Sobre pedágios e outras tarifas injustas

 

O pedágio em Palhoça, que começa a funcionar hoje à noite, é o retrato do Brasil de Todos: os moradores vão pagar a taxa para trafegar por uma rodovia perigosa e inacabada. Eles (moradores) prometem reagir. É capaz de a estrada ser fechada amanhã ou depois por tempo indeterminado.

Mais: só paga pedágio no Brasil quem utiliza uma rodovia federal em extensões superiores a 80 quilômetros. Se o sujeito vem de Tijucas a Florianópolis, não paga. Se vai do centro de Palhoça a Tijucas, idem. Ou seja, quem para na cabine e desembolsa R$ 1,10 em cada parada no pedágio subsidia a viagem dos outros, os que circulam nos trechos sem pedágio.

É a mesma lógica (ilógica, na verdade) do preço do transporte coletivo em Florianópolis: se eu vou do Centro ao Morro da Cruz, desembolso R$ 2,70, que é o preço real da tarifa. São apenas três quilômetros de trajeto. Se vou ao Rio Vermelho (45 quilômetros), pago os mesmos R$ 2,70. Em suma, quando vou ao Morro da Cruz eu ajudo, involuntariamente, a subsidiar a passagem de quem viaja todos os dias ao Rio Vermelho. Só as nossas doutas autoridades não admitem essa mentira da tarifa única e o principal entrave para que as pessoas se sintam estimuladas a deixar o carro em casa e a utilizar o sistema de transprote coletivo. O preço da passagem é injusto para a imensa maioria (trajetos curtos).

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One response to this post.

  1. Vão cobrar da Dona Ideli , a madrinha do mensalão e dos pedágios.

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