Maria salta-me à lembrança a canja na madrugada, o sol nascendo, o carro aberto aguardando no estacionamento…

    Fomos felizes e o que é pior, sabíamos !
    Hoje estou em Biguaçu e contemplo o paraíso perdido com a saudade de quem está em outro continente !

    Um abraço !

    Responder

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