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Archive for setembro \20\UTC 2010

Ponto Final – 30 de setembro

Guerra ao excesso de decibéis

Uma das maiores dores de cabeça dos moradores de São José – a poluição sonora causada por bares e casas noturnas em áreas residenciais – vai voltar à pauta da Câmara Municipal em outubro, por iniciativa do presidente, Amauri Valdemar da Silva (Amauri dos Projetos). O vereador pretende disciplinar, definitivamente, a questão que incomoda em especial as comunidades do Kobrasol e Campinas. Serão realizadas audiências públicas, com a participação de moradores, empresários e autoridades.

Em conversa recente com este colunista, Amauri destacou informalmente que o ideal seria a transferência de bares e casas noturnas para a região da Avenida Beira-mar, onde a densidade populacional é menor. Mas mesmo essa ideia depende do plano diretor e de outras providências legais. De qualquer maneira, o presidente da Câmara pretende regulamentar a questão do funcionamento desses estabelecimentos ainda em 2010, por uma questão de respeito aos moradores que sofrem com o barulho e com as consequências do elevado consumo de álcool nos bares e boates.

A voz do leitor

O empresário Jorge Alberto Pereira Oliveira responde à nota de abertura de ontem, intitulada “Ninguém vai fazer nada?”, com uma afirmação categórica: “Eu lhe diria que não, infelizmente ninguém faz, ou fará nada! Dia desses, inclusive, no próprio Notícias do Dia, graduado da PM/SC, disse que a polícia não pode fazer nada, que o problema é social. A Prefeitura da Capital, que parece estar acéfala, seguiu no mesmo diapasão”.

Corpo mole

Continua o empresário sobre a invasão de espaços públicos por moradores de rua: “Ora, os bens públicos são bens comuns de todos nós e não podem ter a sua finalidade alterada. E por que as autoridades dizem que não podem fazer nada? Não saberia lhe responder se é só incompetência, medo, ou corpo mole. Não é de hoje que até as pombas que sobrevoam Praça 15 sabem que existe uma briga intestina na PM e que, enquanto não resolverem isso nós, o povo contribuinte, continuaremos abandonados à própria sorte”.

Destino

Jorge Alberto Pereira Oliveira conclui sua mensagem: “Nem os policiais resolvem o problema, muito menos o Alcaide de Desterro, porque está com a cabeça em outro lugar e não vê o que ocorre embaixo do seu nariz. Enquanto o tempo passa, essas cenas que retrataste continuarão a prejudicar, sujar, amedrontar, ameaçar, ocasionar assaltos e enfear a dita Capital Turística do Mercosul e o tão decantado melhor destino turístico do País”.

Fim da mamata?

“Eu moro na João Pinto há um ano e nunca haviam me multado. Sei que estava errado. Era um risco que corria. Só espero que isso não tenha sido uma ação isolada e que tenha continuidade. O calçadão é realmente muito movimentado. É preciso privilegiar os pedestres Acho que a prefeitura deveria fechar logo a via, assim como outras do centro histórico”, disse um motorista multado esta semana, pela PM, por estacionar sobre o calçadão. O valor é de quase R$ 600,00. Facada.

Recuperação

A Casan responde às considerações de um leitor sobre a buraqueira na Rua Antônio Scherer, bairro Kobrasol, informando que a recomposição do pavimento será realizada a partir de hoje. A empresa lembra também que o convênio firmado com a prefeitura de São José prevê o repasse de R$ 12 milhões para repavimentação asfáltica das ruas onde houve interferência das obras do PAC no município.

Arranhando – Usuários da linha Morro da Cruz (Transol) estão indignados com a falta de manutenção do coletivo número 0238. Faz 40 dias que o ônibus tem problemas no engate da primeira marcha. Como se trata de uma subida íngreme, que exige a marcha, motorista e passageiros passam sufoco.

Bicos – Ouvi ontem de um policial militar que atua no centro da Capital: quase todos os soldados têm que fazer “bicos” para completar a renda. Por que o governo não volta a pagar hora extra aos PMs e acaba com isso? Falta de dinheiro não é.

Zona preta – De um flanelinha negro, muito engraçado, para um motorista que chegava à procura de vaga no Centro às 17h45 de ontem: “Não tem mais Zona Azul. Agora é a hora da zona preta”, disse.

É Natal – O comércio tem uma grande expectativa em relação ao Natal – deve vender 12% a mais que em 2009 – mas os consumidores estão estranhando o que muitas lojas começaram a fazer ainda em setembro: decoração natalina quatro meses antes da festa.

Pirataria – Véspera de eleição rima com falta de fiscalização. Os ambulantes que oferecem DVDs piratas tomaram conta de toda a área central do Mercado Público de Florianópolis. Além disso, ampliaram a atuação nas outras vias públicas da região. Uma vergonha.

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Ponto Final – 29 de setembro

Ninguém vai fazer nada?

A cena retratada por essa imagem é deprimente. Trata-se da calçada lateral de um dos prédios mais antigos e charmosos de Florianópolis, o antigo Palácio das Diretorias, na esquina das ruas Deodoro e Tenente Silveira. A tristeza que a foto nos inspira ao mesmo tempo nos estimula a questionar os candidatos ao governo do Estado, já que a prefeitura não faz nada para mudar esse quadro: que medidas efetivas o futuro governador pode adotar em relação a esse quadro de miséria e abandono que tomou conta das ruas da capital catarinense?

Preservação

O município de Tubarão foi o quinto a aderir à ação civil pública contra a instalação de uma fosfateira em Anitápolis, um dos paraísos naturais mais belos da serra catarinense, localizado na Grande Florianópolis. Indústria não pode continuar sua implantação graças a liminares judiciais. Mas as decisões da Justiça ainda não garantem a tranquilidade dos moradores daquela magnífica reserva ambiental, onde está a Serra da Garganta, palco de uma das batalhas mais célebres da Revolução de 1930.

Retorno

A Secretaria Municipal de Obras informa que no início da próxima semana será aberto o retorno localizado no começo da Avenida Beira-mar Norte (em frente ao El Divino) para os motoristas que desejam retornar ao Centro de Florianópolis e principalmente rumar ao Sul da Ilha. Essa ação foi um compromisso assumido pelo prefeito em exercício, quando do fechamento da Avenida Paulo Fontes. Vamos ver se a Beira-mar não vai se transformar numa nova tranqueira municipal.

O semáforo

Roberto Alves, que não é o “Dás um banho” da crônica esportiva, escreve sobre a tranqueira na Avenida Gustavo Richard, causada pela sinaleira que algum burocrata da prefeitura implantou no meio. Disse que eu tive sorte em ficar só 40 minutos naquele engarrafamento. Roberto já ficou duas horas trancado dentro do túnel Antonieta de Barros, por conta daquele semáforo.

Complicação

Prossegue o leitor Roberto Alves: “É hora de botar a boca no trombone e discutir problemas como este da tranqueira no aterro. Está na hora de o Ipuf fazer um estudo técnico e facilitar o tão complicado trânsito da nossa cidade. Parece que tem gente no poder público que fica o dia inteiro pensando em como complicar a vida do cidadão”.

Bagunça

Leitor que mora no bairro Abraão ligou para dizer que a atuação dos cabos eleitorais na Rua Patrício Caldeira de Andrada, uma das principais do Continente, prejudica há dias o trânsito local. “É impossível converter no retorno existente, porque a visibilidade é zero”, explicou. O excesso de bandeiras e estandartes dos candidatos é responsável pela bagunça.

Ideias

Na opinião de um engenheiro civil, que costuma observar a cidade, seus problemas e soluções, a prefeitura poderia repensar o Terminal Cidade de Florianópolis como um todo, não apenas visando a readequá-lo para receber de volta algumas linhas intermunicipais. Ele acredita que o espaço pode incluir inclusive um segundo ou terceiro piso, para criação de mais vagas de estacionamento na região central.

* * *

O engenheiro acredita que, pelas características do terminal, ele deve receber melhorias que signifiquem “qualidade de receptivo”, inclusive com posto de informações turísticas.

Cidadania

Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa foi autorizada ontem pelo Conselho Estadual de Educação a promover curso de especialização lato sensu nas áreas de Política, Sociedade e Cidadania para servidores do Legislativo. A escola tem como missão contribuir para o aperfeiçoamento da AL, fortalecendo sua relação com a sociedade e propiciando formação política e educação para a cidadania.

Mobilização – O abaixo-assinado contra a fosfateira em Anitápolis já conta com 10 mil assinaturas. Mobilização envolve políticos, lideranças ambientais e comunitárias e empresários.

Uma voz – Calou-se ontem a voz de Maria Alice Barreto, uma das lendas do rádio catarinense. Talentosa, começou na Rádio Guarujá, depois foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na Rádio Nacional. Atuou como dubladora em de dezenas de filmes, destacando-se em sua carreira a voz de Branca de Neve, no clássico de animação da Disney.

Receita – Band TV do Tocantins recorreu, nos dias de censura determinada pelo Tribunal de Justiça daquele Estado, a uma prática dos tempos da ditadura: no lugar de notícias, âncora do telejornal leu receita de bolo. Vídeo é um sucesso de audiência no Youtube.

Buraqueira – Muita gente reclamando do estado em que ficou a Rua Antonio Scherer, no Kobrasol, depois que a Casan passou por lá, realizando obras de saneamento.

Ruídos – Depois da forte declaração do governador Leonel Pavan no Oeste de Santa Catarina (“fui corneado”), o fato mais impactante da última semana de campanha foi a distribuição de propaganda eleitoral em Florianópolis com escudos do Figueirense e Avaí ilustrando o material de um candidato a deputado estadual.

Carinho – Neste sábado pré-eleitoral, Maria Isabel (Kiki) Loyola Richter Gomes vai pilotar homenagem gastronômica à memória do chef de cuisine Zeca d’Acampora, querido manezinho falecido em 2008, que fundou um dos mais sofisticados e destacados bistrôs catarinenses. Será no Emporium Jazz.

Não basta? – Mais um assalto na Rua Bocaiúva não é o suficiente para que as autoridades acordem? A violência na Grande Florianópolis reflete o pouco caso com que a segurança pública foi tratada nos últimos anos. A falta de patrulhamento é um desserviço à cidadania.

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Ponto Final – 28 de setembro

Vida nova para o terminal

Comerciantes da região do Terminal Cidade de Florianópolis aguardam a revitalização do equipamento, por parte da prefeitura, para que seus negócios voltem a apresentar bons resultados. Conforme o proprietário de uma loja, reunião na semana passada, entre empresários e representantes da prefeitura selou um prazo para que o terminal receba as primeiras melhorias indispensáveis à recuperação das linhas transferidas para o Ticen – o início de 2011.

Além de ganhar banheiros e novo sistema de acesso, o terminal Cidade de Florianópolis terá uma plataforma exclusiva para os ônibus de turismo. O empresário ouvido ontem pelo colunista garante que o desembarque dos visitantes naquela área vai exigir inclusive um novo padrão de qualidade para lanchonetes, restaurantes e lojas da região.

A revitalização do terminal será realizada em duas etapas e integra o conceito geral da prefeitura para revitalização de todo o centro histórico da Capital.

Obras concluídas

Estão concluídas as obras do muro de contenção da maré, na praia da Armação do Pântano do Sul. Mas a grande questão que permanece é justamente o destino daquela beleza natural da Ilha de Santa Catarina, afetada pelas constantes ressacas, que destruíram a orla e pelo menos uma dezena de residências. Moradores, empresários e frequentadores da Armação não escondem o desalento diante da nova paisagem.

Insegurança

Nem num domingo à noite as pessoas de bem podem se sentir à vontade para curtir a vida num shopping center. Mais um assalto ao Beiramar, outra joalheria saqueada pelos bandidos. E aquela história se repetiu: câmeras de vigilância não evitam crimes. Servem, no máximo, para identificar os criminosos. O que evita crimes é o patrulhamento intensivo, objetivo, direto, por parte da Polícia Militar, como acontecia até passado recente.

Segredo

Frase de Jim Cunningham, executivo que trabalhou na Disney durante 17 anos, sobre o segredo da maior empresa de entretenimento do mundo: “Nesse ramo, 10% do negócio é o produto e 90% é o serviço, por isso que temos que ter excelência no nosso modo de atender”. Cunningham encantou o público na 51ª Convenção Nacional do Comércio Lojista, que acontece em Florianópolis até esta quarta-feira.

Exemplo

Entidades culturais da Capital sobrevivem graças ao apoio da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes. Recursos destinados, por exemplo, a grupos de boi de mamão, são garantidos pelo poder público, conforme atos publicados no Diário Oficial. Sem verbas públicas, grande parte da nossa cultura popular já teria desaparecido. E por que a iniciativa privada não faz o mesmo, para tornar ainda mais ricas essas manifestações?

Positivo

A presença das autoridades municipais e estaduais em eventos nacionais é sempre indispensável. O Congresso Nacional de Corretores de Imóveis (Conaci), realizado há duas semanas, foi praticamente ignorado pelo poder público. Já a 51ª Convenção Nacional do Comércio Lojista, que acontece até amanhã no Centrosul, teve o prefeito Dário Berger, senadores e outros líderes políticos presentes à abertura. Florianópolis tem que receber esses visitantes especiais com banda de música, como fazem prefeituras de outras cidades.

Mais saúde

Vinte e três anos depois da inauguração do Hospital Regional Homero de Miranda Gomes (São José), a Grande Florianópolis passará a contar com um novo estabelecimento de saúde do gênero – o Baía Sul, na região central de Florianópolis, com 90 leitos para realização de procedimentos de alta complexidade, sendo 15 de UTI. O hospital vai atender os planos de saúde e também vai ajudar a reduzir a alta demanda por leitos de terapia intensiva.

Ciência – A Fundação de Apoio à Pesquisa e à Extensão Universitária (Fapeu) está comemorando 33 anos de parceria em favor da educação, da ciência, da tecnologia e da inovação e, por isso, recebe destaque do presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado (Fapesc), Diomário Queiroz, que foi diretor executivo da entidade ligada à UFSC.

Garantia – Fique tranquilo, eleitor: o horário eleitoral gratuito no rádio e televisão não vai ser prorrogado. A propaganda política termina nesta quinta-feira, convencendo a cidadania de que sua fórmula está desgastada, superada e insuportavelmente chata.

Maquiagem – O grande problema do horário eleitoral gratuito, em especial na TV, é o excesso de maquiagem, de produção cinematográfica, que favorece os candidatos endinheirados. Com financiamento público das campanhas a história será muito diferente.

Espertezas – Entidades que se beneficiaram dos fundos sociais do governo catarinense, causando prejuízos de mais de R$ 13 milhões, deveriam ser processadas por falsidade ideológica. Até porque, segundo as autoridades estaduais, verbas eram liberadas apenas mediante documentação.

Mais Zona Azul – A Zona Azul se espalha pela cidade. Até o bairro da Trindade já está incluído no sistema. Ou seja, Florianópolis perde espaços livres de estacionamento justamente por falta de vagas para tantos carros.

Trepidação – O trecho da Avenida Beira-mar entre a rótula da rodoviária e a Rua Arno Hoeschl virou uma buraqueira só. Detalhe: não faz seis meses que operários de uma empreiteira passaram por ali, remendando o asfalto.

Ruas – O que a Câmara Municipal de Florianópolis denomina de vias públicas na Capital não está no gibi (mas está no Diário Oficial do município…). Não são ruas antigas, são ruas novas. O que significa que a cidade continua crescendo velozmente, sem controle.

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Ponto Final – 27 de setembro

A sinaleira e a tranqueira

Na sexta–feira este colunista decidiu acessar mais uma vez o aterro da baía Sul a partir do bairro Prainha. Poderia ter feito outro trajeto (pela Beira–mar), mas optei por este justamente para confirmar uma convicção. E não estava errado: a sinaleira, implantada pela atual administração para a conversão dos ônibus, próxima ao Centrosul, é a maior causa da tranqueira. Entrei na fila de automóveis às 17h20. Consegui chegar à ponte, um quilômetro depois, às 18h10. Cinquenta minutos perdidos e ninguém para orientar o tráfego! Cinco guardas municipais atendiam uma pequena batida (os carros foram removidos para o canteiro central) e a sinaleira continuava cumprindo seu papel, de liberar os ônibus e trancar o fluxo Prainha-ponte. Por que as autoridades de trânsito não intervêm naquele pedaço infernal do aterro? Poderiam, por exemplo, controlar o tráfego de acordo com o volume, aliviando o semáforo nos momentos mais críticos.

Falta projeto

Ainda que os coletivos tenham prioridade, essa prioridade precisa fazer parte de um projeto, não pode continuar improvisada da forma como foi inventada pelos atuais gestores públicos. Antes, os ônibus iam até a Prainha, faziam o retorno e rumavam para o Ticen pela pista marginal da direita (não entravam nos engarrafamentos). Hoje têm o privilégio de converter na metade do caminho, porém quem sofre são os motoristas presos no sentido Prainha-ponte.

Liberdade

Detalhe que me escapou na nota de abertura: a tranqueira entre a Prainha e a sinaleira consome 50 minutos. Mas, depois que o motorista se livra do obstáculo, consegue trafegar com relativa liberdade, mesmo num ritmo lento, até a BR-101. Da ponte até o shopping Itaguaçu levei exatamente 12 minutos. Ou seja, um quilômetro no aterro consumiu quase uma hora; seis quilômetros entre a ponte e a rodovia federal, quase um quinto do tempo!

Qualidade…

A escalada da construção civil na região metropolitana de Florianópolis revela que a disputa dos incorporadores para a comercialização de seus produtos inclui diferenciais de qualidade impressionantes. Alguns condomínios lançados nos últimos anos – e os novos, em construção – revelam a preocupação das empresas com segurança, conforto, diversão e sustentabilidade, aproximando os edifícios do conceito dos antigos clubes sociais.

… Sem mobilidade

Se, por um lado, as construtoras têm caprichado nos seus lançamentos, por outro lado não se pode dizer que o poder público esteja acompanhando o crescimento das cidades. As questões de infraestrutura continuam graves, em especial as relativas à malha viária. O impacto gerado pelo redimensionamento de alguns bairros – que eram totalmente horizontais e estão se transformando em verticais – é a causa principal dos problemas de mobilidade e estacionamento, tanto em São José quanto em Florianópolis.

Nova linha

Sobre as notas da linha Corredor Continente, na edição do fim de semana, a Emflotur esclarece que “esta mudança foi determinada pela Secretaria Municipal de Transportes com o objetivo de criar um corredor semelhante ao que liga o centro ao aeroporto (Sudoeste). É claro que é uma questão de costume, algumas confusões podem ocorrer nos primeiros dias, mas não houve prejuízo ou redução nas linhas. Pelo contrário, foram colocados 31 novos horários – eram 88 agora são 119, com intervalo de 4 a 6 minutos no horário de pico e de 10 minutos no restante do dia”.

Ocupações

Leitor Leonardo Heller teme que a Ilha de Santa Catarina venha a afundar nos próximos anos, por conta das ocupações irregulares, respaldadas pelas chamadas “escrituras de posse”. Segundo Heller, hoje somente 40% dos imóveis ocupados na ilha são registrados na prefeitura. “Quem fiscaliza? A lei não serve para nada?”, questiona o cidadão.

Revitalização

Tomara que a prefeitura de fato consiga viabilizar o projeto de revitalização da região do Mercado Público, muito bonito e detalhado na edição do fim de semana do Notícias do Dia. Aliás, o fechamento da Avenida Paulo Fontes completa um ano em 15 de outubro. Eu estava lá no dia e acompanhei (foto) a operação pilotada pelo prefeito em exercício naquele dia, João Batista Nunes. Testemunhei o exato momento em que a avenida deixou de servir ao tráfego de automóveis.

Expectativa – Esta é a semana final da campanha. Uma campanha muito fraca, diferente de embates anteriores, que eram marcados pela emoção e pela intensa disputa entre os candidatos. Tomara que o eleitor, ao fim e ao cabo, acerte em suas escolhas. Santa Catarina merece bons representantes: nosso futuro está em jogo.

Leitura – Como é bom receber uma informação deste tipo: “Rede de livrarias projeta crescimento de até 15% para o Dia da Criança”. De fato, é impressionante como as crianças gostam de frequentar livrarias. Vem aí uma geração muito mais esclarecida e crítica.

Desterro vive – Roberto Laus escreveu para agradecer cobertura da coluna ao Almoço das Estrelas. Não tem de quê. Como eu disse na edição do fim de semana, o evento é o encontro mais divertido e fraternal de nossa querida Desterro.

Agenda – Aliás, uma correção sobre o Almoço das Estrelas: as reuniões são mensais. A próxima deve ocorrer no final de outubro, dois dias antes do segundo turno.

Preocupação – Amigo da coluna manifesta preocupação quanto ao dedo-durismo dos leitores: estacionou o carro em vaga proibida e ficou olhando para ver se alguém estava com câmera em punho para flagrar a infração. Que feio.

Longe – Câmara Municipal de Florianópolis retoma suas atividades normais só na próxima semana. Três vereadores são candidatos e outros parlamentares estão envolvidos na campanha.

Omissão – A situação da segurança pública em Santa Catarina é tão grave que, dos mais de 15 mil mandados de prisão não cumpridos pelo governo do Estado, quase 10 mil têm relação direta com a violência e a repetição da violência.

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Ponto Final – 25 e 26 de setembro

A anarquia das estrelas

Não há nada tão divertidamente ilhéu, nos dias de hoje, quanto o Almoço das Estrelas, uma anarquia etílico-gastronômica que costuma reunir algumas das personalidades mais interessantes da cidade, entre profissionais liberais, desembargadores, ministros, empresários, políticos e, claro, alguns desocupados crônicos.

* * *

Com Roberto Laus na batuta, o encontro de sexta-feira reuniu o que mais de eclético em Florianópolis, num dos mais agradáveis casarões de Santo Antônio de Lisboa, que abriga um excelente restaurante. Gozações, piadas, fofocas, histórias, mentiras e verdades dominaram o evento – até que, enfim, a confraria pudesse render suas homenagens ao ex-deputado Paulo Konder Bornhausen e ao ex-ministro Hélio Mosimann. Depois do momento sério, a bagunça prosseguiu ao longo da tarde.

* * *

Foi um almoço luminoso, supimpa, alegre e inesquecível. Aliás, como todos os Almoços das Estrelas, que poderiam ser semanais, mas que obedecem ao calendário do comendador-mor – acontecem quando se tornam absolutamente indispensáveis à vivacidade, à felicidade e à vontade de seus membros.

Arte

Registro do leitor Anthony Toini: “Quero explicitar a minha satisfação em saber que a cultura e a arte estão no sangue da nossa gente! Chegando para a aula na UFSC me deparei com um coral de aproximadamente 10 pessoas. Eu juro que, em 10 minutos, o espaço já contava com mais de 50 espectadores. A Semana de Arte Ousada promovida na UFSC deveria se espalhar pela cidade e, se possível, por Santa Catarina”.

Confusão (1)

O colaborador Luiz Carlos Amorim faz imensas considerações sobre a mudança que a prefeitura promoveu nas linhas de ônibus continentais. Uma de suas críticas: ao acabar com Jardim Atlântico e Canto, duas linhas que indicavam seus destinos e origens, a prefeitura criou uma nova, denominada Corredor Continente. Que, na verdade, não é um Corredor Continente, já que integra Ilha e Continente.

Confusão (2)

Outra observação de Luiz Carlos Amorim também diz respeito à denominação da nova linha. “Pois as pessoas estão acostumadas com o seu ônibus que tem ‘Continente’ no nome e passa um ônibus com essa palavra no nome, elas embarcam e só depois descobrem que não era o ‘Circular Continente’, mas sim o novo e inteligente ‘Corredor Continente’. Pois não havia, até agora, nenhum outro ônibus com ‘Continente’ no nome!”.

Lata de sardinha

Mais um problema registrado pelo leitor Luiz Carlos Amorim com respeito ao Corredor Continente é relacionado à redução de coletivos e à consequente lotação das outras linhas. “Acontece que agora, nas horas de pico, os outros ônibus ficam apinhados, igual sardinha em lata. Tudo para aumentar o lucro: menos ônibus, menos motoristas, menos cobradores, em detrimento da população, que fica com menos horários, menos linhas e com ônibus entupidos”.

Exemplo

Procurador geral da Câmara de Vereadores, o advogado Alceu de Oliveira Pinto ajudou a elaborar a lei que proíbe fumar em espaços públicos e privados de uso coletivo. Largou o cigarro após a aprovação da lei, dia 25 de março deste ano. A lei, que foi alvo de uma audiência pública de avaliação, está sendo amplamente aceita na cidade. A população é seu maior fiscal.

* * *

E o Grupo RIC lançou na sexta-feira o Instituto RIC de Atitude Social, cuja primeira ação é voltada justamente ao combate ao fumo – Respira Floripa é a campanha que começa a ser divulgada nos veículos da rede.

Prioridades

Seria bom que a prefeitura, antes de construir novas praças, promovesse uma revitalização das existentes e, além disso, iniciasse uma campanha para que os proprietários de imóveis façam calçadas decentes. Há inúmeros exemplos de irregularidades, em diversos bairros. No Centro, há calçadas em que o piso-guia esbarra… num poste. Ou, por outra, o piso-guia não tem continuidade – e, quando continua, segue em ziguezague.

Correção – A ação de limpeza das praias de Governador Celso Ramos foi promovida pela AASA (Associação de Ações Sócio-Ambientais), com apoio da Proactiva.

Marginais – Um dos problemas de mobilidade, em direção ao Norte da Ilha de Santa Catarina, é a falta de acessos marginais – como o que foi feito em frente ao Floripa Shopping.

Solução – Toda a área administrativa e comercial do trecho que corta o bairro Saco Grande precisa, urgentemente, de ampliação das pistas, para suportar o ritmo de entrada e saída de empresas e órgãos do governo.

Reta final – Entramos na reta final da eleição. Trata-se de uma semana de muita tensão e, obviamente, de muita disputa por espaços nas ruas. Na sexta-feira, a quantidade de cabos eleitorais espalhados pela região metropolitana era impressionante. A exposição das publicidades dos candidatos prejudicava sensivelmente a atenção dos motoristas.

Greve – Quem depende da rede bancária deve ficar atento: é possível que os bancários entrem em greve a partir de quarta-feira. Aliás, trata-se de um evento anual tão certo quanto a Procissão do Senhor dos Passos, a Páscoa e o Natal.

Renovação – Um fato que nos impressionou no Almoço das Estrelas, promovido na sexta-feira, é a renovação dos participantes. Não são apenas as estrelas mais velhas que batem ponto nos encontros da confraria: havia também muitos jovens.

Imprudência – Dado divulgado na Semana Nacional do Trânsito: na capital, as mortes nas ruas e estradas estão em terceiro lugar, atrás apenas de doenças cardiorrespiratórias e cânceres. Preocupante, porque a principal causa é a imprudência.

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Ponto Final – 24-9-10

Bicicletários esquecidos

Informação que um prestativo leitor envia à coluna, em contestação a nota publicada aqui ontem: “Foram construídos bicicletários junto aos terminais de Canasvieiras, de Santo Antônio e da Lagoa, para os usuários se deslocarem nos bairros com bicicleta, guardarem as mesmas em local abrigado e se deslocarem ao Centro de ônibus.

O projeto desses bicicletários foi desenvolvido no IPUF com a parceria da ONG Viaciclo, foram construídos com recursos do Fonplata mas, inexplicavelmente, a atual administração concluiu a obra e nunca colocou em operação. Junto aos bicicletários foram construídas as instalações que deveriam ser postos avançados do Pró-Cidadão, mas tiveram o mesmo destino dos bicicletários…”.

E, então, verdade seja dita: existem bicicletários em Florianópolis, mas não são utilizados porque alguém, não se sabe por que, resolveu não ativá-los.

Premiação

Os que ainda esperavam a reabertura da Avenida Paulo Fontes (foto) ao tráfego de veículos podem perder mais um pouco da esperança. A prefeitura realiza hoje, através do IPUF, a cerimônia de premiação dos vencedores do Concurso Nacional de Arquitetura e Urbanismo para a Revitalização do Boulevard do Mercado Público. Ou seja, se a prefeitura está cumprindo o prometido – pagando os arquitetos que apresentaram o melhor projeto – é óbvio que a Paulo Fontes continuará fechada.

Polo náutico

Devagar, muito devagar, mas sempre em frente, a Grande Florianópolis vai se transformando num importante polo náutico brasileiro. O que começou em Palhoça, se ampliou para Biguaçu, agora também busca mão de obra – através de um programa de qualificação – em Santo Amaro da Imperatriz. A iniciativa é do Estaleiro Schaefer Yachts e o encontro com interessados em trabalhar no ramo acontece hoje, das 14 às 18h.

Estrelas

Comendador-mor Roberto Laus pilota hoje, no restaurante Villa do Porto, em Santo Antônio de Lisboa, mais uma assembleia gastronômica da confraria Almoço das Estrelas, que deverá contar com a presença de uma legião de notáveis florianopolitanos. A confraria vai homenagear o ex-deputado Paulo Konder Bornhausen e o ex-ministro Hélio Mosimann, dois personagens indispensáveis da cidade.

Preferência

Para a leitora Bárbara Nunes “infelizmente ficamos um pouco individualistas em casos como este (Dia Mundial sem Carro, anteontem), quando temos que optar em irmos quentinhos e sequinhos dentro de nossos carros ou colocar o casaco de chuva, pegar a sombrinha, separar os quase R$ 3 para o ônibus…”

* * *

Já o leitor Fernando Silva observa, sobre o mesmo tema: “Ficaria feliz se houvesse não apenas um dia, mas uma eternidade municipal sem carros no entorno dos órgãos públicos e colégios de Florianópolis. Só isso já aliviaria muito, pois são dois dos principais fatores que tornam o trânsito da cidade impraticável”.

Sina

Ao ler na internet uma chamada para matéria policial, indicando a prisão de um grande traficante no litoral catarinense, logo me veio à cabeça que o ocorrido tinha sido em Balneário Camboriú. Dito e feito. Infelizmente a cidade do litoral Norte vive essa triste sina há alguns anos. O bandido preso integrava uma quadrilha responsável pela distribuição de uma tonelada de droga por mês na região Sul.

Insegurança

O noticiário policial dos últimos dias não está diferente do que se registra nos últimos anos em Santa Catarina – estupros, invasões de residências, assassinatos e até linchamento de um homem. Quanto a este caso, o que espanta (será que ainda espanta mesmo?) é saber que o crime foi cometido na Avenida Ivo Silveira, uma das principais da região continental que, a rigor, deveria merecer a presença constante da Polícia Militar.

Fiscal – A nomeação de um fiscal lotado na prefeitura do Rio de Janeiro para atuar em Florianópolis está causando estranheza entre funcionários públicos da Capital. Simplesmente porque a portaria 003, assinada no dia 10 de mês, não explicita a razão objetiva para tal nomeação.

Cinema – Atração deste fim de semana (hoje e sábado, 19h e 21h30), no Paradigma Cine Arte, é o filme nacional Olhos Azuis, que trata de xenofobia e situações humilhantes vividas por latinos que tentam entrar nos Estados Unidos.

Irmãs – A mais nova polêmica regional vem da Câmara de São José, onde tramita projeto de lei que pretende denominar a ponte sobre o Rio Araújo de… “Ponte dos Irmãos”. A justificativa oficial é de que Florianópolis e São José são cidades irmãs. Por que não Ponte das Irmãs, então?

Alívio – Uma semana, meros sete dias, leitor, é o que falta para terminar a campanha de 2010. Um alívio que só será interrompido se houver segundo turno, lá e cá.

Boa iniciativa – TV Câmara de São José encerrou ontem um ciclo inédito de debates – começou com candidatos ao governo e passou pelos candidatos a vice-governador e Senado (em duas etapas). Os programas foram transmitidos pela TV e assistidos também por populares e lideranças, que acompanharam os debates no plenário.

Conserto – Um testemunho público sobre o atendimento da operadora Oi: a empresa resolveu um problema no sistema de internet do colunista em menos de 24 horas. Alguém pode dizer que é obrigação, mas, diante do histórico da antiga Brasil Telecom, trata-se de um grande avanço.

Praças – Cidadania valorizada: a prefeitura de Florianópolis pretende construir duas praças na cidade em 2011, com estrutura para cineteatro, biblioteca, telecentro, salas multiuso, pista de skate, kit básico esportivo e equipamento de ginástica.

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Ponto Final – 23 de setembro

A cidadania e os carros

Do indignado leitor Sérgio Luiz da Silva, sobre o Dia Mundial sem Carro (ontem) – “Eu ficaria extremamente feliz se hoje (ontem) fosse: Dia municipal sem carros estacionados sobre calçadas; Dia municipal sem carro sobre faixa de segurança; Dia municipal sem carro naquela fila do posto de gasolina da Mauro Ramos (cadê a polícia!?); Dia municipal sem carro na João Pinto; Dia municipal sem carro na Arcipestre Paiva; Dia municipal sem carros estacionados na Tenente Silveira; Dia municipal sem carro de transporte de valores infernizando Felipe; Deodoro (foto); Trajano, Praça 15 e cercanias; Dia municipal sem carros estacionados no lado esquerdo do trajeto Altamiro Guimarães (Germano Wendhausen) até a Beira-mar…

Também poderíamos criar o dia municipal sem cones na rua – especialmente aqueles colocados pelos espertos como espécie de “reserva” para potenciais clientes. Esta parece uma nova ‘mania’ importada para a cidade por alguns ‘bacanas’… Parabéns por enfatizar essas situações críticas da cidade”.

Equipamento

Há uma discussão em curso nas redes sociais da internet sobre a falta de atenção do poder público de Florianópolis a alternativas de mobilidade urbana, como as bicicletas. “Além de não termos ciclovias, também não temos bicicletários”, assinalou um cidadão ontem no twitter. Vejam o exemplo acima: o bicicletário da rodoviária de Itajaí. Muita gente vai viajar de ônibus e deixa suas bicicletas aí. Pega de volta à noite.

Praia limpa

Mais de uma tonelada de lixo foi recolhida no último final de semana em Governador Celso Ramos, numa operação denominada Praia Limpa, promovida pela Proactiva Meio Ambiente e que teve ampla participação comunitária. A iniciativa integrou a celebração do Dia Internacional de Limpeza de Praias, segunda-feira (20). Além de fornecer material aos voluntários, a Proactiva também transportou o lixo, gratuitamente, para o aterro sanitário de Tijuquinhas.

Museu

Por falar em lixo, o Museu do Lixo, mantido pela Comcap no antigo aterro do Itacorubi, comemora sete anos neste sábado. Hoje haverá atividades culturais e ambientais para assinalar a data. Além de ser um modelo para estudos de caso em relação à coleta de resíduos, o museu conserva peças interessantes, que despertam a curiosidade dos visitantes. Os estudantes adoram a experiência.

Juizados

Mais de 200 magistrados que atuam nos Juizados Especiais em Santa Catarina vão estar reunidos a partir de hoje, em Florianópolis, em evento promovido pelo Tribunal de Justiça para discutir os 15 anos da Lei 9099/85. Para quem não sabe, essa foi a lei que instituiu os Juizados no país, originalmente para desobstruir a justiça comum e acelerar a resolução das pequenas causas. A idéia é fazer um balanço dos objetivos alcançados e dos percalços sofridos neste período, para projetar o futuro.

Ciência avança

Mesmo ultrapassando a metade do percentual determinado pela Constituição, a Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado (Fapesc), ao aplicar R$ 50 milhões, ainda está longe dos R$ 93 milhões orçados para 2010. A necessidade de avançar os investimentos, até atingir os 11% constitucionais, foi a tônica da última reunião do Conselho Superior da Fapesc, coordenada pelo ex-reitor da UFSC, Diomário de Queiroz.

Retrocesso

A cultura brasileira não é censurada desde o regime militar. O mais estranho é que o ato de violenta censura, registrado ontem, tenha ocorrido na Universidade Federal de Santa Catarina, num evento denominado Semana Ousada de Artes. Logo a UFSC, que esteve na vanguarda de oposição ao regime militar! Punir a nudez com a prisão é atitude medieval, ainda mais num evento que propõe justamente a ousadia como manifestação artística.

Ambiente – Na semana da árvore e com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de preservar a natureza, o Floripa Shopping e o Projeto Sambaqui Sustentável oferecem atividades educativas para os clientes até domingo. As ações envolvem troca de óleo e lixo reciclável por mudas, além de oficinas de conscientização.

Baías – O Movimento em Defesa das Baías de Florianópolis já tem um blog específico – é o http://baiasdeflorianopolis.blogspot.com/

Saber – Família do professor da UFSC Sérgio (Serginho) Ferreira de Mattos, falecido há dois meses, doou 151 livros que pertenceram ao acervo dele à Biblioteca Universitária.

Retreta – Polícia Militar comemora hoje, às 12h, com um concerto no coreto da Praça 15 de Novembro, os 117 anos de atividades da gloriosa Banda de Música da corporação. O que mais alegra os florianopolitanos é saber que o coreto da praça volta a ter sua finalidade valorizada.

A verdade – De um usuário do twitter: “Dia Mundial sem Carro em Florianópolis foi uma piada. Nunca se viu tantos veículos nas ruas”.

Compromisso – Nas sabatinas promovidas pela Associação Comercial e Industrial de Florianópolis com os candidatos ao governo os empresários puderam anotar compromisso de todos os postulantes: seja quem for o eleito, Secretaria de Segurança Pública não será mais ocupada por políticos.

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Ponto Final – 22 de setembro

A Semana Barriga-Verde

A propósito de um questionamento expresso pelo colunista há alguns dias, um colaborador enviou exemplar da Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, edição 22, contendo a lei 12.906, de 22 de janeiro de 2004, que estabelece a realização anual da Semana de Santa Catarina, sempre nos meses de agosto. Isso porque, conforme o documento aprovado pela Assembleia Legislativa e sancionado pelo então governador Luiz Henrique da Silveira, 11 de agosto é considerada “a data magna de Santa Catarina”. Seria uma espécie de “independência catarinense”, visto que em 11 de agosto de 1738 foi criada a Capitania de Santa Catarina.

Portanto, a tal Semana Barriga-Verde, desejada por este colunista e por tantos outros catarinenses, já existe e se contrapõe à Semana Farroupilha, tão festejada no Estado nos últimos dias, patrocinada inclusive por algumas prefeituras. O que falta, em verdade, é a comemoração efetiva – e efusiva – da maior data catarinense.

Na direção

Hoje é o Dia Mundial sem Carro, mas vai ser muito difícil convencer os motoristas da Grande Florianópolis a deixarem seus veículos em casa. Há várias questões que contribuem para o baixo engajamento nesta campanha: transporte coletivo caro e deficiente, ausência de uma rede de ciclovias e falta de conscientização geral sobre o assunto. De onde se conclui que muitos motoristas vão passar o Dia Mundial sem Carro… na direção de seus veículos.

Humanização

A propósito de nota publicada aqui ontem, sobre menos carros nas ruas, o leitor Renato Ciconet escreveu: “É por essas e outras que o vice-prefeito João Batista foi mal interpretado ao fechar a Paulo Fontes. Falta de conhecimento do povo e vontade de privilegiar somente a si, por parte dos motoristas estressados. Não houve mais mortes e agora as pessoas podem transitar em paz. Meus cumprimentos ao ato de coragem e enfrentamento”.

Lei cumprida

A prefeitura de Florianópolis fez cumprir a lei ontem: guardas municipais recolheram propagandas irregulares de candidatos que estavam espalhadas pela cidade. Os tais cavaletes que, segundo a legislação, só podem ser colocados quando alguém – um cabo eleitoral – se responsabiliza pela guarda. Do jeito que estavam, realmente ameaçavam a própria segurança dos pedestres e motoristas.

Arte ousada

Na abertura oficial da 3ª Semana Ousada de Artes UFSC & Udesc, na noite de segunda-feira, no Centro de Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina, o reitor da UFSC Álvaro Prata e o vice-reitor da Udesc Antônio Eronaldo de Sousa assinalaram seu apoio para que a parceria entre as duas instituições cresça ainda mais e continue democratizando o acesso da população a espetáculos de qualidade. Estima-se que até o fim da semana 20 mil pessoas tenham participado do evento.

Homenagem

Rodolfo Pinto da Luz, superintendente da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, entregou o troféu Isnard Azevedo a José Ronaldo Faleiro, professor do curso de artes cênicas da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Considerado o padrinho deste evento, pelo incentivo que deu à sua criação, o homenageado declarou que “os festivais são importantes em nossa cultura. O Isnard deve estar muito contente olhando para nós”.

Exemplo

O diretor-presidente da Comcap, Wilson Cancian Lopes, iniciou ontem a distribuição das canecas de aço inox para os empregados da empresa. Com isso, a companhia pretende substituir o uso de copos plásticos descartáveis, que representam um gasto de R$ 12 mil ao ano e cuja destinação, como resíduo, não tem mercado garantido e nem reciclagem. Até o dia 30 deste mês, cada um dos 1,4 mil empregados da companhia receberá a sua caneca.

Prêmio – O escritor catarinense Emanuel Medeiros Vieira obteve a primeira colocação no Concurso Internacional de Literatura UBE-RJ 2010, Categoria Romance, com a obra “Olhos Azuis- Ao Sul do Efêmero” (Thesaurus Editora/FAC, Brasília, 2009).

Quem procura, acha

Indicador – Acaba de ser lançado para a Grande Florianópolis o site www.procuramed.com, um guia para quem precisa de informações sobre médicos, clínicas e hospitais. Mas não é um guia comum. Ali são encontradas informações através do nome do médico, da sua especialização e ainda dados sobre a sua formação profissional.

Audiovisual – Começa hoje, às 19h, com término da sexta-feira, o 1º Congresso Catarinense de Cinema e Audiovisual, evento que propõe a discussão sobre “O Estado do Audiovisual” em Santa Catarina. Participação livre em todos os dias. Abertura será no Cineclube Sol da Terra.

Samba político – Ensaios carnavalescos seguem firmes nas quadras das escolas de samba. Pelo Centro, ecoam os tamborins de pelo menos duas agremiações. Políticos em campanha aproveitam para se integrar às rodas de samba e, claro, pedir preciosos votinhos.

Nervos – RIC-Record realizou bom debate, na noite de segunda e madrugada de terça-feira. Candidatos estavam afiados. Nos bastidores, muitos sorrisos alguns ataques de nervos – por parte de candidatos e assessores. Normal. É a reta final.

Estaleiro – Os debates sobre o estaleiro da OSX no Twitter estão cada vez mais radicalizados, entre os que defendem e os que combatem o empreendimento do bilionário Eike Batista. Como dizia aquele ditado “em casa onde falta pão, todos gritam e ninguém tem razão”.

Mistérios – Presídio, cemitério e aterro sanitário – nenhuma comunidade quer, mas precisam existir. E já que Palhoça não aceita sediar a nova penitenciária estadual por que o governo do Estado não aproveita o imenso terreno atual na Agronômica? Mistérios da meia-noite.

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Ponto Final – 21 de setembro

Menos carros nas ruas

Exemplo que vem de longe: o Movimento Nossa São Paulo defendeu ontem um plano de mobilidade urbana que tem o objetivo de reduzir em 25% a quantidade de carros que circula todos os dias na cidade. Entre as sugestões estão a expansão dos corredores de ônibus – 2,4 mil quilômetros de vias reservadas aos coletivos –, investimentos em ciclovias e mudanças na política habitacional.

O plano apresentado em São Paulo é ousado, mas indispensável, porque as grandes cidades não têm mais como conviver com o trânsito pesado que praticamente inviabiliza a mobilidade urbana. Um dos itens importantíssimos é a proposta de alteração das políticas habitacionais, uma vez que o local de trabalho distante influencia diretamente na mobilidade.

Exemplos em SC

É bom observar que algumas iniciativas empresariais na Grande Florianópolis relacionam diretamente a questão habitacional à mobilidade urbana. No Norte da Ilha, por exemplo, há previsão de um condomínio residencial para os trabalhadores que atuarão no Sapiens Parque. Da mesma forma, o projeto do estaleiro da OSX tem previsão de, em área próxima, construir um condomínio para os trabalhadores.

Quem sabe, sabe

Se a prefeitura de Florianópolis ouvisse os taxistas e outros motoristas que observam o trânsito todos os dias certamente conseguiria melhorar a mobilidade urbana com medidas muito simples. Primeira delas: estimular o transporte escolar em vans. A maior parte das ruas trancadas no Centro tem relação objetiva com os pais que usam seus carros particulares para levar ou buscar filhos.

Controle

O leitor Ênio Lima comenta nota que publicamos ontem, a propósito de estacionamentos na região central de Florianópolis, alguns deles responsáveis pela redução da mobilidade urbana. “Antes de qualquer providência a administração municipal terá que designar uma comissão para estudar a situação legal de cada estacionamento existente, propor urgente a criação de novos e destinar adequadamente as receitas”.

Contribuição

Ênio Lima lembra que os estacionamentos deveriam contribuir para o Fundo Municipal de Assistência Social e não contribuem, conforme o artigo 31 da Lei Municipal número 8049/2009. Ele ressalva, no entanto, que alguns desses espaços promovem “seu próprio desempenho sócio-assistencial, com a receita obtida, caso da Aflov, Deinfra, Surfistas e Zona Azul”.

Não é doce

Do leitor e amigo Paulo Stodieck: “A coluna foi dócil com o Tribunal de Contas (‘Ruas viram estacionamentos’). O que aconteceu com a rua que passa nos fundos do Tribunal – onde antigamente estava a Associação Catarinense de Engenheiros– é mais grave do que a transformação do espaço em estacionamento: ela foi transformada em canteiro de obra do Tribunal de Contas e tudo fica no maior ‘faz de conta que ninguém viu’”.

* * *

Meu caro Paulo: faltou espaço para abordar o caso. Eu tinha a imagem. Que está aí, em cima, para provar o que dizes e que nem tudo é tão doce quanto parece. E, gozado, se fosse um prédio particular, a lei exigiria um recuo mínimo. Pelo que se vê na foto, o edifício do TCE avança sobre a rua.

Ciclo do lixo

Joseane Rosa, a Dona Tainha, monitora ambiental da Comcap explicando o ciclo do lixo aos profissionais da coleta, diante do muro grafitado pelo artista plástico André Rabelo Bittencourt, na sede da empresa, bairro Estreito. O grafiteiro ilustrou a importância da escolha do cidadão na hora de destinar os resíduos que produz.

Gozação – Ontem, no Twitter, havia dezenas de especulações sobre quem deve ser o novo técnico do Avaí. Sugeriram Andrade, pai de santo e, até, vejam só, o Fábio Veiga, que vem a ser o marketeiro de um dos candidatos ao Governo do Estado.

Aeroclube – Também houve polêmica na Câmara Municipal de São José, ontem, por causa do aeroclube municipal, que teve atividades suspensas devido à precariedade do acesso. Vereadores entendem que não cabe ao Legislativo, mas sim ao Executivo, tomar as providências para recuperar o local.

Conta da água – Paulo Roberto Faraco Peressoni, gerente comercial da Casan, esclarece que a empresa mantém convênio com todas as instituições bancárias, mas apenas a Caixa Econômica (e lotéricas credenciadas) aceita o pagamento das faturas na boca do caixa.

Forma de pagar – Os outros bancos aceitam os pagamentos somente pelo débito automático em conta, pela internet ou no caixa eletrônico. Exceção apenas do Banco do Brasil, que só aceita a primeira forma (débito).

A queixa – Mas o que a coluna publicou, sobre as faturas da Casan, foi exatamente a queixa dos consumidores quanto ao pagamento na boca do caixa, aceito apenas pela Caixa.

Mulheres – Será amanhã, às 19h30, no Teatro Álvaro de Carvalho, a entrega do Prêmio Mulheres que Fazem a Diferença, da Câmara da Mulher Empresária da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF Mulher).

Vagas – Por conta do Dia da Pessoa Portadora de Deficiência (hoje), vereadores de São José protestaram ontem contra o não cumprimento da lei que garante vagas exclusivas de estacionamento no município. Vagas para idosos também não estão delimitadas.

Menos carros nas ruas

Exemplo que vem de longe: o Movimento Nossa São Paulo defendeu ontem um plano de mobilidade urbana que tem o objetivo de reduzir em 25% a quantidade de carros que circula todos os dias na cidade. Entre as sugestões estão a expansão dos corredores de ônibus – 2,4 mil quilômetros de vias reservadas aos coletivos –, investimentos em ciclovias e mudanças na política habitacional.

O plano apresentado em São Paulo é ousado, mas indispensável, porque as grandes cidades não têm mais como conviver com o trânsito pesado que praticamente inviabiliza a mobilidade urbana. Um dos itens importantíssimos é a proposta de alteração das políticas habitacionais, uma vez que o local de trabalho distante influencia diretamente na mobilidade.

Exemplos em SC

É bom observar que algumas iniciativas empresariais na Grande Florianópolis relacionam diretamente a questão habitacional à mobilidade urbana. No Norte da Ilha, por exemplo, há previsão de um condomínio residencial para os trabalhadores que atuarão no Sapiens Parque. Da mesma forma, o projeto do estaleiro da OSX tem previsão de, em área próxima, construir um condomínio para os trabalhadores.

Quem sabe, sabe

Se a prefeitura de Florianópolis ouvisse os taxistas e outros motoristas que observam o trânsito todos os dias certamente conseguiria melhorar a mobilidade urbana com medidas muito simples. Primeira delas: estimular o transporte escolar em vans. A maior parte das ruas trancadas no Centro tem relação objetiva com os pais que usam seus carros particulares para levar ou buscar filhos.

Controle

O leitor Ênio Lima comenta nota que publicamos ontem, a propósito de estacionamentos na região central de Florianópolis, alguns deles responsáveis pela redução da mobilidade urbana. “Antes de qualquer providência a administração municipal terá que designar uma comissão para estudar a situação legal de cada estacionamento existente, propor urgente a criação de novos e destinar adequadamente as receitas”.

Contribuição

Ênio Lima lembra que os estacionamentos deveriam contribuir para o Fundo Municipal de Assistência Social e não contribuem, conforme o artigo 31 da Lei Municipal número 8049/2009. Ele ressalva, no entanto, que alguns desses espaços promovem “seu próprio desempenho sócio-assistencial, com a receita obtida, caso da Aflov, Deinfra, Surfistas e Zona Azul”.

Não é doce

Do leitor e amigo Paulo Stodieck: “A coluna foi dócil com o Tribunal de Contas (‘Ruas viram estacionamentos’). O que aconteceu com a rua que passa nos fundos do Tribunal – onde antigamente estava a Associação Catarinense de Engenheiros– é mais grave do que a transformação do espaço em estacionamento: ela foi transformada em canteiro de obra do Tribunal de Contas e tudo fica no maior ‘faz de conta que ninguém viu’”.

* * *

Meu caro Paulo: faltou espaço para abordar o caso. Eu tinha a imagem. Que está aí, em cima, para provar o que dizes e que nem tudo é tão doce quanto parece. E, gozado, se fosse um prédio particular, a lei exigiria um recuo mínimo. Pelo que se vê na foto, o edifício do TCE avança sobre a rua.

Ciclo do lixo

Joseane Rosa, a Dona Tainha, monitora ambiental da Comcap explicando o ciclo do lixo aos profissionais da coleta, diante do muro grafitado pelo artista plástico André Rabelo Bittencourt, na sede da empresa, bairro Estreito. O grafiteiro ilustrou a importância da escolha do cidadão na hora de destinar os resíduos que produz.

Gozação – Ontem, no Twitter, havia dezenas de especulações sobre quem deve ser o novo técnico do Avaí. Sugeriram Andrade, pai de santo e, até, vejam só, o Fábio Veiga, que vem a ser o marketeiro de um dos candidatos ao Governo do Estado.

Aeroclube – Também houve polêmica na Câmara Municipal de São José, ontem, por causa do aeroclube municipal, que teve atividades suspensas devido à precariedade do acesso. Vereadores entendem que não cabe ao Legislativo, mas sim ao Executivo, tomar as providências para recuperar o local.

Conta da água – Paulo Roberto Faraco Peressoni, gerente comercial da Casan, esclarece que a empresa mantém convênio com todas as instituições bancárias, mas apenas a Caixa Econômica (e lotéricas credenciadas) aceita o pagamento das faturas na boca do caixa.

Forma de pagar – Os outros bancos aceitam os pagamentos somente pelo débito automático em conta, pela internet ou no caixa eletrônico. Exceção apenas do Banco do Brasil, que só aceita a primeira forma (débito).

A queixa – Mas o que a coluna publicou, sobre as faturas da Casan, foi exatamente a queixa dos consumidores quanto ao pagamento na boca do caixa, aceito apenas pela Caixa.

Mulheres – Será amanhã, às 19h30, no Teatro Álvaro de Carvalho, a entrega do Prêmio Mulheres que Fazem a Diferença, da Câmara da Mulher Empresária da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF Mulher).

Vagas – Por conta do Dia da Pessoa Portadora de Deficiência (hoje), vereadores de São José protestaram ontem contra o não cumprimento da lei que garante vagas exclusivas de estacionamento no município. Vagas para idosos também não estão delimitadas.

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Ponto Final – 20 de agosto

Ruas viram estacionamentos

O entorno da Praça Tancredo Neves, no Centro de Florianópolis, é um exemplo da falta de planejamento urbano que domina a paisagem da Capital. Nos últimos anos, pelo menos três ruas foram fechadas para dar lugar a estacionamentos privativos de órgãos públicos – da Assembleia Legislativa e o Tribunal de Justiça. Uma quarta rua está inviabilizada para o trânsito por causa das obras de construção do novo prédio do Tribunal de Contas do Estado.

O colaborador da coluna que registrou as duas imagens publicadas aqui tem dois questionamentos: quem autoriza esse tipo de modificação na malha viária central; e se houve um estudo de impacto relacionado à mobilidade urbana. “Ao que nos consta, não houve nada disso. O poder público atendeu a solicitações do Legislativo e o Judiciário para o fechamento das ruas e a população tem que sofrer calada”, observa.

Protesto

Moradores do Norte da Ilha participaram do ato público contra o estaleiro e em defesa das baías de Florianópolis no sábado, em Sambaqui, organizado pela Associação de Bairro de Sambaqui e Movimento em Defesa das Baías de Florianópolis. O protesto incluiu manifestações culturais, como nosso tradicional boi-de-mamão.

Excesso

Para o colaborador da coluna Daniel Costa “não temos em Floripa falta de espaço, temos sim o excesso de carros nas ruas. Não estamos na ‘temporada’ e não sobram quase espaços para as pessoas caminharem, porque calçadas se tornam estacionamentos. Acorda sociedade! A maior parte dos congestionamentos é causada pelos ‘individualistas egoístas’ que estacionam onde querem, prejudicando o fluxo do trânsito, atingindo pedestres, ciclistas e a eles próprios”.

Mudança

Famílias de classe média que há anos optaram por uma vida mais tranquila, afastada do burburinho central, estão voltando a residir no Centro ou nos bairros próximos. Não são poucos os relatos transmitidos a este colunista por cidadãos florianopolitanos que desistiram de morar nos balneários do Norte e Sul da Ilha de Santa Catarina por conta de dois fatores: a imobilidade urbana e a violência.

Lendas

Certas pregações insistentes, veiculadas no horário eleitoral gratuito, se desmancham no ar como a névoa das manhãs em Florianópolis. O que chateia a cidadania consciente é saber que muitos eleitores se deixam enganar por discursos que são, no mínimo, injuriosos. Sim, porque mentir é uma injúria grave, ainda mais quando se trata de questões tão graves que envolvem o futuro da sociedade.

Eventos

O Centrosul, principal centro de eventos de Florianópolis, está passando por transformações físicas importantes, visando a melhor receber os mais de 600 mil participantes anuais de congressos, feiras e convenções. Sem alarde, a atual administração do Centrosul está melhorando a infraestrutura das salas e auditórios e desenvolve estudos acústicos que podem indicar uma nova tendência do equipamento: a apresentação de grandes shows em um dos seus pavilhões.

Turismo religioso

Primeiras informações do Mapa do Turismo Religioso, em elaboração pela Embratur, dão conta da existência de 344 cidades no país com de eventos oficiais relacionados a essa atividade, a maior parte deles ligados à religião católica. Santa Catarina aparece no mapa brasileiro dos roteiros religiosos com uma única cidade – Nova Trento, é claro, onde está a basílica de Santa Paulina.

Mercado

O mix do Mercado Público está começando a ganhar forma. Na semana passada, a prefeitura recebeu e apresentou as primeiras sugestões. Mas fundamental mesmo será a participação da sociedade: a administração municipal vai promover audiência pública para discutir o caso. Alguém será capaz de defender a manutenção de lojas de calçados? Receberá uma solene vaia.

Modernidade – Bem que a Câmara Municipal de Florianópolis, na volta às atividades normais – depois de 4 de outubro – poderia adotar a divulgação on-line (via Twitter) de suas sessões. A equipe de comunicação da Câmara de São José já faz isso há algum tempo, com muita competência.

Pedágio – Ao passar pelo pedágio da BR-101 em Porto Belo, sábado, tive a sensação de que aquele posto foi mal dimensionado: o engarrafamento era imenso. Como será na temporada?

Lição – Em entrevista divulgada no fim de semana (disponível na internet) o colunista Cacau Menezes revelou em detalhes todo o calvário de sua doença. O jornalista transmite uma lição de vida, recomendando a prevenção como remédio mais eficaz ao câncer de próstata.

Fé demais – Havia candidatos a diversos cargos eletivos se aproveitando da Marcha para Jesus, ocorrida no último sábado, na região central de Florianópolis. É inconcebível que certos políticos misturem fé com política. Um desrespeito para com o povo evangélico.

Varejo – Mais de cinco mil visitantes começam a chegar a Florianópolis a partir desta sexta-feira. No domingo (26), instala-se na capital catarinense, no Centrosul, a 51ª Convenção Nacional dos Dirigentes Lojistas, maior evento do setor varejista brasileiro. O congresso vai até dia 29.

Futuro – O problema da corrupção – e de todas as suas conseqüências – é que ela não causa apenas danos imediatos, perceptíveis ou imperceptíveis. Os corruptores e corruptos comprometem o próprio futuro da sociedade.

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