Carlos Damião

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Novembrada – Depoimentos

29/11/2009 · 2 Comentários

Já está no site http://www.cotidiano.ufsc.br um especial multimídia sobre a cobertura jornalística realizada durante a Novembrada, revolta popular ocorrida em Florianópolis em novembro de 1979. Produzido pelos bolsistas e coordenadores do site, o especial relata o episódio e a apuração dos fatos a partir do ponto de vista de onze jornalistas que estiveram diretamente envolvidos na cobertura da manifestação. São eles:

Impresso

Carlos Damião, Laudelino Sardá, Moacir Loth,  Nelson Rolim, Osmar Teixeira, Sérgio Rubim

TV

Aderbal Machado, Aldo Grangeiro, Roberto Alves, Valter Souza

Rádio

Antunes Severo, Valter Souza

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A beira-mar que não-beira-nada

14/09/2009 · 4 Comentários

 

   O Notícias do Dia publicou matéria recentemente, focalizando o atraso nas obras da Beira-mar Continental. Nesta segunda-feira, o RBS Notícias também apresentou reportagem sobre o caso. Que terminou com um obscuro secretário municipal dizendo que a obra estará pronta até o fim do ano, “se Deus quiser”. Quem tinha de falar a respeito era o prefeito, mas certamente ele anda muito ocupado com sua campanha (não se sabe pra quê) aí pelo interior. E deixa a continuidade das obras a critério da vontade divina.

   Há um detalhe que as matérias jornalísticas normalmente omitem ou não dão relevância editorial: por que a obra parou? E se pensam que é apenas por incompetência da atual administração municipal não se iludam – é isso e um pouco mais.

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Entardecer

04/08/2009 · Deixe um comentário

Tarde de inverno / baía Sul / espelho dourado da ilha.

Tarde de inverno / baía Sul / espelho dourado da ilha.

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Ausência – e presença – de Vinicius de Moraes

27/07/2009 · Deixe um comentário

Não pude atualizar o blog no dia de hoje, em função de compromissos profissionais. Peço desculpas aos leitores pela ausência involuntária.

Para não deixar passar a segunda-feira em branco, um soneto de Vinicius de Moraes, mestre insuperável da poesia brasileira, escrito há exatos 70 anos:  

SONETO AO INVERNO 

Inverno, doce inverno das manhãs / Translúcidas, tardias e distantes / Propício ao sentimento das irmãs / E ao mistério da carne das amantes:

Quem és, que transfiguras as maçãs / Em iluminações dessemelhantes / E enlouqueces as rosas temporãs / Rosa-dos-ventos, rosa dos instantes?

Por que ruflaste as tremulantes asas / Alma do céu? O amor das coisas várias / Fez-te migrar – inverno sobre casas!

Anjo tutelar das luminárias / Preservador de santas e de estrelas… / Que importa a noite lúgubre escondê-las?

Londres, 1939

[In Moraes, Vinicius de, Livro de Sonetos, São Paulo, Companhia das Letras, 1991]

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Nossa memória ameaçada

09/07/2009 · 8 Comentários

 

O caso do palacete do governador Hercílio Luz não é único na cidade: há inúmeros casarões tombados como patrimônio que, submetidos à ação do tempo, podem livrar seus proprietários dos rigores da lei. O casarão da esquina da Vidal Ramos com a escadaria do Rosário é um deles. Há também uma velha casa colonial na Rua General Bittencourt e outra na Conselheiro Mafra na mesma situação. Sem esquecer as paredes de um belo imóvel na esquina da Rua Fernando Machado com a Avenida Hercílio Luz. Dentro dele, funciona um estacionamento do hotel que fica ao lado.

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Viver de blog, um sonho

25/06/2009 · 2 Comentários

A maior parte dos meus leitores habituais sabe, desde 2004, que não vivo do blog. Escrevo aqui porque gosto, porque conquistei um grupo de pessoas que se interessam pelas coisas de Florianópolis (e de Santa Catarina) e que também apreciam uns pitacos em política, cultura, humor etc.

Se não vivo do blog, é certo que não posso me dedicar a este espaço da forma profissional como gostaria. Espero em breve viabilizar comercialmente o meu site, que está construído, para, quem sabe, tentar me concentrar o tempo inteiro no blog, como se fosse (ou como será) um canal de comunicação muito mais amplo, independente e, sempre, transparente.

Digo tudo isso porque sei que nos últimos tempos não tenho tido condições de postar como gostaria. Ando ocupadíssimo com tarefas externas e não consigo, de forma alguma, conciliar blog com meu ganha-pão. Assim, e ainda por algum tempo, vamos continuar dialogando aqui quando possível.

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Romance policial

25/06/2009 · 2 Comentários

Leia a matéria abaixo, leitor, enviada pela assessoria de imprensa da Associação dos Magistrados Catarinenses, e diga, ao final, se não é um enredo pronto para um romance policial: 

“Crime ocorrido na década de 70 será julgado no próximo dia 14 de julho

Já se encontra recolhido no presídio de Lages o réu Otacílio César Branco, acusado de ser o executor do crime de homicídio contra a vítima Dico Dacol, ocorrido no dia 17 de setembro de 1977, em que teve como mandante o co-réu Aristiliano Mello de Moraes (já falecido). O crime completa 32 anos no dia 17 de setembro deste ano. O réu ficou 16 anos foragido. Foi preso em outubro/2006 e, no mesmo mês, foi solto, por lhe ter sido concedido o benefício da liberdade provisória. De lá para cá, Otacílio usou de artimanhas jurídicas para escapar do julgamento, o que levou o juiz Geraldo Corrêa Bastos a decretar sua prisão para garantir a realização do Júri Popular, já marcado para o próximo dia 14 de julho, às 10hs.

Ubaldo Dacol, conhecido como Dico Dacol, foi alvejado por seis tiros por volta das 20 horas do dia 17 de setembro de 1977. Atingido pelas costas enquanto subia a escada do bar “Five O’Clock”, que ficava em frente do antigo Clube 1º de Julho, na rua Correia Pinto, não teve tempo para reagir e morreu a caminho do hospital. Na época, a vítima tinha 50 anos. O crime causou comoção e muita repercussão, já que as pessoas envolvidas e citadas nos depoimentos pertenciam à alta sociedade lageana. Tanto a vítima quanto os acusados pelo homicídio, Aristiliano Melo de Moraes (Nenê Melo) e Otacílio César Branco, tinham relação com “Casas de Jogos” (carteados e, principalmente “jogo do bicho”).

As investigações policiais apuraram que a concorrência – disputa por território em Lages – motivou o assassinato cometido por Otacílio, a mando de Nenê Melo. Os dois foram indiciados, mas as provas produzidas no processo não foram suficientes para comprovar a participação de Nenê Melo como mandante do crime. Por isto ele foi impronunciado (o que equivale a uma absolvição). Já Otacílio, que tinha 25 anos quando tudo aconteceu, foi pronunciado por homicídio qualificado pela surpresa. Ele negou sua participação no crime e fugiu.

O inquérito policial se estendeu por longos 11 anos. A denúncia foi apresentada à justiça somente em março de 1988 e a prisão de Otacílio, decretada dois anos depois, em março de 1990. O acusado permaneceu foragido até 9 de outubro do ano passado, quando foi preso em Chapecó e transferido para o Presídio Regional de Lages, no mesmo dia.

Seu advogado entrou com pedido de revogação da prisão. Atestou que o cliente tinha endereço fixo e era réu primário. Os argumentos, com embasamento legal possibilitaram a liberdade provisória para Otacílio, 17 dias depois de sua prisão.

Livre novamente, o acusado usou como estratégia a mudança freqüente de advogado (defensor), tumultuando o processo, pois a cada troca, por lei, tem prazo de 10 dias para constituir um novo defensor. Essa estratégia veio a causar certos entraves processuais, que acabaram por resultar no cancelamento do Júri, aproximando-se, ainda mais, o crime da data fatal da prescrição. Essa artimanha do réu levou o juiz da 1ª Vara Criminal de Lages, Geraldo Corrêa Bastos, a decretar sua prisão com a finalidade de garantir a realização do julgamento pelo Tribunal Popular”.

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Bandidinhos de classe média em cana

24/06/2009 · 2 Comentários

A polícia prendeu na madrugada de hoje, na Grande Florianópolis, um grupo de jovens que praticava pequenos assaltos à mão armada. Detalhe: os rapazes presos são todos de classe média e, provavelmente, imitavam o que faz um grupo semelhante na telenovela Caminhos da Índia. Um dos garotos tem o sobrenome de um político da região que é viciado em mídia. Atualização às 19h25 – Um amigo ligado à segurança pública me telefonou para dizer que esses bandidinhos de classe média se multiplicam pela Grande Florianópolis. Alguns praticam crimes só para zoar. Outros, para comprar drogas. E não são poucos os sobrenomes conhecidos que acabam presos, mobilizando pais e advogados para aquele socorro básico na delegacia.

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A foto

19/05/2009 · Deixe um comentário

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Fotógrafo não é uma raça muito fácil. Vejam só o que eles conseguem fazer. Foto publicada no site Jacaré Banguela (aqui). Indicação do João.

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Retrato do caos (2)

05/05/2009 · 10 Comentários

– Bandidos invadem uma delegacia e prendem as autoridades de plantão nas celas destinadas aos… bandidos.

– Polícia Militar massacra um torcedor da Chapecoense. E o comandante Newton Ramlow alega, numa entrevista para a CBN-Diário, que a PM agiu com rigor (rigor é eufemismo do tenente-coronel) porque o torcedor era violento. 

Aliás, sobre o caso acontecido no estádio Aderbal Ramos da Silva, é bom que se diga que o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar vem permitindo a ação desvairada de seus homens, ao implantar um regime de medo nas ruas de Florianópolis. Aliás, o estilo da PM, sob o comando de Ramlow, lembra muito a PM da ditadura militar. Mosquito, que apanhou muito na década de 1970, que o diga.

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