Coluna de 27 e 28 de fevereiro
Sem pompa
Felizmente, a programação de aniversário de Florianópolis não terá qualquer atração pomposa. Muito mais do que eventos midiáticos, a cidade precisa mesmo é da competência de seus administradores e do amor de seus moradores.
Jornada preocupa empresários
A redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais – prevista na Proposta de Emenda Constitucional 231/95 – está sendo repudiada em manifesto da Federação das Indústrias (Fiesc). Conforme os dirigentes empresariais, a PEC, se aprovada, trará inúmeros efeitos negativos para as empresas brasileiras, inclusive a perda de competitividade e risco de redução dos empregos.
O tempo de tramitação da PEC (15 anos!) dá a entender por que a medida ainda não foi aprovada: justamente pela polêmica que provoca. De tempos em tempos o caso volta à pauta do Congresso Nacional e desencadeia reações como a manifestada pela Fiesc na sexta–feira. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também denunciou, inúmeras vezes, os malefícios que a redução da jornada poderá provocar ao mercado.
Os sindicatos dos trabalhadores são, evidentemente, favoráveis à longeva PEC.
Sessentona
Na reunião da Fiesc, realizada na sexta–feira, foram discutidas também algumas propostas relativas às comemorações do 60º aniversário de fundação da entidade, em maio. A federação foi fundada em 1950 pelo industrial Celso Ramos, que depois se tornou governador do Estado (1961–1966).
Faltou um
Leitora Heloisa Hübbe de Miranda conferiu e percebeu a cochilada da coluna. Na relação das Medalhas do Mérito, concedidas pela Câmara Municipal de Florianópolis, faltou o nome de Washington Luiz do Vale Pereira. Obrigado à leitora e um pedido de desculpas ao homenageado.
Explicação (1)
Todos os anos a Câmara de Vereadores concede homenagens: Cidadão Honorário, Medalha do Mérito do Município e Medalha Dias Velho. A primeira delas tem explicação óbvia – Cidadãos Honorários são personalidades não nascidas em Florianópolis e que contribuem para o desenvolvimento da cidade.
Explicação (2)
Definição da Medalha do Mérito, conforme o portal da Câmara de Vereadores da Capital: “Homenagear aqueles que, por serviços relevantes, tiveram concorrido de qualquer forma para o engrandecimento do Município”.
Explicação (3)
Definição da Medalha Dias Velho: “Homenagem de reconhecimento ao cidadão florianopolitano que contribuiu notavelmente à comunidade, Estado e País, nas artes, letras e ciências, quer nas armas com defesa da Pátria, ou ainda na política em prol do seu patrimônio jurídico, econômico e social”.
Lição
É bizarro, mas educativo. Dois cidadãos de Imbituba tentaram descolar uma indenização dos Supermercados Althoff, porque teriam sido agredidos por um segurança do estabelecimento. O vigilante, no caso, partiu pra cima dos reclamantes porque um deles estava urinando na parede do supermercado.
O local
O desembargador Jaime Luiz Vicari julgou improcedente a ação e observou sobre a alegação de violência injustificada: “Deveriam fazer suas necessidades fisiológicas somente em local apropriado. A porta ou a parede de qualquer estabelecimento residencial ou comercial não se enquadra nessa categoria, muito menos quando se trata de imóvel que se destina à venda de produtos alimentícios”.
Paulo Fontes
O prefeito em exercício, João Batista Nunes, prometeu e vai cumprir: na terça–feira, dentro da programação de aniversário de Florianópolis, lançará o edital de licitação do concurso público para humanização da Avenida Paulo Fontes. Do jeito que está, com aparência de penteadeira barata, não pode continuar.
Revitalização
No mesmo dia (terça–feira), João Batista Nunes lançará editais do concurso público nacional de arquitetura para escolha do anteprojeto para requalificação do espaço urbano da Rua Francisco Tolentino e adjacências e Praça Tancredo Neves. A iniciativa integra o projeto de revitalização da região central.
MEMÓRIA
A Rua Felipe Schmidt muito antes do calçadão: os automóveis estacionados eram os “carros de praça”, chamados hoje de táxis. A imagem deve ter sido registrada no início da década de 1960. O calçadão foi implantado em 1976, na administração do prefeito Esperidião Amin.
Lombadas – Neste sábado, a partir das 10 horas da manhã, moradores do Rio Tavares promovem um protesto pedindo lombadas na SC–405. A razão é simples: atropelamentos e acidentes. A manifestação será em frente ao ponto de ônibus número 29.
O vai da valsa – Obra na Avenida Hercílio Luz na sexta–feira pela manhã trancou o trânsito e provocou acidentes. Não havia sequer um guarda – PM ou municipal – para orientar os motoristas. Sem policiamento, a imobilidade urbana se torna pior ainda.
Crack – Chamada do G1, sexta-feira, mencionando o prefeito de São Paulo: “Kassab admite falta de integração com Estado na Cracolândia”. Parece Florianópolis.
Tragédia – A polícia prendeu 300 pessoas envolvidas com o crack na capital paulista. Levadas para a prefeitura, foram soltas porque não havia pessoal suficiente para cadastrá-las. Qual a tragédia pior: o crack ou a burocracia?
Non sense – O Estádio Heriberto Hülse, do Criciúma, não poderá admitir a presença de fumantes, mesmo nos espaços abertos (arquibancadas). Decisão é da Câmara Municipal, que proibiu o fumo em espaços fechados.
Desleixo – Sinaleira da alça viária sob o viaduto Vilson Kleinübing (Trindade) permaneceu pifada durante quase dois dias. Até o fim da tarde de sexta-feira continuava confundindo motoristas e provocando acidentes.





