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Archive for março \12\UTC 2010

Caso Bocelli rende ação civil pública

Saiu há pouco no site do Ministério Público Estadual:

“O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) protocolou na Unidade da Fazenda Pública da Comarca da Capital, na segunda-feira (29/3), ação por ato de improbidade administrativa contra os representantes da administração municipal de Florianópolis e os empresários envolvidos na contratação do show do tenor italiano Andrea Bocelli, no final do ano passado. Na ação, é requerido o bloqueio dos bens dos envolvidos, para garantir o ressarcimento do erário em caso de condenação.

A ação foi ajuizada contra o Prefeito Dário Berger, contra o ex-Secretário de Turismo, Cultura e Esporte, Mário Roberto Cavallazzi, contra o Secretário de Finanças, Augusto Cézar Hinckel, contra o ex-Secretário Adjunto de Turismo, Cultura e Esporte, Aloysio Machado Filho, contra a ex- Assessora Jurídica da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte, Daniela Gomes Silva Santos Secco, contra os empresários Ricardo Botelho Valente e Waldemar Stefan Barroso e contra a empresa Beyondpar Assessoria e Marketing Ltda.

A ação, assinada pelos Promotores de Justiça com atribuição na área da moralidade administrativa na Comarca da Capital – Newton Henrique Trennepohl, Durval da Silva Amorim e Marina Modesto Rebelo – relata que os agentes públicos da Secretaria Municipal de Turismo utilizaram indevidamente o instituto da inexigibilidade de licitação na contratação do show do tenor italiano pela Prefeitura, permitindo o enriquecimento ilícito de terceiros.

O Prefeito Dário Berger e o Secretário de Finanças, por sua vez, de acordo com os Promotores de Justiça, foram os responsáveis pela emissão das ordens bancárias que autorizaram os repasses de valores à empresa contratada: além de um ilegal adiantamento de R$ 200 mil, outros R$ 2,3 milhões previstos no contrato constituído com base em declaração inverídica de que a Beyondpar atuava com exclusividade como agente de Andrea Bocelli.

Os Promotores de Justiça ressaltam, ainda, que, poucos dias antes da data prevista para realização do show, Mário Cavalazzi comunicou à empresa a impossibilidade de realização do evento, uma vez que a Prefeitura estaria impedida de montar o palco para o show, em razão de ordem judicial que impedia a continuidade dos pagamentos do contrato relacionado à Árvore de Natal. Porém, o Ministério Público apurou quea própria Beyondpar seria a responsável pela montagem do palco, não tendo cabimento a suspensão do show por este motivo.

A ação apresenta, também, um superfaturamento no contrato na ordem de pelo menos R$ 1 milhão. E ressalta que, dentre os valores comprovados, está o pagamento de R$ 540 mil para o fretamento de aeronave exclusiva para o transporte do artista. “Cabe questionar também: o gasto com mais de quinhentos mil reais para transportar o cantor lírico para uma única apresentação pública respeita o interesse público e a probidade administrativa?”, perguntam os Promotores de Justiça na ação, para em seguida considerar que “além de ilegal, imoral e praticada com desvio de finalidade (¿) a contratação foi inoportuna, inconveniente, existindo com o único fim de privilegiar interesses particulares”.

Além da liminar determinando o bloqueio dos bens dos requeridos a ação pede, no julgamento do mérito, a declaração da nulidade da inexigibilidade de licitação e do contrato e a condenação dos requeridos por ato de improbidade administrativa, com ressarcimento integral do dano, perda dos valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de cinco anos. (Ação nº 023.10.018242-1)”.

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Coluna de 31 de março

Plano Diretor com pedagogia

Há uma tendência se impondo, nos bastidores da Prefeitura de Florianópolis, para que o Plano Diretor Participativo, em nova fase de discussões, deixe de ser tratado como um assunto técnico, para ser administrado como uma questão pedagógica. “É hora da pedagogia, não da burocracia”, afirmou ontem uma fonte ligada à prefeitura para este colunista. Significa dizer que, depois de tudo o que aconteceu, o Plano Diretor necessita de gestores qualificados, habituados ao diálogo e à conciliação, capazes de articular soluções de consenso.

A mesma fonte observou que será indispensável que as duas partes – os representantes da sociedade e os do poder público – alcancem um mesmo nível de entendimento e lutem pelo mesmo objetivo, que é justamente a construção de um Plano Diretor que seja, de fato, aquilo que Florianópolis precisa, para evitar o comprometimento de suas funções econômicas, ambientais, urbanas e sociais.

Em tempo – Tudo indica que membros do Ministério Público Federal e do Ministério Público Estadual vão acompanhar, com poderosas lupas, as discussões finais sobre o Plano Diretor Participativo de Florianópolis.

Construção positiva

Quem for designado pelo prefeito Dário Berger para coordenar as conversas com a sociedade terá que seguir a premissa da construção positiva, bem longe do que pretendiam setores da prefeitura até recentemente. Ou seja, nada de imposições, nem “tratoradas” sobre os que questionam o conteúdo do documento, muito menos polícia para garantir audiências públicas.

Cinema garantido (1)

A coluna recebeu da Fundação Catarinense de Cultura uma resposta à nota publicada ontem, sobre a ansiedade dos setores culturais em relação à reabertura do Cinema do CIC. “A recuperação do cinema está dentro do projeto de reforma do CIC e visa a oferecer segurança e conforto aos seus freqüentadores”, diz a nota da FCC.

Cinema garantido (2)

Prossegue a nota da FCC: “O cronograma atrasou por causa das chuvas em 2009, problemas técnicos da obra e de licitação, que são corriqueiras para obras deste porte em um prédio com 28 anos, cujo prazo para a reabertura é dezembro de 2010, inclusive do cinema, uma das atrações deste centro cultural que a FCC tem orgulho de devolver à sociedade catarinense”.

Memória germânica

Nada menos que 130 atividades foram desenvolvidas desde 2008, pela Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina, em comemoração aos 180 anos da imigração alemã no Estado. Ontem o secretário Gilmar Knaesel inaugurou o monumento alusivo à saga germânica em Santa Catarina, localizado na antiga região portuária de Florianópolis.

Perda

Foi sepultado ontem à tarde, no Jardim da Paz, o corpo do empresário Paulo Geraldo Collares (Paulo Tatu), fundador da Coringa, uma das empresas pioneiras do ramo de segurança privada em Santa Catarina. Paulo foi funcionário da Assembleia Legislativa, presidente do Lions Club Florianópolis-Estreito. Manezinho dos bons, exímio jogador de dominó, tinha 81 anos e foi vítima de um acidente vascular cerebral.

Confraternização

Coquetel pelo 4º aniversário do Notícias do Dia, realizado na noite de segunda-feira, no ambiente da Casa Cor (CIC) contou com a presença de dezenas de empresários, lideranças políticas, publicitários e jornalistas, que comemoraram a trajetória bem-sucedida do ND, um dos cases da mídia catarinense de maior repercussão popular nos últimos anos.

Trânsito melhor

Sugestão do leitor João Eduardo do Amaral Moritz (Janja) para melhorar o trânsito na cidade: “Nas avenidas Othon Gama D’Eça e Osmar Cunha, sentido Beira-mar – Centro deveria ser proibido dobrar à esquerda para entrar nas transversais, pois tal atitude para o tráfego nos dois sentidos. Deveria ser feita a quadra completa, dobrando sempre à direita e depois cruzar a avenida”.

Turismo moderno

Santa Catarina vai conhecer hoje o Plano Catarina – Plano de Marketing Turístico do Estado de Santa Catarina, que será apresentado oficialmente a partir das 8h30, no Hotel Majestic, pelo presidente da Chias Marketing, Josep Chias. O plano foi desenvolvido em parceria com a Santur e tem o objetivo de modernizar as estratégias turísticas do Estado até 2020.

CPI do Sorvete

A política em Palhoça continua bem movimentada, por conta do escândalo que envolveu a falsificação de uma lei e a apropriação indébita de bem público, no caso uma rua já devolvida à municipalidade. A Câmara Municipal está compondo a Comissão Parlamentar de Inquérito que vai apurar os graves fatos registrados e já sob investigação judicial.

Meio ambiente – O crematório que o Hospital de Caridade estava construindo ao lado do cemitério teve suas obras interrompidas por determinação do Ministério Público Federal. Parte da Mata Atlântica – reserva ambiental legal – vinha sendo derrubada sem licença.

Ponte estaiada – Foi cancelada a inauguração da bela ponte sobre o Rio Araújo, ligando São José e Florianópolis, que aconteceria hoje. Não há nova data prevista.

Boca de siri – Dizem nas esquinas da Capital que podem acontecer fatos surpreendentes em Florianópolis até o dia 3 de abril, prazo fatal para desincompatibilizações ou renúncias em geral.

Salve a Lagoa – Mesmo com a retomada das conversas em torno do Plano Diretor, as comunidades continuam mobilizadas: o abaixo-assinado pela qualidade de vida na Lagoa passou de três mil assinaturas ontem.

Cinquentenário – O sacerdote Pedro Koehler, conhecido como o padre da Procissão do Senhor dos Passos, completa 50 anos de atividades religiosas em 2010.

Despedida – O último ato de Ronaldo Benedet como secretário da Segurança Pública foi assinado ontem. Trata-se do decreto criando o 28º Batalhão de Polícia Militar de Blumenau. A nova unidade terá atuação da zona Norte de Blumenau até Indaial e Timbó.

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Coluna de 30-3-2010

Imobilidade

Prefeitos de Florianópolis, Palhoça e São José não apareceram na audiência sobre o anel viário da BR-101, ontem, na Assembleia. José Castelo Deschamps, de Biguaçu, foi o único prefeito presente. A concessionária OHL também desprezou o encontro.

Plano Diretor não tem prazo

A minuta do Plano Diretor da Prefeitura não será mais encaminhada para a Câmara de Vereadores no dia de hoje, conforme o prefeito Dário Berger anunciou há dez dias. A decisão foi tomada ontem, depois de uma conversa de Dário com seus principais assessores.

Não há uma nova data para o envio da matéria à Câmara. O que se sabe é que a prefeitura vai refazer o caminho do Plano Diretor Participativo, por conta dos equívocos cometidos pela “equipe técnica” contratada. O principal erro foi a desconsideração oficial com as comunidades que participaram das primeiras etapas de elaboração do Plano, desde o distante ano de 2006.

Contribuiu para a decisão do prefeito o fracasso da última audiência pública, interrompida por lideranças comunitárias, a repercussão negativa desse fato e a publicação, ontem, de uma longa nota oficial do Sindicato da Indústria da Construção Civil da Grande Florianópolis (Sinduscon), no Notícias do Dia.

Advertência

O Sinduscon advertiu em sua nota oficial: “Nesta hora decisiva é preciso que haja o envolvimento e a união de todos em defesa do futuro de nossa cidade, sem paixões, sem radicalismo, demagogia ou politicagem, que até agora só têm contribuído com o processo de fragilização da estrutura urbana, econômica, ambiental e social”.

Data-limite

Embora o prefeito Dário Berger não tenha estabelecido uma data para a reelaboração do Plano Diretor Participativo, cogita-se nos bastidores da prefeitura o mês de setembro deste ano como limite para as necessárias correções. As comunidades e os segmentos produtivos da sociedade serão chamados novamente para discutir os termos do PDP.

Mobilização segue

As comunidades que se organizaram para protestar contra a minuta do Plano Diretor da Prefeitura continuarão mobilizadas, apesar do novo adiamento na remessa da matéria para a Câmara de Vereadores. Temem que a prefeitura tente uma manobra de última hora para aprovar o plano do jeito que quer.

Diálogo

Ainda sobre o Plano Diretor Participativo, tudo indica que o prefeito Dário Berger designará um gestor para dialogar diretamente com as comunidades, evitando com isso a repetição do fiasco que foi a última audiência pública – suspensa justamente por falta de sintonia entre o Instituto de Planejamento Urbano (Ipuf) e a sociedade.

Bancada unida

Uma fonte da coluna ligada à prefeitura garantiu ontem que o prefeito Dário Berger descarta mesmo qualquer participação no processo sucessório de 2010. A prioridade de Dário será a eleição de um grupo de apoio parlamentar, ou seja, trabalhará para eleger o maior número possível de deputados estaduais e federais ligados a ele.

Um dia, uma escola

No prédio acima, funcionou, durante muito tempo, o Colégio Dias Velho, depois denominado Antonieta de Barros, em homenagem à grande educadora e política catarinense. Desativado em 2007, por conta de problemas estruturais, apresenta esse aspecto de abandono, de casarão sombrio, numa rua – a Victor Meirelles – que deveria ser um belo espaço público do Centro.

Nunca mais

Segundo informações da Secretaria da Educação, na antiga escola Antonieta de Barros funcionam alguns setores de sua estrutura e, claro, um estacionamento para os veículos de diretores e outros gestores. E a escola? Nunca mais? Ainda conforme fonte da Secretaria, nunca mesmo, uma vez que os alunos foram todos espalhados por outras unidades escolares da região central.

Inclusão

Florianópolis tem seu próprio Fundo para a Criança e Adolescente, através do qual pessoas físicas e jurídicas podem repassar dinheiro do imposto de renda, diretamente para uma ONG que realize trabalhos de educação e inclusão social junto a crianças e adolescentes. São entidades com projetos aprovadas pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Informações no (48) 3251–6219.

Doideira antitabagista

Ninguém contou: o colunista viu uma doida atacando fumantes que caminhavam pela Rua Esteves Júnior, próximo ao supermercado Angeloni. Ela citava a lei municipal que entrou em vigor na semana passada (e que não proíbe o fumo ao ar livre), um factóide que apenas repete o que já diz a lei federal de 1996. Aliás, um factóide que estimula atitudes fascistas.

Cinema do CIC – Abaixo–assinado que circula pela web é o que pede a imediata reativação do Cinema do CIC – Cineclube Nossa Senhora do Desterro –, fechado por tempo indeterminado para reforma. A comunidade de cinéfilos não aguenta tanta ausência de bons filmes na cidade!

Como assinar – Quem quiser assinar o documento que pede a reabertura imediata do Cinema do CIC deve acessar http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/5812

Cidadania – A fiscalização direta das contas públicas pode ser feita por qualquer cidadão. Basta acessar o Portal do Cidadão, implantado pelo Tribunal de Contas do Estado – http://portaldocidadao.tce.sc.gov.br/.

Transparência – A ferramenta do TCE possibilita informações transparentes sobre a gestão pública nos 293 municípios catarinenses.

Seção Branca – A Loja Maçônica Ordem e Trabalho, localizada na Serrinha, vai realizar uma seção branca em homenagem ao seu ex-venerável João Eduardo Moritz, no próximo dia 5 de abril, às 20h. Joãozinho Moritz morreu há um mês, aos 101 anos de idade.

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Entrevista do Marcelo F.

Muito bacana, no site Caros Ouvintes, a entrevista do jornalista Marcelo Fernandes (Rádio Guarujá) ao veterano âncora Antunes Severo, uma das reservas morais e profissionais da comunicação catarinense. Ouça aqui.

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Crônica do Olsen

DIÁRIO DA PROVYNCIA XI 

Olsen Jr.

(olsenjr@matrix.com.br

QUEM COPIOU DE QUEM? 

   Não se deve acreditar em tudo o que está na internet ou que é repassado por pessoas que, desavisadamente, creem nela como informação fidedigna ou “fonte” confiável.

   Aqueles que deveriam ter “espírito crítico”, jornalistas principalmente, precisam “checar” determinados conhecimentos dados como definitivo.

   Sei que ninguém faz nada “por mal”, mas aí reside o “mal”… A ingenuidade é mãe da imprudência, filha da ignorância e neta do desatino, todos aparentados do equívoco.

   Recebi ontem por e-mail um vídeo com o Frank Sinatra interpretando “My Way” e afirmando que o compositor e cantor norte-americano Paul Anka (autor da versão inglesa) havia ganhado “milhões” de dólares com a música e a ação que lhe movera o compositor e cantor francês Claude François que morreu sem ver o término do processo.

   A pessoa que me enviou o material é sensível, amante das boas coisas da vida e a ideia era compartilhar o “achado” e trazer algumas “informações” adicionais.

   Agradeço esse compartilhamento global, mas vamos aos fatos. Em 1967, o compositor francês Claude François fez com Jacques Revaux a música “Comme d’habitude” (Como de Costume) e que foi gravada pelo primeiro. O também compositor e cantor norte-americano, Paul Anka fez uma versão para o inglês que chamou de “My Way” (Meu Caminho) e cuja letra não tem nada a ver com a “original” francesa, mas a música é exatamente a mesma (basta acessar no Google: Comme d’habitude/Claude François) e que foi gravada em 1968 por Frank Sinatra, uma maravilha. Só outro dado, este sim, adicional, tudo correu bem até o Elvis Presley, em 1971 gravar a mesma música (diz a lenda que the old Frank Sinatra jamais o perdoou) porque a versão do Elvis “matou a pau”… Gostos à parte, desconheço o tal processo, mas não é difícil imaginar a interpretação do juiz. Digo isso pensando no grupo “Renato e Seus Blue Caps (cujo nome foi “chupado” de Gene Vincent & The Blue Caps) um dos papas do rockabilly, autor de “Be-Bo-A-Lula”, 1956 junto com Carl Perkins (“Blue Suede Shoes”, 1956) e Eddie Cochran (“Summertime blues”, 1958) de quem os Beatles eram “fãs”… O “nosso” Renato e Seus Blue Caps devem grande parte do sucesso aos Beatles, eles se apropriavam das músicas, mas faziam “versões” que não tinham nada a ver com a letra original. As músicas eram apresentadas assim: “Até o Fim” (You Won’t See Me – Lennon/McCartney -  Vers.: Lillian Knapp) ou “Dona do Meu Coração” (Run For Your Love – John Lennon/Paul McCartney – Vers.: Renato Barros).

   Mas a má fé fica caracterizada quando você lê, por exemplo, na apresentação de um disco: “músicas e letras” de Roberto Carlos… Vejam e escutem essa “Forget Him”, de Bobby Rydell (1963) para conhecer de onde saiu a música “Esqueça” ou então, “Road Hog”, de John D. Loudermilk (1960) e o “Calhambeque”, ambas foram sucesso do “Rei”, na mesma batida…

    A canção “Auld Lang Syne”, do Reino Unido (que foi construída em cima de um poema de Robert Burns em 1788) e se tornou popular nas “despedidas” ou para celebrar o ano novo. Foi transplantada para todos os países. No Brasil ganhou uma versão de Alberto Ribeiro e Carlos Alberto Ferreira Braga (o “Braguinha”) conhecida como a “Valsa da Despedida” e nesse caso se justifica uma “versão” adaptando-a as circunstâncias de cada região o que não impede e se exige é o (re)conhecimento de “sua” origem e popularidade ou a consciência disso.

   Na condição de autor sou avesso a essa permissividade que admite a recriação de um trabalho alheio individual e personalíssimo, portanto por terceiros. Salvo por algo ligado ao folclore em que tal adaptação quase sempre é necessária. Uma boa música sustenta e carrega qualquer letra medíocre, se isso não fosse verdade, os Beatles (do começo da carreira, em 1962) não existiriam. Recentemente Rita Lee fez um CD só com músicas dos Beatles. Na canção “Aqui, Ali, Em Qualquer Lugar” (Here There and Everywhere – Lennon – McCartney) ela diz lá pelas tantas: “ I love you pra chuchu /Se você não está perto eu fico jururu/ Tudo azul, mas sem você eu fico blue”…

   O amigo e escritor Mário Prata “adorou”… Com todo o respeito, duvido que John Lennon e Paul McCartney concordassem, fica a dúvida, mas qualquer um pode entender essa preocupação… Ah! Quase esqueço, qualquer um não significa um qualquer!

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Poema de Marcos Konder Reis

VAGABUNDAGEM

Anjo ou poeta?

Na treva, o meu cigarro é o farol do milagre.

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 Marcos Konder Reis nasceu em Itajaí, em 15 de dezembro de 1922. Morreu no Rio de Janeiro, onde passou a maior parte da vida, em 11 de setembro de 2001.

Foi, na conta deste blogueiro, um dos melhores poetas brasileiros de todos os tempos. Fez parte da injustiçada Geração de 45, um grupo de poetas que tentou resgatar o lirismo da poesia brasileira, na contracorrente do modernismo. Hoje a gente vê que a turma de 45 era tão ou mais modernista, porque buscou, sobretudo, a emoção e a qualidade literária do verso. Mais sobre ele aqui.

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Crônica do Olsen

Olá, camaradas, salve!

O casamento da filha mais velha (do meu irmão mais novo) no Norte do estado me pôs fora do ar por alguns dias…  

Some-se ainda alguns problemas que causo (involuntariamente) ao dedilhar essa máquina e passaram-se mais outros dias…

Tergiverso para não repetir o que disse o quadrinista norte-americano, Charles Schultz (criador de “Peanuts”) “Adoro a humanidade. O que não suporto são as pessoas”…

Cada vez mais enfezado e mais recluso, um homem das cavernas moderno… Se é que isso faz sentido… Mas é assim que me sinto, por razões – entre outras – aí expostas…

Vocês viram o “espaço” que os jornais catarinenses deram para a morte de Johnny Alf?

Vocês percebem o espaço que qualquer ladrãozinho ou traficante recebe diariamente?  

Acabou-se a “hierarquia” no noticiário… Não se distingue mais entre o meliante e o artista… A não ser que se considerem os políticos… Well, esses trapaceiam com “arte”… Não reconhecer isso, seria trapacear também…

Minha homenagem ao José Alfredo da Silva, Johnny Alf para os amigos…

Com o carinho de sempre, do poeta! 

DIÁRIO DA PROVYNCIA IX 

Olsen Jr.

(olsenjr@matrix.com.br)

 A SEGUNDA MORTE DE JOHNNY ALF 

    O descaso pelo talento (musical, literário, artístico) de alguém que se conhece e que (con)vive em nosso meio não é um atributo “só” brasileiro. Tampouco, a apropriação do produto desse talento de maneira efetiva, mas dissimulada por (e para) terceiros, a pretexto de um “novo” aprendizado paralelo e espontâneo como um esforço individual independente constitui-se em algo novo ou pode ser tomado como se fosse um comportamento “original”.

   Em 1938, o escritor Scott Fitzgerald, já convivendo com a colunista Sheilah Graham, descobre por acaso no “Los Angeles Times” que o teatro Pasadena iria apresentar uma versão teatral do conto “O diamante tão grande quanto o Ritz”… Julgando ser um aceno para um futuro début na Broadway, ele e Sheilah comparecem ao evento em uma limusine com motorista e vestidos a rigor… Mais tarde descobrem que se tratava de um ensaio com um grupo universitário, e um deles – ao percebê-los na assistência elegantemente vestidos – indaga quem são? — “Sou Scott Fitzgerald, responde — o autor do texto”… “O quê! Surpreende-se o universitário — você está vivo?”. 

   Algumas pessoas carregam essa aura, transformam-se em “lendas” ainda em vida, como ocorreu na música com Roy Orbinson, por exemplo… E com o nosso Alfredo José da Silva, heterônimo Johnny Alf, seu nome artístico.

   Ambos foram gradativamente esquecidos, deixados de lado, a diferença é que o músico norte-americano teve o resgate de sua história e importância processadas em vida e morreu com o pé na estrada tocando na banda “The Traveling Wilburys”, junto com George Harrison, Bob Dylan, Jeff Lynne, Tom Petty e Roy Orbison, naturalmente e por puro diletantismo…

   O pai de Alfredo era cabo do exército e morreu quando o menino tinha três anos de idade. A mãe era empregada doméstica e foi na família onde ela trabalhava que ele encontrou apoio para estudar piano. Por seis anos estudou música clássica, mas não resistiu ao apelo popular de seus ídolos, Cole Porter e George Gershwin e as trilhas sonoras dos filmes norte-americanos. Foi no Instituto Brasil-Estados Unidos onde aprendeu inglês e ganhou o apelido, adotado posteriormente, os professores o chamavam de Alf e uma amiga sugeriu o Johnny e aos 14 anos formou sua primeira banda.

   Aos 25 anos quando tocava em boates, clubes, bares eram assíduos na platéia algumas figuras que ganhariam notoriedade como músicos, compositores e intérpretes, entre eles, Carlos Lyra, Sylvinha Telles, Lúcio Alves, Tom Jobim, Billy Blanco, João Donato, Dolores Duran, João Gilberto, Newton Mendonça, Bebeto Castilho, Roberto Menescal e Nara Leão, entre outros.

   Juntar o ritmo do samba com as harmonias do jazz e da música erudita, isso o tornou único e também o fizeram conhecido. Aquele jeito intimista de cantar, como se estivesse sozinho em uma sala, que hoje causa admiração em João Gilberto, well, Johnny Alf já praticava no início da década de 1950…

   … Mas os cultuadores da bossa-nova que chegou depois, nunca lhe deram crédito…

Reconhecimento que ele talvez não esperasse, mas que estava sempre muito aquém do seu virtuosismo. Tom Jobim o chamava de “Genialf”.

   Luís Antônio Giron em seu texto crítico por ocasião da morte do artista, na Revista “Época”, afirma que “Johnny Alf não foi um “precursor”, como todo o mundo repete sem pensar. É melhor chamá-lo de fundador da moderna canção brasileira”.

    Cidadão humilde, tímido e como todo homem de talento, extremamente generoso com aqueles que tentavam lhe seguir os passos, mesmo não lhe reconhecendo publicamente a influência.

   A morte num asilo de velhos (casa de repouso é o cacete) em São Paulo, no dia 04 de março, aos 80 anos, do artista, compositor, músico de gênio, Alfredo José da Silva, digo, Johnny Alf, deve ter surpreendido todos que o conheceram, os que se lembravam que ele havia existido, os amigos que se afastaram dele e até e principalmente aqueles que beberam na fonte, no que era cult com o nome de samba-jazz (cinco anos antes de a bossa nova nascer) estes, como se viu na televisão, num misto patético e hipócrita de espanto e arrependimento, num pranto repetido quase afirmando, numa paródia daquele universitário em 1938 falando de Fitzgerald, “mas ele já não estava morto!”.

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Coluna de 22 de março

Interesseiros

Está explicado: o interesse espanhol por Santa Catarina, especialmente na construção civil, tem raiz na profunda crise que o setor experimenta naquele país

No clima do aniversário

A Avenida Hercílio Luz recebeu centenas de pessoas, no sábado, para a realização de mais uma Alameda Cultural, promoção da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes.

Nem a chuva fina impediu a festa, um verdadeiro happening, muito semelhante aos eventos que os alemães chamam de Sttamitsch (ou Strassenfest). A diferença para a festa germânica – que acontece em São Pedro de Alcântara, dia 25 de abril – é que não havia barracas. Mas o espírito era o mesmo: alguns amigos se uniram e fizeram um churrasco ao ar livre. Famílias levaram petiscos e bebidas de casa. Qualquer gesto valeu para o encontro e a confraternização pelos 284 anos da cidade.

O advogado Dauth Emmendorfer, que participou do evento, gostou de ouvir, entre autoridades e outras pessoas que estavam no local, que a região do Paredão se transformou num bulevar. “É muito bom e nos tira esse estigma de Paredão, um apelido depreciativo”, observou.

 

Secretário da Educação e presidente da FCFFC, professor Rodolfo Pinto da Luz: sucesso de mais uma edição faz a fundação cultural pensar em repetir a Alameda Cultural trimestralmente

 

A “velha rendeira tradicional” marcou presença no espaço da Hercílio Luz, atraindo a atenção dos curiosos

 

O artista plástico Jair Martins levou sua arte para a Alameda Cultural: o amor a Florianópolis em pinceladas sutis

 

A oleira explicou seu trabalho para quem passava: atividade valorizada pela Fundação Cultural Franklin Cascaes

 

Durante a apresentação do grupo Gente da Terra começou a chover, mas as pessoas não queriam sair da Alameda Cultural. Cada um improvisou como pode. A moça da foto recorreu ao guarda-chuva, mas não perdeu a animação, segurando a barra da blusa e dançando bem no estilo arrasta-pé.

A esperança

Muito mais do que acreditar numa vitória nas prévias do próximo domingo, os partidários de Dário Berger apostam, ainda, na desistência do ex-governador Eduardo Pinho Moreira. “O Pinho não desiste”, exclamou para a coluna um assessor muito próximo de Dário, querendo dizer que essa foi a estratégia da pré-candidatura desde o início.

A procissão

O tempo bom permitiu a realização de uma bela Procissão do Senhor dos Passos na tarde de ontem. E talvez o tempo firme tenha sido a explicação para o registro de um número inferior de fiéis, em comparação ao ano passado. Pelo menos foi essa a impressão de jornalistas e repórteres fotográficos presentes à Praça 15.

Plano Diretor

Na estimativa dos organizadores, mais de 500 pessoas compareceram ao protesto da Lagoa da Conceição contra o Plano Diretor da Prefeitura. A manifestação aconteceu no sábado. Amanhã à tarde a Associação de Moradores da Lagoa (Amola) vai recolher assinaturas em frente ao shopping Via Lagoa em repúdio ao Plano.

Gente nossa

Embora não fosse nascido em Florianópolis – era natural de Tijucas – o ex-vereador Michel Curi sempre foi um dos mais empedernidos manezinhos da Ilha. Como bem definiu o vice-prefeito João Batista Nunes, Michel era “gente nossa, gente da cidade”. O corpo do ex-parlamentar será sepultado hoje às 9h30, no Jardim da Paz.

Estaleiro

O prefeito de Biguaçu, José Castelo Deschamps, segue hoje para São Paulo, atendendo a convite do empresário Eike Batista. Ele vai participar do início de negociação das ações da OSX Brasil na Bovespa. A OSX é a empresa do grupo EBX que construirá o estaleiro para produzir plataformas de petróleo no município governado por Deschamps.

Zona moderna

Leitor Carlos Spelmeier enviou uma extensa mensagem à coluna sobre o moderníssimo sistema de Zona Azul que será implantado em Florianópolis. Carlos, como todos nós, tem muitas dúvidas, entre as quais: onde encontrar os agentes da Zona Azul para obter os créditos eletrônicos? Se hoje, para comprar os talões já é um suplício… Ou seja, mais uma vez quem perde é a cidadania.

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Coluna de 20 e 21 de março

Patrimônio

Pra piorar tudo, a minuta do Plano Diretor da Prefeitura mexe com o que não pode: o patrimônio da União na Ilha de Santa Catarina. As autoridades federais estão esquadrinhando o documento, vírgula por vírgula.

Mobilização é palavra de ordem

Diferentes leitores, por e-mail e telefone, manifestaram-se sobre a questão do Plano Diretor, abordada aqui na edição de sexta-feira, com observações sobre a fracassada audiência pública no Teatro Álvaro de Carvalho. O foco central dos leitores é a situação dramática de alguns balneários, em especial Campeche, Pântano do Sul, Pontal de Jurerê (Daniela) e Lagoa da Conceição. Aliás, neste sábado acontece um grande protesto na Lagoa da Conceição, a partir das 15 horas, em frente ao terminal de ônibus (Tilag).

A palavra de ordem entre as lideranças comunitárias é mobilização. A ideia é não esmorecer diante do imenso desafio e da imensa batalha que será travada, provavelmente na Câmara Municipal. Isso porque o prefeito Dário Berger deve enviar a matéria para o Legislativo, mesmo sem ter realizado a audiência pública final (e obrigatória).

É bem possível que, uma vez na Câmara, o plano acabe se transformando numa imensa – e mal-costurada – colcha de retalhos.

Grande fase

Senadora Ideli Salvatti, que aniversariou na quinta-feira (18), recebe amigos neste sábado para comemorar a idade nova. Ela estará no encontro do PT em Florianópolis, que deve contar com a presença da pré-candidata do partido à Presidência da República, Dilma Roussef.

MEMÓRIA

Colombo Salles, 35 anos

A Ponte Colombo Salles, segunda ligação entre a Ilha e o Continente, completa 35 anos de inauguração neste mês de março. Foi entregue pelo governador que lhe deu o nome num dia de grande festa para a cidade. A população, cansada de penar nos engarrafamentos da Ponte Hercílio Luz, que se estendiam por quilômetros e quilômetros nos horários de pico, invadiu a nova ponte (foto) para comemorar o grande feito da administração Colombo Salles e da engenharia catarinense.

Repercussão nacional

O fato significou tanto para Florianópolis que jornais e revistas de circulação nacional focalizaram a inauguração em páginas e páginas de reportagens. E nós, na época, pensávamos ingenuamente que os nossos problemas de mobilidade estavam resolvidos! Eles mal começavam.

BOAS NOTÍCIAS

Faixas novas – No sábado passado, uma pessoa foi atropelada sobre o que deveria ser a faixa de pedestres, na esquina da Avenida Hercílio Luz com a Rua Anita Garibaldi. A faixa estava quase totalmente apagada, a exemplo de outras pelo centro da cidade. Coincidência ou não, várias ruas do Centro tiveram suas faixas repintadas durante esta semana, inclusive aquela do atropelamento.

Praça 15 – Deu gosto de ver, na sexta-feira, dezenas de pessoas trabalhando na Praça 15 de Novembro. Eram jardineiros de empresas especializadas, que plantaram centenas de mudas, limparam o espaço e completaram a poda de árvores.

O “rapa” – Desapareceram do Centro os carrinhos de mão dos ambulantes, que eram utilizados para a venda de bolsas e carteiras. O “rapa” passou e deixou o recado bem claro: “Não voltem, porque nós vamos apreender tudo de novo”. Na sexta-feira o quarteirão do Mercado Público e Felipe Schmidt estava uma beleza, livre para caminhar e curtir a cidade.

Fraternidade

Vejam que bacana: o Conselho Regional de Economia de Santa Catarina (Corecon), a Ordem dos Economistas e o Sindicato dos Economistas estão oferecendo consultoria financeira gratuita, para quem tenha renda entre um e três salários mínimos. A iniciativa, dentro do espírito da Campanha da Fraternidade, é do economista Flávio Lopes Perfeito. Agendamentos pelo telefone (48) 3222–1979.

Velhinhos

O prefeito em exercício João Batista Nunes aproveitou a entrevista coletiva de sexta-feira, sobre as mudanças previstas na Zona Azul, para expor mais uma de suas opiniões sobre o espaço público. Para ele, “não deveria haver vagas para idosos, já que o transporte público para eles é gratuito. Com isso, teríamos mais espaço para outros carros, mas infelizmente temos que cumprir a legislação federal”, alfinetou.

Terminal

Na sexta-feira esta coluna mencionou a “reativação do Terminal Cidade de Florianópolis”. Na verdade, quis dizer reativação de linhas que foram transferidas para o Ticen, uma vez que há dezenas de outras linhas em operação no velho terminal. Aliás, a volta dos ônibus intermunicipais não acontecerá mais nesta segunda-feira, por força de determinação judicial: a prefeitura terá que concluir as melhorias previstas.

Rádio na rua

A Rádio Guarujá vai para o Mercado Público nesta segunda-feira. Toda a programação, das 8 às 19h, será transmitida de lá, em comemoração aos 284 anos da Capital. Prefeito Dário Berger será o primeiro entrevistado, seguido pelo superintendente nacional da Caixa Econômica Federal, Vânio dos Santos, pelo vice-prefeito João Batista Nunes e secretários municipais.

Seleção – Piadinha que circula pelo Twitter: “A Oi diz que reduziu em 78,6% as reclamações de clientes. Sabe como fez isso? Apertou ‘Excluir todas’”.

Deu na internet – “Bicicletas de aluguel são roubadas em Blumenau”. Estamos longe, muito longe, de alcançar um estilo europeu de vida.

Empreendedorismo – Empresário Carlos Eugênio Koerich (Gunga) será palestrante na Aemflo, quarta–feira, às 19h30, abordando o tema Gestão e Empreendedorismo. Gunga é diretor da Kilar, empresa do ramo da construção civil.

Festança – São José será toda axé neste sábado, com o megashow da cantora Cláudia Leite. Previsão de até 50 mil pessoas na Avenida Beira-mar a partir das 21h.

Na paz – A primeira rodada de negociações entre patrões e empregados do transporte coletivo terminou na paz, como queria o prefeito em exercício. Novo encontro acontece na próxima quarta-feira.

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Coluna de 12 de março

Lambança

É impressionante a quantidade de concursos públicos anulados por causa de irregularidades. Quem paga os prejuízos das pessoas que participam dessas competições? Porque parece certo que alguém ganha dinheiro com essas lambanças.

A Praça 15 está adotada

A Prefeitura de Florianópolis promoveu ontem a assinatura do termo de adoção da Praça 15 de Novembro pelas Lojas Koerich e Carioca Calçados. Na mesma hora em que transcorria a cerimônia, operários da Comcap e Floram prosseguiam a limpeza e a poda das árvores. Há muito não se via a praça tão limpa e bem iluminada com luz natural.

Vetores integrados

“Uma cidade não se constrói apenas de poder público, é feita a partir de diversos vetores, e quando há integração desses vetores, da aliança entre o poder público e a iniciativa privada, há a possibilidade real do desenvolvimento concreto da cidade”, destacou o prefeito Dário Berger durante a assinatura do convênio de adoção da Praça 15 de Novembro.

Anel viário

Os catarinenses que estiveram na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) discutindo o anel viário da Grande Florianópolis foram os seguintes: Pedro Lopes (Fetrancesc), deputados Edison Andrino, Celso Maldaner e Gervásio Silva, além do presidente da Associação Empresarial da Grande Florianópolis (Aemflo), Tito Schmitt. Na verdade, embora este colunista não tenha sido responsável pelo equívoco, o presidente da Acif, Doreni Caramori, não esteve na reunião.

Logística: R$ 15 bilhões

O total de investimentos necessários para infraestrutura em logística em Santa Catarina é de R$ 15 bilhões até 2023, nos modais rodoviário (R$ 5,3 bilhões), marítimo (R$ 3,3 bilhões), ferroviário (R$ 4,9 bilhões), aéreo (R$ 948 milhões), dutoviário (R$ 537 milhões) e hidroviário (R$ 20 milhões). Foi a proposta apresentada ontem em reunião das federações das indústrias de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná às autoridades responsáveis pelo Plano Nacional de Logística e Transporte (PNLT).

Cartão de visita

Depois falam mal, e injustamente, da Comcap. Quem circula pelo Terminal Rodoviário Rita Maria por volta das 16 horas depara-se com o quadro mostrado na imagem: uma montanha de lixo. Pior de tudo, lixo catinguento. Ora, se a Comcap tem horário para recolher os detritos, por que os responsáveis pela rodoviária colocam o lixo na rua muitas horas antes de passar o caminhão da empresa? Não faz sentido, ainda mais nesses dias de tanto calor.

Ameaça direta

Já percebeu, leitor, que setores críticos de órgãos públicos costumam pendurar um cartaz na parede ameaçando a cidadania com um recado nada sutil? O cartaz chama atenção para o disposto no artigo 331 do Código Penal, que trata do “desacato ao funcionário público no exercício da função”. E sabe, leitor, onde é mais comum esse tipo de comunicado? Nos chamados balcões da cidadania (sic), locais muito procurados para reclamações a respeito de tributos devidos.

O jogo da vida

A pena prevista para desacato a servidor público, mesmo que ele esteja errado, é de detenção de seis meses a dois anos, ou multa. O interessante é que fica a critério do funcionário enquadrar o cidadão malcriado no ato da discussão. E o cidadão, que muitas vezes fica nervoso porque se sente injustiçado com a extorsão tributária, tem que ir à Justiça para provar sua inocência.

Possibilidade

O Ministério da Defesa vai utilizar imóveis para arrecadar recursos para as Forças Armadas. Bem que o Exército poderia aproveitar melhor aquele terreno da Avenida Beira-mar, em Florianópolis, abandonado há décadas, sem qualquer serventia. Quem sabe uma praça, em parceria com a prefeitura?

Sem faixa

Leitor L. S. caminhou pela região e constatou: “Tem alguma coisa errada no trajeto entre o trapiche da Avenida Beira-mar e o Centro Sul: não há faixas de pedestres e muito menos passarelas. Quem atravessa as vias precisa correr riscos constantes”. Ou seja, quem gosta de (ou precisa) caminhar continua sem vez na capital da imobilidade.

Grande Florianópolis

A Associação dos Municípios da Região da Grande Florianópolis, presidida pelo prefeito de São Pedro de Alcântara, Ernei José Stähelin, vai se reunir hoje, às 9h30, em Assembleia Geral Ordinária, no município de Tijucas. Os prefeitos vão ouvir palestras sobre transporte escolar e Fundeb, além de outros temas relacionados à administração pública dos municípios.

Inteligência x ação

Um alto oficial da Polícia Militar identifica inúmeros equívocos no combate à violência em Santa Catarina. O principal deles relacionado à principal causa dos crimes: o tráfico de drogas. Para o oficial, ao privilegiar a “inteligência”, em detrimento da ação propriamente dita, o atual governo permitiu que as organizações criminosas crescessem de forma acentuada.

Varredura

Ainda conforme o oficial da PM, a segurança pública precisa ser mais agressiva em relação ao tráfico de drogas. “O combate aos traficantes precisa ser realizado a partir de operações de varredura, como as que aconteceram no Morro do 25 e no Norte da Ilha. Mas não operações pontuais e sim ações constantes”, observou para a coluna. Segundo ele, o equívoco de valorizar a “inteligência” deixa a sociedade à mercê dos criminosos.

Desperdício – Do leitor Luiz Augusto Ramos Prado: “A luz de um poste da Celesc na rua Pascoal Simone em Coqueiros, na divisa entre a Udesc-Cefid e o Colégio Estadual Presidente Roosevelt, está acesa 24 horas por dia, no mínimo, desde o ano passado”.

Quem paga – Prossegue o leitor: “Isso é uma vergonha, se ninguém denunciar acho que ficará eternamente, será que esta taxa extra não esta sendo cobrada dos moradores da rua?”

Sem cerca – Uma informação adicional sobre a Praça 15: após a adoção do espaço pela iniciativa privada, está totalmente descartada a hipótese de fechamento com grades, como aconteceu no passado.

Trens – Além do estaleiro do Grupo EBX, Biguaçu pode ganhar também uma fábrica de trens monotrilhos. O prefeito José Castelo Deschamps recebeu ontem o vice-presidente da Brascomi, Halan Moreira, que representa o grupo Scomi, fabricante dos equipamentos.

Traição – Vereador Renato Geske (PR) está apoiando as denúncias da comunidade da Lagoa da Conceição, relativas ao novo Plano Diretor. O documento, que foi discutido com a população sofreu alterações significativas, que comprometem a qualidade de vida no bairro.

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