Impressionismo
Vi (e fotografei) a cena acima no início desta semana e fiquei impressionado com a sutileza impressionista da paisagem ao fundo – no caso, a serra do mar, que começa na Grande Florianópolis (Santo Amaro e Águas Mornas).
Vi (e fotografei) a cena acima no início desta semana e fiquei impressionado com a sutileza impressionista da paisagem ao fundo – no caso, a serra do mar, que começa na Grande Florianópolis (Santo Amaro e Águas Mornas).
Olá, camaradas, salve!
Francamente falando acredito que não há saída…
A não ser a famosa e folclórica saída proposta no período da ditadura, a única possível para a época, “a do aeroporto do Galeão”…
Quando não há saída, fica o humor… Remember do “Pasquim”?
A música “Silence is Golden” foi um dos sucessos de um grupo chamado “Tremeloes”, assim mesmo, sem acento…
Os Tremeloes foram preferidos aos Beatles por um executivo da Decca (o cara deve estar procurando emprego até hoje) em 1962 no início da carreira…
Com o carinho de sempre do poeta!
DIÁRIO DA PROVYNCIA XIII
Olsen Jr.
(olsenjr@matrix.com.br)
OS CÃES
Várias pessoas que conheço aqui em Florianópolis vieram passar um final de semana, normalmente um feriado e acabaram ficando. Alguns já moram no pedaço há mais de 25 anos. Porém, e sempre tem um “porém” como lembrava o amigo dramaturgo Plínio Marcos, outros não aguentaram sequer dois meses. Um deles alegou para sua partida o fato de que aqui as pessoas falam demais, exemplificava “você vai à panificadora, a atendente puxa assunto e a conversa não termina mais enquanto os outros clientes têm de ficar ouvindo o palavreado e esperando para ser atendidos; você pega um ônibus, acontece o mesmo com o cobrador, e assim vai, é no supermercado, na casa lotérica e até em encontros fortuitos nos espaços públicos, o que deveria ser apenas um cumprimento acaba desdobrando-se numa catilinária sem hora para acabar”, e concluía “está louco, não dá pra aguentar isso”…
Em algumas questões relativas ao comportamento, credite-se ao hábito ou ao bucolismo que ainda conservamos.
Na agência lotérica onde espero para pagar a conta de luz (que já chegou com o prazo de vencimento excedido em dois dias) a fila está lá fora. Na porta estreita em cima de um tapete de sisal, três cuscos formam uma espécie de comitê de boas-vindas. O sol da manhã oficializa o convite para que se espraiem ali na frente e deixem reluzir a pelagem que abarca as carcaças bem nutridas dos animais o que denota a boa procedência de seus lares.
Os usuários dos serviços da agência se limitam em erguer os pés quando passam por eles ou então, em desviarem-se de um ou de outro quando resolvem caminhar no espaço restrito da abertura da porta.
“Esses cachorros poderiam sair daqui” afirma um senhor que reluta em entrar ou permanecer ali no limiar da porta; alguém próximo de mim faz menção de enxotar os cães, mas desiste logo ante a indiferença deles por qualquer apelo.
“Quem deixaria esses cachorros soltos por aí?”, resolve questionar uma mulher… “Vagabundos é que eles não são”, constata outro “é porque eles não têm cara de vira-latas com esses pelos brilhantes”, observa um terceiro…
Enquanto se comentam sobre as dóceis animálias, um nativo começa a contar a história de como já ganhou três vezes na loteria. Algumas pessoas fingem não prestar atenção na conversa, mas não desgrudam os ouvidos e também os olhos, ora na indistinta narrativa do “sortudo” ora na presença dos bichos, um que está deitado e os outros dois que parecem exercer uma severa vigilância sobre o espaço iluminado pelo sol onde estão.
O sujeito da loteria disse que foi muito infeliz na vez em que pensou, poderia ter ganhado muito, porque houve “trocentos” acertadores naquele concurso e ele acabou ganhando pouco.
“É incrível a quantidade de cachorros soltos por aí”, diz alguém… “Ali mesmo, em frente do supermercado, esses dias, contei oito cachorros desses de rua”…
“Mas no geral”, continua o “premiado”, “se computar tudo o que apostei e o que ganhei, estou no lucro ainda”… As pessoas ficam em silêncio por momentos como se estivessem avaliando o que ele tinha ganhado com o que tinha gastado naquelas apostas, todos naturalmente acreditando piamente no que estava sendo dito.
“Acho que uma pessoa que gosta de cães não deveria deixá-los soltos por aí”, experimenta alguém para continuar o papo. “Eu concordo, você tem de dar condições para os bichos, mas mantê-los num lugar apropriado”, alimenta o hein-hein-hein um outro que parecia entender do que estava dizendo.
Naquela meia hora em que permaneci no local, a conversa não saiu disso. Lembro que contei mais de uma dezena de vezes os ladrilhos da parede nas costas dos caixas que atendiam a todos com infiel indiferença…
Quando saí, a arenga prosseguia sem dar mostras de se esvair por falta de iniciativa, do “ganhador” afirmando “aposto sempre nos mesmos números, acho que a gente tem mais chance, com estes, por exemplo, já fiz uma quadra”…
Já ultrapassando a porta, pude ouvir “sem contar a grande quantidade de cachorros que se encontra morta por aí”… Menos esses, penso, enquanto me desvio de um deles, bem nutrido, luzidio e faceiro e que me lembrava certo político, mas era outra história!
Imobilidade
A Câmara Municipal colheu reivindicações da população, num contato direto e salutar: o maior problema apontado por moradores do Sul da Ilha é a mobilidade urbana. Está quase impossível trafegar pelos bairros, cada vez mais congestionados. E muito mais gente continua indo morar na região.
Desatando o nó do Plano Diretor
Na entrevista coletiva que concederá hoje à tarde o prefeito Dário Berger vai anunciar a formação da comissão responsável pela conclusão do Plano Diretor Participativo. O secretário da Educação e superintendente da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, professor Rodolfo Pinto da Luz, será o coordenador desse grupo, que terá também a participação de outros gestores, entre os quais o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, José Carlos Rauen.
Dário Berger deve estipular um prazo para que a comissão conclua seus trabalhos: 90 dias. Nesse período, as autoridades designadas vão conversar com lideranças comunitárias, empresariais e de organizações não-governamentais. O objetivo é garantir ao anteprojeto uma proposta de consenso, baseada no diálogo e na participação democrática – aliás, como prevê o Estatuto da Cidade.
E se há uma qualidade, entre tantas, que caracteriza o professor Rodolfo Pinto da Luz, é justamente a capacidade de conduzir negociações e conversas produtivas.
Posição
Vereador Asael Pereira (PSB) entende que há muitos pontos obscuros e controversos no Plano Diretor da Prefeitura. “Precisamos de mais tempo e trazer a população para o debate”, defende o parlamentar que, embora seja aliado do prefeito Dário Berger, avisa que não vai engolir o projeto sem que haja o debate necessário.
Paulo Fontes
Está em curso uma mobilização, por parte de comerciantes, taxistas e outros profissionais, para que a prefeitura reveja o fechamento da Avenida Paulo Fontes. Em outras palavras, uma parcela significativa da sociedade florianopolitana pressiona as autoridades para que aquela via pública volte a ser aberta ao tráfego de veículos, como era até o final do ano passado. A pressão já alcançou a Câmara de Vereadores, inclusive parlamentares da base governista.
Autoridade
Uma fonte da prefeitura garantiu ontem a este colunista que não há a menor possibilidade de o prefeito Dário Berger revogar a decisão de fechamento da Avenida Paulo Fontes, tomada pelo vice-prefeito João Batista Nunes quando estava interinamente na chefia do Executivo. Voltar atrás significaria, principalmente, desautorizar o vice-prefeito que, afinal, é a segunda autoridade da cidade.
Perguntas…
Quantas mortes mais serão necessárias para que os responsáveis pela segurança pública mobilizem forças no sentido de garantir a paz na Grande Florianópolis? Edison Ledo Ronchi foi apenas mais uma vítima do pouco caso oficial em relação à violência. No Carnaval, um duplo assassinato no terminal de integração de Canasvieiras motivou reuniões, discursos floreados e entrevistas bombásticas das autoridades. Passado o calor dos fatos, a vida voltou ao seu curso anormal, ou seja, a população voltou a ficar refém dos bandidos.
…Sem resposta
A casa de Edison Ledo Ronchi foi invadida por bandidos cinco vezes nos últimos meses. O suposto assassino de Edison Ledo Ronchi tem envolvimento em outros quatro homicídios. Por que essa ‘mala’ estava solta? Quem são os responsáveis por esse pouco caso que prejudica a paz social e vitima pessoas de bem como Ledo, Simone (lojista assassinada em Ponta das Canas) e Giovana (trabalhadora vítima de tiroteio no Tican)?
Definição
A Secretaria de Segurança Pública foi chefiada, durante os sete anos da administração do PMDB, por políticos profissionais. O último, conhecido como “a vaidade em pessoa”, gabava-se de Santa Catarina apresentar os mais baixos índices de violência no Brasil. Mas a violência, por menor que seja, é sempre chocante. E a discussão não é exatamente por aí – ser o maior ou menor Estado em termos de assassinatos –, mas caminha por outra vertente: o que é violência? O povo, que sente na carne, sabe o que é.
Depoimento
Sobre a crescente violência no Norte da Ilha, Sebastião dos Santos, que é do Conseg Baía de Canasvieiras, observa: “Nós estamos ficando cansados, diretores estão desistindo, pois os nossos pedidos são colocados de lado ou discutidos à exaustão, provocando em nós (voluntários) um sentimento de impotência. Só com a presença de policiais nas ruas inibiremos a tranquilidade que estes assassinos têm para praticarem seus delitos. Acontece que estamos em terra sem lei, não se vê policiais nas ruas”.
Positivo e negativo
Digno de registro: ontem, viaturas da Polícia Militar fecharam o acesso à Rua João Pinto, para evitar o trânsito de veículos no calçadão. À tarde, um PM circulou entre a Praça 15 e Avenida Hercílio Luz, justamente para marcar presença na João Pinto. Agora o registro negativo: uma viatura oficial da prefeitura passou bons momentos da tarde de quinta-feira estacionada na Rua Padre Miguelinho (foto). Pode?
Reação
Do leitor Roberto Grisard Clausen: “Sobre a nota epigrafada ‘Guarda esclarece’ fica aqui uma pergunta que não quer calar. Qual o crime que o caminhão cometeu para empreender em fuga, um caminhão com aquele porte peso para fugir seria um tanto difícil, será que assaltou um banco ou matou alguém? Em resumo esta Guarda Municipal é abusada, os guardas se acham.
Samba de raiz
O samba de verdade volta aos bons tempos: reabre hoje à noite, no Monte Verde, o Bar do Tião, um dos templos do gênero em Florianópolis. Vale a pena conhecer o espaço, que funciona como casa de samba todas as sextas e sábados a partir das 23 horas. Fica na Rua do Marfim, próximo ao Floripa Shopping.
Açores é aqui – Abre dia 13 no hall da Reitoria da UFSC e vai até 30 deste mês, de segunda a sexta, das 8 às 18 horas, a exposição “Imagens Açorianas em Santa Catarina”, com imagens produzidas por Danísio Silva, Arante José Monteiro Filho (Arantinho) e Maria Amélia Wendhausen (Mena).
Homenagem – Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Tijucas promove até este domingo o 4° Congresso de Missões Heróis com Fé, neste ano, homenageando o município pelos seus 150 anos de emancipação político-administrativa.
Congresso – Desde a última quarta-feira a capital está sediando o I Congresso Brasileiro de Estudos Tributários. O advogado catarinense Felipe Lückmann Fabro estará preside hoje um painel sobre Normas Gerais de Direito Tributário.
Presenças – O painel comandado pelo advogado contará com a participação dos professores Misabel Abreu Machado Derzi (doutora e professora UFMG), Ricardo Anderle (mestre USP) e Íris Vânia Santos Rosa (mestre e doutoranda PUC/SP).
IPUF questiona reações ao Plano Diretor
O prefeito Dário Berger vai se pronunciar amanhã, em entrevista coletiva, sobre a polêmica do Plano Diretor da Prefeitura. Antecipando-se ao prefeito, o Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) distribuiu uma nota ontem, no fim da tarde, lançando nove questionamentos referentes à mobilização das comunidades e às recomendações do Ministério Público Federal. Pelo que se depreende da extensa nota do IPUF, o órgão responsável pela formatação técnica do Plano pouco se importa com o que manifestou a procuradora federal Analúcia Hartmann e defende, nas entrelinhas e nas linhas, a remessa do documento à Câmara de Vereadores, menosprezando as contestações que as comunidades vêm apresentando desde a fracassada – e obrigatória – audiência pública de 18 de março.
Operação educativa
A Operação Fim de Tarde da Guarda Municipal entra em ação na próxima segunda feira, para acabar com os chamados “fura-filas”, ou seja, motoristas que não respeitam o fluxo e tentam levar vantagem ao “costurar” os engarrafamentos. Os pontos estratégicos, no sentido Centro – ponte Colombo Salles, vão ser fiscalizados entre as 17 e 21 horas.
Sem espertezas
Quatro ações estão programadas pela Guarda Municipal para realização num primeiro momento. Os “espertinhos” não poderão mais ultrapassar em locais considerados irregulares e proibidos. A expectativa é que o trânsito ganhe mais velocidade com a eliminação das paradinhas obrigatórias para dar a vez aos veículos guiados por motoristas impacientes.
Constrangimento
Quem procura uma consulta clínica no posto de saúde do Rio Tavares precisa primeiro se submeter a uma reunião em grupo, para determinação da necessidade (ou não) da consulta. Os pacientes são orientados a informar, diante de um grupo de estranhos, qual seu problema de saúde. Os que preferem manter sigilo, por vergonha ou acanhamento, têm que esperar pelo fim do encontro para só então falar a sós com o profissional de saúde.
Jurerê sem táxi
Mensagem do leitor César M. Jacques: “A propósito de tua abordagem quanto à carência de táxis na Capital, dita do Mercosul, é bom ainda salientar que em Jurerê Internacional não há um único serviço de táxi. Caso ocorra greve no transporte coletivo, quem mora lá, como eu, ou consegue carona ou ‘dança’. Abraço de seu leitor diário, César “.
Ouro negro
A Verax Consultoria, empresa que estudou a viabilidade técnica e econômica para a construção do estaleiro da OSX, em Biguaçu, avalia que os recursos potenciais de petróleo e gás natural do Brasil podem elevar o país à quinta colocação entre os produtores de petróleo no mundo. Por conta desse potencial, o país precisa instalar 171 plataformas de exploração de pré-sal em águas profundas.
Zona Azul
Para o leitor Roberto Grisard Clausen, a implantação do sistema eletrônico de Zona Azul não é aquilo tudo que parece. “Nossas ruas não têm o número suficiente de operadores, ou seja, você estaciona em determinado local e tem que ficar esperando pelo dito operador, às vezes por mais de 15 minutos”, observa.
Venda casada
Ainda conforme o leitor Roberto Grisard Clausen, “nem todo o mundo tem celular com WAP e a pessoa tem que se cadastrar num determinado site pelo valor mínimo de R$ 30, este em crédito. Isso não é uma venda forçada ou casada? Pelo que vejo, é mais uma forma de forçar o povo a usar uma coisa que talvez não lhe interesse”, assinala.
Quase pronto
O prédio do velho Hotel Majestic, na esquina das ruas Trajano e Conselheiro Mafra, está em processo final de recuperação (foto). Construído no início do século 20, pertenceu às famílias Daux e Cordioli, tradicionais no ramo hoteleiro em Florianópolis. Quem está promovendo a restauração é o proprietário da loja que fica no térreo: não há um centavo público investido nas obras.
Fraternidade – Médico Carlos Lyrio faz palestra, neste sábado, às 14 horas, no auditória da OAB (Florianópolis) sobre o tema HIV – Uma Contribuição da Homeopatia. Toda a renda será revertida para o Gapa – Lar Recanto do Carinho.
Bigfest – A banda Capital Inicial será uma das atrações da Bigfest deste ano, evento que integra a programação de aniversário de Biguaçu (177 anos). O show acontecerá no dia 8 de maio.
Não é piada – Cliente xingou o Bradesco em seu twitter, por causa de um episódio de mau atendimento. Agora o perfil do twitter do Bradesco segue a cliente. “Em que posso ajudar?”, pergunta o twitter do banco.
Acolhimento – Bela notícia: será apresentada hoje aos apoiadores e à imprensa a Casa de Acolhimento do Mont Serrat, mantida pelo Centro Cultural Escrava Anastácia. A casa receberá a partir de sábado 40 crianças e adolescentes.
Agradecimento – Esta coluna agradece as manifestações dos leitores pelo Dia Nacional do Jornalista, ontem.
Tira no lugar certo
O governador Leonel Pavan acertou em cheio ao adotar uma solução técnica para a Segurança Pública, com a nomeação do delegado André Silveira para a secretaria. Não dá para misturar segurança pública com política.
A inútil reserva de vagas
Tem razão o colega Lucas Sampaio, em mensagem à coluna, quanto ao ponto de táxi da Praça 15: se não há táxis disponíveis, por que são reservadas 26 vagas para esses veículos?
A situação é bem clara: em raras vezes teremos visto, recentemente, 26 carros parados no maior ponto do Centro. Pior, não há táxis em muitos outros lugares da cidade. O próprio Lucas registra: “Não são os táxis que esperam os passageiros, mas sim o oposto”. E cita o caso de sexta–feira passada, no aeroporto Hercílio Luz: praticamente todos os passageiros que desembarcaram de um avião estavam na fila, do lado de fora, aguardando táxis para seguir ao Centro. Uma vergonha para uma cidade que se diz turística.
E o problema não era só com os táxis: não havia qualquer outro tipo de transporte acessível – como ônibus – porque a sexta-feira era santa e, como se sabe, pouca gente nesta cidade se dá ao trabalho de prestar serviços à população nos feriados prolongados.
O chororô de sempre
O mais irônico, nessa história dos táxis, é que quando alguém entra no veículo e puxa conversa com o motorista ouve sempre a mesma resposta: “O movimento está fraco, muito fraco”. Ora, se o movimento está fraco, por que não há táxis circulando em Florianópolis?
Lição turística
Ainda sobre o trabalho fraco nos feriadões: enquanto em Florianópolis, que um dia pretendeu ser a “Capital Turística do Mercosul”, até os supermercados fecharam as portas no domingo de Páscoa, em Balneário Camboriú todos os estabelecimentos comerciais estavam funcionando normalmente. E com movimento excepcional.
Placa no HU (1)
No saguão de uma das entradas do Hospital Universitário, um aviso no mural informa aos visitantes que desacato é crime. No texto, a íntegra da lei e a pena prevista. Parece a forma que encontraram para intimidar os pacientes que costumam se revoltar contra o atendimento.
Placa no HU (2)
No caso, seria de bom tom acrescentar também a íntegra da lei, do estatuto do servidor, que determina o cumprimento dos horários de trabalho, ética na função, e sobretudo, respeito ao usuário, que tem direito ao serviço público de saúde.
Câmara comunitária
Bela iniciativa da Câmara de Florianópolis, já experimentada no Continente, Norte e Leste da Ilha de Santa Catarina, será levada hoje à região Sul. Os vereadores percorrerão 12 comunidades, visitando núcleos de educação, creches, centros de saúde e obras públicas em andamento. A maratona será encerrada à noite, com uma sessão especial no Rio Tavares
Polêmica tola
A assessoria de comunicação da Fundação Municipal de Cultura e Turismo de São José não gostou do que saiu no Notícias do Dia – inclusive a nota “Coelhinho folgado”, publicada nesta coluna – sobre o fechamento da Casa do Coelho antes da Páscoa. Tudo bem: não gostar de matéria ou nota é um direito de qualquer um. Agora, escrever uma longa mensagem, recheada de ironias e desculpas esfarrapadas, é uma tolice extrema, para não dizer outra coisa.
Mais desrespeitos
Do leitor Carlos L.: “Na lista do desrespeito, podemos incluir a avenida Rio Branco, onde pedestre simplesmente não tem vez naquele trecho entre a Usimed e a STB, principalmente na frente do cabeleireiro famoso, que tomou a calçada como seu estacionamento particular. E as supostas vagas para embarque e desembarque, no prédio da Receita Federal, viraram vagas cativas dos espertos que não querem pagar Zona Azul. Tudo isso acontece praticamente nas fuças da Companhia de Policiamento da Capital, que parece que não ter nada a ver com isso. Quem terá?”
Plano suspenso
O Ministério Público Federal instaurou inquérito civil para apurar os acontecimentos relacionados ao Plano Diretor Participativo de Florianópolis. Através do inquérito, o MPF, por determinação da procuradora Analúcia Hartmann, recomenda que o anteprojeto do PDP tenha sua tramitação suspensa.
Tudo de novo
A procuradora Analúcia Hartmann aponta à prefeitura a necessidade de realização de uma nova convocação do Núcleo Gestor do Plano Diretor Participativo. Isso implicará na retomada da discussão e análise dos documentos gerados pelos Núcleos Gestor e Distritais. Significa dizer que o Plano não ficará pronto em 2010.
Radares salvadores
O presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica (Fapesc), Diomário de Queiroz, considera absolutamente prioritária a instalação de novos e mais radares meteorológicos no Estado, inclusive no Extremo-Oeste. Os radares fornecem informações precisas e antecipadas, essenciais, por exemplo, para mobilização e organização da Defesa Civil.
Debate – Começam nesta quarta–feira as inscrições para a primeira palestra do ciclo 2010 de O Brasil em Debate, promoção da Assembleia Legislativa. O palestrante será José Roberto Guimarães, técnico de vôlei, dia 14, em Tubarão.
Turismo (1) – Representantes do Florianópolis e Região Convention & Visitors Bureau, da Santur e também dos conventions de Balneário Camboriú e da Costa Esmeralda estão em Lima, capital do Peru.
Turismo (2) – Os profissionais participam até sexta–feira de um programa de divulgação do Estado aos países da América Latina. Na agenda, ainda, a capacitação de cerca de 40 operadores de turismo.
Dia do Jornalista – Rádio Ponto UFSC transmite hoje, via web, um programa especial alusivo ao Dia Nacional do Jornalista. É o “Profissão Jornalista”, que será veiculado às de duas em duas horas, das 10h às 20h.
Defesa da profissão – O programa da UFSC divulgará a história da profissão e discutirá a realidade atual do exercício do jornalismo, defendendo a volta da obrigatoriedade do diploma para o exercício profissional.
Jogo de interesses
A disputa entre PMDB e PSDB por secretarias estratégicas diz respeito, principalmente, à visibilidade: segurança pública e infraestrutura são áreas de grande orçamento e costumam render bons resultados eleitorais.
A insegurança nossa de todos os dias
Há problemas em Santa Catarina que são recorrentes. O noticiário registra com frequência três fatos que apenas comprovam a incompetência do Estado em lidar com a segurança pública: superlotação nos cadeiões, fugas e rebeliões de presos e de menores encarcerados em centros educacionais. Quantas vezes já lemos desde o início do ano que adolescentes abrigados no Centro Educacional São Lucas fugiram ou fizeram bagunça no local?
O interessante é que as autoridades sabem de tudo isso mas não vemos nenhuma mobilização significativa para acabar com essas ocorrências. Os cadeiões seguem lotados desde que foram implantados pelo atual governo. Os presos continuam fugindo. Os centros educacionais, da mesma forma, seguem causando dores de cabeça à sociedade. E as autoridades o que fazem? Dão de ombros ou repetem os mesmos discursos floreados de sempre.
Desrespeito sem limite
As duas imagens acima representam o nível de desrespeito dos motoristas e a falta de autoridade na região central de Florianópolis. A primeira é o calçadão da Rua João Pinto, tomado irregularmente por veículos particulares. A segunda é o ponto de táxi da Praça 15 de Novembro, que virou estacionamento permanente. É raro aparecer algum guarda de trânsito para multar os automóveis. Simplesmente porque não há mais guardas de trânsito na capital catarinense.
Quem faz o quê?
Seria muito oportuno que os governantes esclarecessem de uma vez por todas: quem é o responsável pelo trânsito? A Guarda Municipal ou a Polícia Militar? Porque parece que, na dúvida, nem uma, nem outra, faz o que deveria ser feito – que é colocar ordem nessa bagunça.
Lombada cega
Leitor Nacor de Oliveira Serapiao Filho quer saber quem é o responsável pela lombada eletrônica da Avenida Max de Souza, Coqueiros, em frente ao colégio Almirante Carvalhal. Faz tempo que o equipamento não funciona: a luz amarela pisca, mas o radar não registra as velocidades dos veículos.
Pra bonito
E a lombada de Coqueiros não é a única, Nacor: a que fica em frente ao Instituto Estadual de Educação, Avenida Mauro Ramos, também é cega. Faz um tempo razoável que um dos lados do equipamento não dá a mínima para os veículos que passam. O curioso, no caso, é que as nossas autoridades não se importam com isso e deixam as lombadas só pra bonito.
Cidadania
Mais uma iniciativa cidadã do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis da Grande Florianópolis (Sescon): de 14 a 16 deste mês profissionais de contabilidade estarão na Rua Felipe Schmidt desenvolvendo a Campanha Declare Certo, com esclarecimentos gratuitos sobre a declaração do imposto de renda. Qualquer pessoa pode consultar os contadores.
Abandono
Moradores do Loteamento San Marino (Forquilhas, São José) continuam se sentindo abandonados pelo poder público. O mato tomou conta de uma extensa área verde e ninguém toma providências. A Polícia Militar também não faz rondas na região, cujas casas são constantemente invadidas por bandidos.
Comenda
Governador Leonel Pavan vai receber em Palhoça, dia 24 deste mês, a Comenda Especial Ivo Silveira. A medalha reconhece os serviços prestados pelos homenageados a Santa Catarina e ao município, lembrando o nome do único político palhocense que chegou ao Governo do Estado (1966–1970). Aliás, Ivo Silveira foi o último governador eleito depois do golpe militar de 1964.
Prioridades
A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) começou a colher ontem, em Joinville, sugestões regionais para a promoção do desenvolvimento industrial catarinense. Ao final da pesquisa, que vai até dia 20 deste mês, será elaborado um documento final para ser entregue aos candidatos ao Governo do Estado.
Distância
Uma queixa muito comum entre os empresários catarinenses em relação aos políticos é que, durante a campanha, os candidatos sempre são receptivos às sugestões e críticas. Depois de eleitos, os governantes em geral costumam tratar as entidades empresariais com relativa distância, preferindo mais a opinião direta dos tecnocratas e dos parlamentares do que dos empresários.
Ensinamento
De um amigo da coluna que é dono de restaurante, a propósito do caso envolvendo álcool servido como água mineral num restaurante da Capital: “Não há nada pior para nós, do ramo alimentício, do que qualquer suspeita sobre a qualidade de nossos serviços. É fatal para nossa atividade, porque abala a credibilidade e a história de um negócio”.
Diferencial – Aplausos para a Fundação Cultural Badesc que, além de outras iniciativas bacanas, mantém o único cinema funcionando no Centro da Capital. Em abril, todas as segundas, filmes contemporâneos da França. Às terças, obras cinematográficas da Itália.
Sistema – O sistema da Caixa Econômica Federal deixou as lotéricas às moscas, ontem, por volta das 13 horas. Só voltou após as 15 horas. A causa do apagão foi uma queda de energia em São Paulo.
Loucura – Quando acontece uma queda do sistema que afeta a atividade das lotéricas quem vai à loucura são os donos desses estabelecimentos. Por menor que seja o apagão, o prejuízo é grande.
Na fila – E o que dizer, então, das pessoas que penam às vezes durante mais de uma hora na fila para pagar suas contas?
De chorar – Foi de cortar o coração o que publicou um noticiário nacional on-line no fim de semana: “Mãe diz que deixa de comprar arroz para dar crack ao filho”.
Cobrança – Um vereador florianopolitano, conhecido pela militância em favor de causas sociais, está recebendo uma saraivada de mensagens indignadas, por conta de seu comportamento político recente. Cópias dos textos são encaminhadas aos colunistas dos jornais.
Chega de lero-lero
Vencido o prazo das desincompatibilizações, espera-se que os governantes de todos os níveis concentrem suas atenções, agora, nas graves responsabilidades exigidas de seus cargos.
A praça…
A imagem, registrada por volta de 1972, mostra um cenário florianopolitano que perdeu praticamente toda essa configuração, o Largo Benjamin Constant. Não há mais as casas da foto. O que resta de original, pelo menos o que é mais visível, está à direita: o quiosque, que nos anos 1970 se chamava Kioski e reunia o beautiful people de Florianópolis. Ali pontuaram personagens como Ricardinho e Karin Machado, Cacau Menezes, Nenem Alves, entre tantos outros jovens da “Turma do Kioski”.
…e o avião
Mas o que há de interessante nesse belo espaço urbano é o que está em primeiro plano – e também desapareceu (quem teria sido o prefeito que cometeu esse desatino?). É a Pracinha do Avião, que registrava em sua calçada a imagem do avião T-6 1336 F, da Esquadrilha da Fumaça, que caiu no local em 1961, em frente à casa do General Rosinha (Paulo Vieira da Rosa).
Fanáticos
Tem gente que passa o ano inteiro esperando a chegada da Quaresma com um objetivo bem definido: malhar a farra do boi, uma tradição que está em franca decadência em Santa Catarina. Fanáticos antifarristas mandam mensagens e telefonam ameaçando os jornalistas que simplesmente só exercem sua profissão, ou seja, noticiam os fatos com isenção, sem tomar partido.
Coelhinho folgado
Leitor Altair Lopes deixou para levar o filho à bela Casa do Coelho, em São José, na sexta-feira santa. Lá chegando, surpreendeu–se com um cartaz informando que a casa suspendeu suas atividades na quarta-feira, dia 31 de março. Ou seja, a atração criada pela prefeitura para encantar a garotada funcionou no ritmo de ponto facultativo – emendou o feriadão.
Arte sustentável
A Feira Internacional de Artesanato e Decoração Artesanal (Feincartes), que acontece no Centro Sul até dia 11 deste mês, é uma ótima oportunidade para conhecer práticas sustentáveis: Denyse Vianne comanda oficinas que ensinam o aproveitamento artístico de resíduos sólidos, como garrafas plásticas, papel e metal. A Feincartes funciona das 15 às 22h, todos os dias.
Pedalando
O prefeito de Balneário Camboriú, Edson Piriquito (PMDB), está gostando mesmo de pedalar. Na sexta–feira santa ele aproveitou o feriado e junto com mais outros 20 ciclistas fez o percurso de Balneário até o santuário de Santa Paulina, em Nova Trento. Piriquito percorreu em três horas e meia o trecho de 78,9 quilômetros, de sua casa, no bairro Pioneiros.
Ciclovias
“Para alguém sedentário, que só se dedica ao trabalho e passou recentemente por um infarto, é bom demais poder chegar”, afirmou o prefeito. Edson Piriquito está engajado no movimento “Pedala Balneário Camboriú” e pretende construir ciclovias nas avenidas Atlântica, Brasil e do Estado. “Já estamos contratando um Plano de Mobilidade Urbana que vai contemplar a construção dessas ciclovias”, anunciou.
Comércio fraco
João Firmino nasceu há 60 anos no Continente, onde mora até hoje. O leitor registra: “Antigamente, o bairro (Estreito) era muito menor, tinha menos gente. Mas havia uma padaria, uma lanchonete, um mercadinho, uma venda em cada esquina. Hoje, com uma população muito maior, nós não temos mais essa fartura de serviços, nem lugares tradicionais para nos encontrarmos”.
Qualidade de vida
O leitor entende que o desaparecimento dos pequenos negócios de bairro tem a ver com a exagerada valorização dos imóveis. “No lugar das padarias e dos mercadinhos temos o quê? Financeiras, bancos, farmácias, operadoras de telefone celular e outros negócios muito lucrativos”. Para ele, a falta das lojinhas tradicionais contribui para a perda da qualidade de vida nos bairros.
Primeiro o projeto
No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes pretende fechar a Avenida Rio Branco para implantar um projeto de humanização, coisa muito semelhante ao que houve aqui com a Avenida Paulo Fontes. Mas lá a prefeitura desenvolveu antes um projeto, vai interditar a via provisoriamente e só depois da experiência vai decidir se vale a pena.
Recesso branco?
No fim de semana, a pauta da Assembleia Legislativa registrava apenas ações administrativas e um evento cultural para o dia de hoje – a abertura da exposição Brincadeira de Criança, da artista Scheila Montano. Mas é possível que ao longo do dia os deputados voltem a discutir ou se indignar com o pacote de gentilezas do governo para alguns setores do serviço público.
Correios falham
Também em Florianópolis cidadãos e comerciantes se queixam dos atrasos da correspondência. A dona de uma loja lamentou-se para o colunista, na semana passada: todas as suas contas têm chegado depois do vencimento. Conformada, paga os juros e multas, porque entende que reclamar contra os Correios no Procon não vai adiantar.
Horas finais
Não faltam especulações pela cidade sobre o futuro de Dário Berger. Próximas horas serão decisivas: é hora de o prefeito definir se fica ou não fica no cargo.
Os desafios do turismo
Florianópolis é a referência principal quando se trata de focalizar o turismo catarinense. É o produto mais conhecido, vendido e admirado. Essa revelação da pesquisa Plano Catarina, divulgada ontem, não chega a surpreender quem lida com a questão turística, muito menos os jornalistas. Mas o que é motivo de orgulho para os florianopolitanos, é também a razão para preocupações variadas, por conta do comprometimento da qualidade de vida e do crescimento populacional descontrolado.
Vender a marca Santa Catarina de maneira global no plano nacional e internacional, a partir da pesquisa realizada pela equipe do consultor Josep Chias, é um desafio grandioso, principalmente quando se leva em conta que a maioria (58%) dos visitantes associa Santa Catarina a praia, sol e verão. E todos sabemos que o Estado não tem apenas esses atrativos, sempre vinculados à região litorânea e maciçamente localizados em relação a Florianópolis.
Esportes
Um dado interessante revelado pelo Plano Catarina é a constatação de que Santa Catarina é identificada pelo surfe quando se trata de associar o Estado a uma modalidade esportiva. Quando se fala em personalidade esportiva, o tenista Gustavo Kuerten é o garoto-propaganda dos catarinenses.
Baladas
Outra informação relevante é relacionada ao Beto Carrero World, identificado nacional e internacionalmente como símbolo de entretenimento em Santa Catarina. Ao tratar de cultura, a alemã é preponderante como identificação externa do Estado. Quanto a festas, a Oktoberfest é imbatível. E no quesito de cidades voltadas ao entretenimento destacam-se Florianópolis e Balneário Camboriú.
Lotação
A plateia que lotou o auditório do Hotel Majestic – havia mais de 300 pessoas – era constituída em sua maioria por profissionais e empresários do trade turístico. Mas o evento atraiu também a atenção de prefeitos e dirigentes municipais de turismo, além de técnicos do setor.
A meta
O grande desafio apontado pelo Plano Catarina, de promover o Estado de forma ampla, é tarefa complicada, lenta e que, não por acaso, estabelece o ano de 2020 como meta para alcançar o objetivo. Uma das deficiências é a própria “marca” de marketing do Estado (o slogan Santa & Bela Catarina), considerada muito fraca pelos consultores.
Precariedade
O leitor nem precisa ser muito esperto para descobrir qual o principal problema apresentado pelos entrevistados na pesquisa do Plano Catarina – a infraestrutura rodoviária deficiente nos principais acessos aos pontos turísticos do Estado. Problema para ser tratado e resolvido pelos novos governantes, que assumem em 1º de janeiro de 2011.
O xis da questão
Compare as fotos, leitor, para entender por que o Ministério Público Federal mandou o Hospital de Caridade suspender as obras do crematório que a Irmandade do Senhor dos Passos pretendia construir ao lado do seu cemitério: a imagem de cima foi registrada em 5 de maio de 2008. A de baixo no dia de ontem. A devastação da mata atlântica, no entorno do cemitério, foi significativa.
Lógica invertida
É muito estranho que a organização de um evento esportivo de porte – como o Ironman Brasil – tenha que recolher da comunidade um pedido tão singelo: segurança pública. Foi o que aconteceu no Norte da Ilha, num encontro entre os representantes do Ironman e lideranças comunitárias.
A ironia
O problema é justamente a inversão da lógica institucional: a sociedade apontar a insegurança em que vive para que possa ter o direito de sediar em paz um evento que reúne alguns dos melhores atletas de triatlo do mundo. E as autoridades o que dizem? Nada, porque aparentemente vivemos no melhor dos mundos.
Caso Bocelli
O Ministério Público de Santa Catarina fez o que parecia inadiável: ingressou na segunda-feira com ação civil pública, por improbidade administrativa, contra todos os envolvidos na promoção do show de Andrea Bocelli, prometido para 28 de dezembro do ano passado e nunca apresentado. O MP requer a indisponibilidade de bens do prefeito Dário Berger, do ex-secretário de Turismo Mário Cavallazzi, entre outros.
Indignação
O caso Andrea Bocelli não tem explicação lógica, nem ética, muito menos contábil. Como o poder público pode ter adiantado R$ 2,3 milhões para a realização de um espetáculo que não aconteceu? Só esse aspecto já justifica a indignação de qualquer cidadão. Devolver esse dinheiro aos cofres públicos é a questão mais destacada pela ação civil pública proposta pelo Ministério Público estadual.
Que bom – Os industriais catarinenses continuam confiantes na economia. O índice que aponta o otimismo do empresariado registrou 65 pontos em março, numa escala que vai de 0 a 100. Acima de 50 é sempre positivo.
Patrulha – Excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas e álcool ao volante: estes os três focos principais da Operação Semana Santa 2010, da Polícia Rodoviária Federal. Toda força e respeito aos patrulheiros!
Que feriadão – Cidadã tirou um tempinho ontem para ir ao Cartório Eleitoral cuidar da transferência de seu título. Bateu com a cara na porta. Um aviso colado no vidro advertia que, devido ao feriado da Páscoa, os serviços só voltam a funcionar na segunda-feira.
Esquecidos – Servidores do quadro efetivo da Secretaria de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural estão indignados: o pacote de gentilezas salariais do Governo do Estado não incluiu os funcionários, que ganham salários entre R$ 760 (nível médio) e R$ 1.200 (nível superior).
Misteriosos – Algumas das cabeças coroadas da prefeitura desligaram os telefones celulares ontem à noite para evitar declarações sobre o futuro da administração municipal. O clima é de grande mistério.
Não aprenderam – Depois do rolo da árvore de Natal e do não-show de Andrea Bocelli, ainda tem gente que defende a participação oficial de Florianópolis no Carnaval do Rio de Janeiro de 2011, como tema da escola de samba Beija-flor. Já não basta de rolo? Para quê mais confusão?