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Archive for janeiro \20\UTC 2010

Crônica do Olsen

Olá, camaradas, salve!

   Desvinculado dos periódicos convencionais, estou fazendo essa série “Diário da Provyncia”, pequenos textos onde vou revelando o meu aprendizado literário, intercalado com pequenas observaçãoes de  nosso cotidiano insolente…

Está claro que até o final do ano teremos um novo livro…

   Agradeço aos blogueiros Sérgio Rubim, Carlos Damião, Celso Martins, Amilton Alexandre, Arthur Monteiro, Valério Fabris e Maria Odete Olsen pela acolhida e que me tem dado um bom retorno…

Isso me empresta tempo e fôlego, igualmente,  para a introspecção e outro livro de contos em que trabalho nesse mesmo período, um acaba tornando-se contraponto do outro…

   A música “Fortunate Son”, do Creedence Clearwater Revival é a trilha de muitos filmes que falam do Vietnã, o último deles que assisti foi “Forrest Gump”…

   Fala da consciência que se vai formando de alguém que está partindo para a guerra, não é filhinho de papai (uma alusão ao neto do ex-presidente Dwight Eisenhower que se casara com a filha de Richard Nixon) e percebe as diferenças em quem age e quem assiste… Os iguais e os “mais iguais”, segundo Orwell…

Com o carinho de sempre, o abraço do viking!

 DIÁRIO DA PROVYNCIA III

 Olsen Jr.

olsenjr@matrix.com.br

CÍNICO, CÉTICO E EFICIENTE! 

   Foi somente depois que o carro passou sobre a água empoçada num desvão (de um trabalho mal feito anteriormente) nas lajotas oitavadas da Avenida das Rendeiras, pulverizando com água barrenta uma família inteira que caminhava no passeio em frente é que me dei conta: tínhamos de ser muito otimistas para acreditar que havia alguma esperança para o ser humano.

   O veículo trafegava com o dobro da velocidade permitida naquele trajeto no bairro boêmio da Lagoa da Conceição. Compreende-se que as pessoas de férias possam distrair-se com o ambiente enquanto passeiam, mas é injustificável que um motorista não tenha a dimensão de uma atitude imprudente. Seja pelo excesso de velocidade ou pela visão embotada do percurso. O que é pior, que encare ambas com naturalidade como se estivessem incorporadas ao “seu fazer” e até, a danação, que sequer tenha consciência da imperícia e da infração cometida.

   Sei! Alguém pode lembrar que uma ação isolada não serve de parâmetro para avalizar um comportamento humano. De tanto observar atitudes desrespeitosas como essa, me tornei um cético. Então, resta o quê?

   Lembrei de um texto do Paulo Fancis na Folha, década de 1970 “Resta o consolo do trabalho. São Paulo estava errado e São João certo. A salvação é pelas obras e não pela fé. Esta matamos há muito tempo”.

    Parte do meu aprendizado foi aperfeiçoada num texto do mesmo Paulo Francis (já que mencionei o trabalho) comentando o filme “Mississippi em Chamas”, de Alan Parker e a atuação de Gene Hackman.

    O filme é baseado no assassinato em 1964, de três ativistas dos direitos civis no sul segregacionista dos EUA. O foco está na investigação de dois agentes do FBI, o sulista Rupert Anderson (Gene Hackman) e o nortista Alan Ward (William Dafoe) e os métodos de cada um para chegar a verdade: o primeiro com suavidade e o segundo agressivo. No fim triunfa a astúcia do primeiro e a perseverança do segundo. Em 2005, um ex-integrante da Ku-Kux-Klan, Edgar Ray Killen, então com 80 anos, foi condenado a 60 anos de prisão pela morte dos ativistas no qual o filme se baseou, corroborando a tese de seu diretor, que acreditava que um filme pode ter funções políticas.

   Francis ressaltava que a atuação de Gene Hackman era a expressão pura do que o crítico Edmund Wilson chama de Jobbism num ensaio em afirmava que “só nos resta neste mundo corrupto fazer nosso trabalho bem feito, sem tomar conhecimento de causas e pretensões iluministas”.

   No filme, as pessoas se recusam a falar. Quem diz alguma coisa é espancada. Lá como aqui, uma realidade que se repete nomundo e no submundo da impunidade. Mas o Francis afirma que “Hackman olha e ri nos falando uma enciclopédia britânica sobre a natureza humana. Não se vangloria e nem tem ilusões. São pessoas assim que avançam as causas, poucas ainda em que acreditamos, e não ideólogos e idealistas. São céticas, cínicas e eficientes. Nossa única esperança, e Gene Hackman é emblemático de nossa condição”.

   Esse “jobbism” que pode ser traduzido como “mãos-à-obra” descoberto pelo Francis no ensaio de Edmund “Bunny” Wilson que ele tomou conhecimento no início da década de 1960 e só foi assimilado na de 1980 pode ter raízes no médico e poeta transcendentalista americano Oliver Wendell Holmes… A uni-los, a descoberta da dignidade profissional enquanto último e inoxidável instrumento de participação social.  Não será a pólvora, como lembrou a jornalista Ana Claudia Vicente, mas para mim o jobbism foi um achado. Que funcionará, quando muita gente o achar também.

   É isso, desde então, na cabeceira da minha cama, além de um champanhe e do livro que estiver lendo, está o trípdico: cínico, cético e eficiente…

   Justifica-se: a bebida, porque como lembrou Zózimo Barroso do Amaral “enquanto houver champanhe, há esperança”; um livro, porque como diz o poeta que habita em mim “é a melhor companhia quando você não quer ver ninguém” e as palavras, para manter uma atitude enquanto não se põe mãos-à-obra!

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Flutuando de novo

Eu não lembrava como era. Quando comecei a andar pelo passeio senti as pernas bambas. Nos primeiros passos senti uma emoção infantil. Andei mais um pouco e tive medo. A moça dos Bombeiros, no caminho, me recomendou: “Cuidado para não tropeçar”. Não tropecei, porque por alguns momentos tive a sensação de que flutuava no espaço. Flutuava mesmo, na memória, na realidade, na saudade. Lembrei-me do ‘seu’ Wanderley, que me apresentou a ponte quando eu era pequeno. Eu tinha o mesmo medo. A ponte balouçava, no ritmo do vento Sul. E meu pai garantia: “É normal. Se não balançar, cai”. Então eu rezava para que ela balançasse sempre. Hoje não rezei por tão pouco, mas agradeci aos céus pela oportunidade de estar ali, andando aqueles pouco menos de 200 metros do viaduto insular, até o limite onde começa o vão central — o tal vão central que é a última parte da reforma. O engenheiro Walter Galina, secretário de Desenvolvimento Regional, estava lá e me disse: “Se tudo correr bem, no fim do ano a ponte estará aberta e poderás passar por aqui quantas vezes quiseres”. Tomara. Até dezembro vou ficar vendo e revendo as 180 imagens que registrei nos 20 minutos em que refiz meu trajeto de infância e adolescência. Um trajeto de deslumbramento. Alguns das imagens estão abaixo:

O começo do trajeto, rumo ao Continente

Fim do percurso: aí começa o vão central

A Colombo Salles, vista assim, também é bonita

Um dos "braços" da Hercílio Luz e a cidade ao fundo

O bombeiro e uma das peças novas da ponte

A cidade e seu trânsito: uma perspectiva diferente

O belvedere insular: lugar favorito dos turistas

[A Ponte Hercílio Luz foi aberta à visitação neste sábado para a realização de um pedágio social, promovido pela RIC e jornal Notícias do Dia. Mais detalhes -- e outras imagens -- na minha coluna de segunda-feira no ND]

Coluna – Notas selecionadas

Como estive ausente por dois dias, fiz uma seleção de algumas notas que não perderam a atualidade e que foram publicadas na minha coluna Ponto Final, no Notícias do Dia

Matando o turismo – Comerciantes que têm estabelecimentos nos balneários normais do Norte da Ilha se queixam da excessiva valorização de uma imagem de Florianópolis que não corresponde à verdade. A capital está sendo percebida, no plano nacional, como uma cidade turística de ricaços (emergentes), que queimam dinheiro em Jurerê Internacional.

Fuga da classe média – A ideia de que Florianópolis virou uma cidade de novos-ricos – apresentada inclusive num programa televisivo de grande audiência nacional – atinge comerciantes, hoteleiros e donos de restaurantes tradicionais, justamente porque afugenta o turismo de classe média, tanto de brasileiros, quanto sul-americanos.

Desordem (1) – Os fiscais da prefeitura fazem varreduras periódicas na região central de Florianópolis. Mas os ambulantes ilegais voltam a ocupar calçadas e calçadões, à procura de clientela certa: consumidores que adquirem qualquer coisa, desde que custe muito menos do que nas lojas convencionais.

Desordem (2) – Sandálias, óculos, toalhas, biquínis, lingerie e outros produtos típicos da estação de veraneio são vendidos por preço de banana e sem nenhum tipo de garantia de qualidade. A maior parte dos vendedores vem de outros Estados e países do Cone Sul e não tem licença oficial para trabalhar nas ruas.

Desordem (3) – É impressionante também a quantidade de ambulantes ilegais que atuam à vontade nas praias do Norte da Ilha, afrontando o comércio formal – aquele que paga impostos e gera empregos. Não há dúvida que o poder público perdeu o controle sobre o que acontece nas ruas da cidade.

Risco à saúde – Em algumas barracas de camelô, à beira da praia, os vendedores utilizam um equipamento capaz de provar para o consumidor incrédulo que os óculos escuros comercializados possuem proteção contra os raios ultravioleta (UV), considerados os mais nocivos à pele e aos olhos.

Risco ao bolso – Compradores fazem fila para adquirir óculos que imitam marcas famosas ao preço de R$ 30. Acessórios de qualidade, vendidos em óticas especializadas, custam cinco ou 10 vezes o valor dos vendidos pelos camelôs. Quem já comprou, garante: os óculos baratos não duram um mês.

Rapaziada alegre – O bloco Pauta que Pariu, que reúne os jornalistas de Santa Catarina, já definiu a data e o local do seu Carnaval: 13 de fevereiro, sábado, a partir do meio-dia, na Kibelândia. Depois, Praça 15 e arredores.

Gentarada – Do comendador Roberto Laus para a coluna, sobre o turismo em Florianópolis: “De que adianta uma campanha ostensiva por parte dos órgãos de promoção ao turismo, se não existe infraestrutura para atender a demanda desta gentarada que invade a Ilha?

‘Mirandas’ – Prossegue Roberto Laus: “E os ‘mirandas’ argentinos (de baixo poder aquisitivo) que não gastam: miram, miram… e se mandam pros supermercados, formando um belo piquenique por onde passam”.

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Jornalistas de Bobeira

Recomendo aos amigos o blog Jornalistas de Bobeira, que traz de volta o Cesar Valente e o Mário Medaglia, sempre com as penas afiadas. Tem mais a companhia do Nei Duclós, que dispensa apresentações. É bárbaro. Aqui.

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Coluna de 26 de janeiro

 Estado de terror

Assassinatos praticados contra inocentes comovem a sociedade. Na capital, uma menina de 15 anos, no dia de seu aniversário. Em Balneário Camboriú, uma jovem de 26 anos. Até quando viveremos nesse estado de terror?

Onde está a PM?

Em Balneário Camboriú, a Polícia Militar mantém barreiras em todas as entradas (e saídas) do município, inclusive na ligação interna – Avenida Osvaldo Reis – para Itajaí. Em Porto Belo e Bombinhas, a mesma coisa: todos os automóveis e motocicletas passam, necessariamente, por um pente-fino da PM. Na região Norte da Ilha também são frequentes as abordagens

O que parece incompreensível aos moradores da Grande Florianópolis é que as viaturas da PM desapareceram das ruas – ou rodam em número escasso por alguns bairros – e há muito tempo não se realizam comandos de fiscalização. Quantas vezes os florianopolitanos, por exemplo, puderam observar ações da PM no aterro da baía Sul e na Avenida Beira-mar Norte? O bandido que chega à cidade se sente, sim, muito à vontade, porque não vê a presença ostensiva da PM nas ruas. De que adianta promover blitzen só nas praias, se os criminosos já se espalharam pela ilha?

Posto vira depósito

O leitor N.O.S informa por e-mail o seguinte sobre o posto da PM na Praia do Meio (Coqueiros): “Este postinho está com problemas nos telhados, o mato crescendo e dando aquele aspecto de abandono. A sala existente dentro do postinho está entulhada com vários móveis doados pelos moradores, que não servem para nada mais. Não sei mais a quem recorrer”.

Prejuízo

Comunidade do bairro Forquilhas, ao lado do Loteamento Lisboa, em São José, reclama da ausência da Polícia Militar no patrulhamento das ruas. Na semana passada um cidadão amargou o prejuízo de R$ 10 mil, depois que assaltantes invadiram sua residência. Comunicada, a PM não deu a mínima para a ocorrência.

Samba arrastado

Equipe do Notícias do Dia foi à Passarela Nego Quirido no sábado à noite para cobrir o ensaio técnico da Unidos da Coloninha. Areia, terra e barro por todos os lados, buracos, rachaduras no asfalto, luz apagada na passarela, falta de infraestrutura (banheiros, por exemplo), entre outros problemas. Em consequência, a Coloninha teve que realizar um ensaio não-técnico na área do Centro Sul.

Cultura municipal

Tomam posse hoje os 30 membros do Conselho Municipal de Política Cultural de Florianópolis. A composição é democrática: metade dos membros foi escolhida na Conferência Municipal de Cultura; a outra metade é constituída por nomes escolhidos pelo poder público. Um dos membros é o presidente do Conselho Estadual, Edson Machado.

Patrimônio

Leitor encaminhou a imagem e um questionamento: esse casarão histórico de Santo Antônio de Lisboa está sendo restaurado, mas aparentemente não há respeito às características arquitetônicas originais, em especial no segundo piso. Uma placa informa que a obra tem o respaldo do IPUF, mas não há referência ao IPHAN, que precisa ser ouvido em casos semelhantes. O casarão fica na Praça Roldão Pires. O imperador D. Pedro 2º. passou por ali durante sua visita à Ilha de Santa Catarina, em 1845.

Quase parando…

Quem enfrenta longos engarrafamentos todos os dias acaba se acostumando com a lentidão do trânsito. Engata a primeira, a segunda, pisa no freio, de novo a primeira, de novo a segunda – e isso vira uma rotina conformista. Mas quem não tem que encarar essa agonia fica naturalmente indignado com a inoperância do poder público.

… Ou parando

O acesso da BR-282 à BR-101, em Palhoça, é um dos inúmeros pontos de estrangulamento da Grande Florianópolis. Leva-se, invariavelmente, de meia hora a 40 minutos para ingressar na 101 ou rumar para Palhoça. O que acontece ali é uma prova inequívoca de que o DNIT precisa intervir imediatamente para solucionar o problema.

Festança

Festa de aniversário do advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho, nesta quinta-feira, deve reunir a nata do mundo jurídico, político e empresarial da Grande Florianópolis. Gastãozinho, como é carinhosamente chamado pelos amigos, vai completar 40 anos recebendo os convidados em grande estilo, no salão de festas do condomínio La Perle.

Encrenca das grandes

A implantação da Avenida Beira-mar Continental, em Florianópolis, já vinha devagar-quase-parando. Agora, com decisão do Ministério Público Federal que denunciou o prefeito e a prefeitura por irregularidades ambientais, o sonho do Continente pode entrar num longo compasso de espera. Se a Justiça Federal decidir pela abertura de um processo criminal, as obras podem levar muitos anos para serem concluídas – se forem.

Atenção à conta

A Embratel mandou uma conta no valor de R$ 30 com uma série de ligações fixo-móvel do número da residência de um leitor para o celular da esposa dele. Detalhe 1: todas feitas na antevéspera de Natal, quando o casal estava a 300 quilômetros de Florianópolis. Detalhe 2: foi a segunda vez em três meses que a empresa enviou conta com ligações nunca feitas.

Presença

Se faltam argentinos em Florianópolis, eles de alguma maneira “sobram” nas praias do litoral Norte. Ontem, com a volta do sol  e do calor, havia centenas de hermanos circulando pelas praias de Balneário Camboriú, Itapema e Bombinhas. Nesta última, predominavam famílias de classe média e classe média alta.

Turismo restrito

A alta temporada turística favorece poucos municípios da área rural da Grande Florianópolis. São raros os automóveis de turistas que passam por alguns dos mais belos paraísos da região, como São Bonifácio, Anitápolis, Rancho Queimado, Angelina e São Pedro de Alcântara. Os prefeitos esperam pela implantação de um circuito turístico-cultural, que favoreça a integração regional.

Frase (fora da coluna)

“Eu não sei qual o segredo do sucesso, mas o segredo do fracasso é tentar agradar todo mundo.” (Bill Cosby)

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Coluna de 25 de janeiro

Plano Diretor: agora vai?

O Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF) está chamando a população para participar da segunda oficina do Plano Diretor Participativo, que acontecerá entre os dias 2 e 4 de fevereiro.

O Plano Diretor da Capital é assim mesmo: de vez em quando aparece uma notícia dando conta de que as coisas estão caminhando. Estranho, mesmo, é que o documento deveria estar pronto em 2006, conforme estipulou o Estatuto da Cidade, e continua nessa marola interminável.

A verdade é que houve sérios problemas nas etapas iniciais, por conta de questões mal-encaminhadas pelo próprio IPUF.

Uma fonte da prefeitura ouvida pela coluna na semana passada informou que “agora vamos para a etapa técnica”, querendo dizer, evidentemente, que esta é a parte final. A mesma fonte garante que a proposta do novo Plano Diretor estará ainda no primeiro semestre (de 2010!) na Câmara de Vereadores, que é a instância definitiva para aprovação do documento.

O que se espera é que isso aconteça de fato, para que a cidade consiga estabelecer as regras essenciais ao seu desenvolvimento. Do jeito que está, Florianópolis vai se desmontando dia a dia, perdendo o que tem de melhor, que é a qualidade de vida.

Vergonha

Não bastassem a utilização da Praça 15 e do Largo da Alfândega como dormitórios ao ar livre, a cidade tem um outro cantinho que é disputado pelos moradores de rua: o Terminal Cidade de Florianópolis, também chamado de “Terminal Velho”. Trabalhadores que chegam cedo para encarar o batente tropeçam em bêbados e drogados que se espalham pelo espaço.

Ausência

Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, João Eduardo Amaral Moritz (Janja) enviou mensagem afirmando que “a falta dos turistas argentinos em Santa Catarina fez com que a taxa de ocupação dos mesmos na rede hoteleira associada à ABIH caísse em torno de 40% na primeira quinzena de janeiro”. A ausência dos argentinos, aliás, é visível nas ruas, nos balneários e nos shoppings da Capital.

Presença

Se faltam argentinos em Florianópolis, eles de alguma maneira “sobram” nas praias do litoral Norte. Ontem, com a abertura do sol no período da tarde, havia centenas de hermanos circulando pelas praias de Balneário Camboriú, Itapema e Bombinhas. Nesta última, predominavam famílias de classe média e classe média alta.

Terreno inútil

Mistério. Ninguém sabe por que esta área central está abandonada

Uma das áreas mais nobres de Florianópolis, na esquina da Avenida Beira-mar Norte com Mauro Ramos e Bocaiúva, segue misteriosamente abandonada. Tem 1.200 metros quadrados, pertence ao Exército, está cercada e não serve para nada. Numa estimativa moderada, feita para a coluna por um empresário da construção civil, o terreno baldio deve valer uns R$ 7 milhões. E poderia servir, por exemplo, para a implantação de uma praça.

Literatura

O Plano Nacional de Livro e Leitura vai ser discutido na Assembleia Setorial de Livro e Leitura de Santa Catarina, que acontece hoje, entre 13h30 e 18h30, na sede da Casa da Memória, em Florianópolis. A assembleia é aberta a todos os envolvidos nas cadeias produtiva e criativa do livro e mediadora de leitura em Santa Catarina.

Adeus, carnê

Com exceção de algumas lojas locais, a maior parte das grandes redes de varejo já exterminou de suas práticas de crediário a figura do carnê. Os maiores magazines preferem os pagamentos on-line, em boletos ou cartões de crédito. As redes locais, no entanto, seguem a lógica do velho capitalismo: quando o cliente vai ao caixa pagar o carnê, geralmente compra um outro produto ou planeja a aquisição para os meses seguintes.

Massacre

É impressionante a quantidade de mensagens eletrônicas disparadas pelo diretório do PSDB e pelos admiradores do vice-governador Leonel Pavan para os mais diversos destinatários, colunistas incluídos. Há uma verdadeira corrente pra frente dos tucanos tentando espalhar, por toda Santa Catarina, a ideia de que seu líder maior é inocente.

Cotidiano violento

Vinte assaltos a ônibus nos 20 primeiros dias de janeiro. Um assalto por dia. Situação vivida no município de Palhoça, que perdeu o controle sobre seu crescimento populacional. A Polícia Militar, que tem um batalhão na cidade, diz que está agindo. Mas a pergunta da cidadania é uma só: por que a PM não está atuando como antes em tantos lugares da Grande Florianópolis? Onde estão as viaturas? A cavalaria? E os soldados pagos com dinheiro público? Tem alguma coisa errada. E não é com os praças.

Beira-mar

A Celesc está instalando cabos subterrâneos na Avenida Beira-mar Norte. O jornalista Breno Maestri analisa: “A Celesc promete uma revitalização por onde passa, inclusive com o aumento da largura da calçada (já era tempo). Será que não é o caso de também colocarem uma proteção entre a pista e a ciclovia, aquelas do tipo New Jersey, não tão altas quanto as utilizadas na SC-401, mas que protejam melhor ciclistas e pedestres?”.

Saúde e asfalto

Nas entrevistas concedidas à Rádio Guarujá, durante a semana passada, os prefeitos da região metropolitana destacaram ações de saúde e de infraestrutura como as mais importantes no primeiro ano de mandato (2009). E pelo jeito vai continuar sendo assim em 2010: saúde em primeiro e asfalto em segundo lugar. É o que garante votos, simpatia e reconhecimento popular.

Folga

A região secundária do comércio central de Florianópolis não está funcionando com força total aos sábados. Até salões de beleza fecham as portas por causa da falta de movimento. Na região principal – o calçadão – muitas lojas também dão folgas (ou férias) para os funcionários em janeiro, por causa da falta de clientes. “Está todo mundo na praia”, afirmou à coluna, no sábado, um comerciante da Rua Felipe Schmidt.

Desconhecidos

Após conferir a nominata do Conselho Estadual de Cultura, leitor escreveu à coluna para perguntar quem são alguns ilustres desconhecidos que integram a entidade máxima da cultura catarinense, responsável pela escolha de relevantes projetos que são financiados pelo poder público. A verdade é que o colunista também não faz a menor ideia.

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Coluna de 23 e 24 de janeiro

Ciclistas maltratados

A Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (Viaciclo), ONG que atua na defesa dos ciclistas e das ciclovias em Florianópolis, denuncia à prefeitura: as obras do elevado do trevo da Seta interromperam a passagem de ciclistas e pedestres pelo local, impedindo-os de alcançar a ciclovia e a calçada da Via Expressa e outros equipamentos do aterro. “Regra geral, todo ‘melhoramento viário’ tem significado a piora da vida de ciclistas, pedestres e cadeirantes, pois tudo fica mais longe e mais perigoso: para tentar incluir ainda mais os carros, exclui-se o ser humano”, diz o diretor Administrativo da Viaciclo, André Geraldo Soares.

Numa cidade caótica como Florianópolis é indispensável que as autoridades tomem providências no sentido de ampliar espaços de circulação para os que não querem andar de automóvel ou de ônibus.

Mais respeito a ciclistas, pedestres e cadeirantes é o mínimo que se espera, nestes tempos de mobilidade quase impossível em Florianópolis e região. Mais respeito, no caso, significa tomar providências, implantar melhorias que signifiquem soluções.

MEMÓRIA

Esta é pra machucar o coração: cenário da Baía Sul na década de 1960, com o Morro do Cambirela ao fundo e, no meio, a Ilha do Carvão. Esse entreposto de abastecimento dos navios que chegavam ao porto de Florianópolis foi destruído em 1972 para dar lugar ao aterro, durante a construção da segunda ponte, a Colombo Salles.

Pilha

De um atento observador do cotidiano político de Santa Catarina: “A gente conhece o tamanho de uma crise pelo nervosismo dos assessores de imprensa de algumas autoridades”.

Carnavalesco

O vice-governador licenciado, Leonel Pavan, sempre se destacou durante o Carnaval como um dos mais animados foliões da Passarela Nego Quirido. Mesmo com problemas de mobilidade, Pavan nunca deixou de aparecer no sambódromo apoiado em sua bengala. Este ano, com certeza, o vice não dará o ar de sua graça na pista florianopolitana.

Sinal de vida

A coluna noticiou no início da semana a falta de movimento policial no balneário Daniela, um dos mais movimentados da Ilha. Leitora atenta registrou, na sexta-feira: “Passei por lá cedinho e havia sinal de vida no posto da PM. Pelo menos uma viatura na garagem e a luz de dentro acesa”. Já é alguma coisa.

Falta de respeito

Lamentável a paralisação dos motoristas e cobradores promovida na manhã de sexta-feira. Os passageiros que aguardavam ônibus da empresa Estrela no Terminal de Integração do Centro (Ticen) souberam da manifestação pelos repórteres das emissoras de rádio que circulavam pelo local.

Ilegalidade

A paralisação isolada dos motoristas e cobradores da Estrela, na sexta-feira pela manhã, motivou a divulgação de uma nota oficial da diretoria da empresa. No texto distribuído à imprensa os diretores apontam a ilegalidade do ato promovido pelo sindicato, “uma vez que desrespeitou liminar que proíbe o bloqueio da sede, dos veículos e do terminal operado pela empresa”.

Mais ilegalidades

Outro ponto destacado na nota da Estrela foi a “falta de aviso prévio (exigência legal quando se trata de serviços essenciais, caso do transporte coletivo) e sem a realização de assembleia da categoria”. Quanto à demissão de um funcionário, que teria sido a causa da paralisação, a empresa explicou que ele não tinha estabilidade no emprego.

Turismo (1)

O presidente do Conselho Estadual de Turismo, Aristides Niehues, quer tornar as decisões do Conselho cada vez mais técnicas e tem o aval do secretário Gilmar Knaesel. Para facilitar essa missão, foram criadas as câmaras temáticas e nomeados os representantes.

Turismo (2)

A criação das câmaras é uma determinação legal, mas até então elas ainda não existiam. Fazem parte das câmaras representantes dos vários setores que formam o trade turístico. A primeira tarefa das câmaras agora é analisar os projetos que foram apresentados para este ano.

Água para o Haiti

A Casan doou um carregamento de 2 mil caixas, com 100 mil copos de água envasados pela companhia, para o povo haitiano. A entrega foi efetuada diretamente no Quartel do 63º Batalhão de Infantaria. A doação será embarcada no avião da FAB que levará bombeiros catarinenses que vão auxiliar na remoção dos escombros em Porto Príncipe.

Tijucas, 150

Tijucas já tem um calendário definido para a comemoração dos 150 anos de fundação, que acontece em 13 de junho. Ao lançar a Comissão Especial dos 150 Anos de Emancipação de Tijucas, o prefeito Elmis Mannrich destacou a importância do envolvimento de toda a população nos festejos.

Itajaí, 150

Outro município que celebra 150 anos em 2010 – curiosamente, dois dias depois, em 15 de junho – é Itajaí, onde o prefeito Jandir Bellini também já nomeou comissão especial para a comemoração. Itajaí e Tijucas foram desmembrados de Porto Belo, que tinha, à época, uma das maiores extensões territoriais do Estado.

Amostragem

Sexta-feira de tempo nublado, o colunista foi ao estacionamento de um dos shoppings da cidade para conferir as placas dos automóveis de turistas. Havia uma meia dúzia de veículos procedentes da Argentina e dezenas de carros do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e interior do Estado.

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Coluna de 22 de janeiro

Ameaça à cidadania

Mais uma vez circulam informações sobre uma eventual paralisação do sistema de transporte coletivo da Capital. Aparentemente, segundo o que foi divulgado ontem, por motivo banal: as multas aplicadas – de forma correta – aos coletivos que estacionam de maneira irregular no próprio terminal central (Ticen). Não é uma ameaça nova. Já houve corre-corre no mês de dezembro, por conta desse problema.

O que mais irrita a cidadania quanto a isso é o tom utilizado pelo sindicato de motoristas e cobradores (Sintraturb): o dirigente Antônio Carlos Martins disse que a paralisação-relâmpago pode acontecer a qualquer momento. Absurdo.

O caso obviamente precisa ser resolvido entre as partes interessadas – a saber, prefeitura, empresas e trabalhadores. A população não tem nada a ver com a história.

Spray

Dirigir pela BR-101 Norte exige muitos cuidados o tempo inteiro. Com chuva, pior ainda. Leitor ligou de Tijucas, ontem, para dizer que a falta de drenagem da pista praticamente impedia o tráfego.

Cultura hoje

Por equívoco da fonte – e não da coluna –, informamos aqui que a posse dos novos membros do Conselho Estadual de Cultura seria ontem. Na verdade, o ato acontece hoje, às 15 horas, conforme mensagem recebida do novo presidente, artista plástico Edson Busch Machado, e da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte.

Agilidade

A reunião do Conselho Estadual de Cultura marcará, segundo Edson Busch Machado, ”o início do intenso trabalho do colegiado, para o ágil encaminhamento nas análises de centenas de projetos de quase todos os municípios de Santa Catarina. Além disso, haverá amplo debate sobre o desenvolvimento das questões culturais em nosso Estado, pelo conceito da descentralização”.

Personalidades

Sobre nota publicada ontem na coluna o novo presidente do Conselho Estadual de Cultura, Edson Busch Machado, ironizou em e-mail enviado à coluna: “Nas artes, na cultura e nas comunicações, somos todos um pouco ‘personalidades polêmicas e controvertidas’. Alguns mais que os outros”.

Nomes

Os nomes corretos dos novos membros do Conselho Estadual de Cultura, corrigidos em mensagem encaminhada pela Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte são estes: Marco Anselmo Vasques, Sueli Maria Vanzoita Petry, Joel Gehlen e Maria Cirico Raizer.

Sucatão

A ambulância da prefeitura de Florianópolis destruída no acidente de ontem, na Avenida Ivo Silveira, que matou o motorista Orlando João Pereira, era uma Chevrolet Ipanema. Automóvel que deixou de ser fabricado em 1998. Por que a rica prefeitura da Capital não renova sua frota?

Boca limpa

Sobre a nota “Boca Braba”, de ontem: a imagem foi registrada na terça-feira. Na quarta-feira, os moradores de rua que ocupavam o local atearam fogo no lixão acumulado na Avenida Josué Di Bernardi. Ontem, a prefeitura de São José fez a sua parte: incluiu aquela calçada sob o viaduto da BR-282 na Operação Cidade Limpa. Ação rápida, efetiva, que merece aplausos.

Reurbanização

É bom que se diga que, na verdade, a prefeitura de São José já tinha programado a operação de ontem na Avenida Josué Di Bernardi, não apenas para acabar com a pouca-vergonha do lixão. Aquele trecho estará em obras nos próximos meses para implantação da alça de retorno, em mão inglesa, para facilitar o trânsito de veículos na região.

Gigante

Uma das notícias mais aguardadas pelo mercado de shoppings centers na Grande Florianópolis era relacionada a uma das âncoras do shopping Via Catarina, que será inaugurado em Palhoça, no mês de abril. Ontem, o superintendente Sérgio Monlevad confirmou a presença de uma filial da gigante Marisa, com 1,3 mil metros quadrados.

Nas ruas ou na garagem?

A Polícia Militar entrega hoje, às 16 horas, no pátio do 4º Batalhão, 11 viaturas e 10 motocicletas para batalhões que atuam na Capital. Os veículos foram adquiridos com recursos do convênio de trânsito firmado entre Detran, IPUF e PM. A pergunta que não quer calar: as viaturas vão mesmo patrulhar a cidade ou seguirão para as garagens da PM?

Ein Prosit (1)

Festa é uma coisa, entre tantas outras, que os descendentes de alemães adoram fazer. Já estão definidos dois animados eventos da Associação Cultural Deutsche Welt, que reúne pesquisadores, descendentes e apaixonados em geral pela cultura germânica: a 6ª Stammtisch, em São José, no dia 3 de abril, e a 11ª Deutsches Fest (baile alemão), em Florianópolis, dia 15 de maio.

Ein Prosit (2)

A primeira colônia alemã de Santa Catarina, São Pedro de Alcântara, igualmente definiu sua primeira festa de 2010, também uma Stammtisch: será em 25 de abril, em frente à Igreja Matriz. Entre as atrações, bandas típicas, concurso de chope em metro e serrador, concurso de chope em equipes e danças folclóricas. (Traduções – Stammtisch quer dizer “encontro de amigos”; Ein prosit significa “um brinde” ou “saúde”).

Bolivarianos

Quem duvida da força do bolivarismo é porque não conhece uma das homenagens prestadas ao ícone do presidente venezuelano Hugo Chávez na Grande Florianópolis. Em Tijucas, um conjunto habitacional popular, patrocinado pelo Governo Federal, foi batizado com o nome de Simon Bolívar, personagem que não tem qualquer relação com a História de Santa Catarina.

Febre extinta

Amigo da coluna saiu às ruas com o objetivo de comprar brinquedos para uma festa de pré-Carnaval. A ideia dele, e de seus amigos, era adquirir peças baratas, de acordo com as possibilidades de cada um. “Caminhei pelas vias centrais de Florianópolis e não encontrei mais aquelas lojas de R$ 1,99. Não existem mais. Agora é tudo ‘a partir de R$ 2,99′”.

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Nota — Coluna publicada na página 23 do jornal Notícias do Dia. A coluna é reproduzida aqui apenas no fim da tarde porque a edição impressa tem prevalência sobre a divulgação virtual. Em breve o ND incorporará esta coluna e o blog ao seu portal.

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Coluna de 21 de janeiro

Queremos a praça de volta!

Na imagem que a coluna resgata de seu arquivo particular, uma banda local se apresentava no coreto da Praça 15 de Novembro, no ano 2000. Os músicos seguiam uma programação cultural permanente da prefeitura de Florianópolis, através da Fundação Franklin Cascaes.

Dez anos depois, quem passa pela Praça 15 de Novembro diariamente sente falta desse “espírito” da cidade, dessa suavidade provinciana e autenticamente florianopolitana. A praça, marco zero da cidade em conjunto com a Casa do Governo e a Igreja Matriz, está abandonada, maltratada, ocupada por cães vadios, homens e mulheres errantes, pastores à procura de fiéis, tocadores de músicas exóticas. Não há cuidado por parte do poder público com um dos patrimônios mais bonitos e maravilhosos de Florianópolis, que deveria ser um espaço da cidadania e do prazer.

Pouco importam os motivos que nos levam a passar e passear pela Praça 15. Alguns querem o prazer do descanso. Outros querem ouvir o canto dos pássaros. Outros ainda pretendem apenas uma partida de dominó ou o saudável encontro com os amigos e conhecidos.

Curtir a praça em paz, como nos versos do Rancho de Amor à Ilha (“Ilha da velha figueira / onde em tarde fagueira / vou ler meu jornal”) não é mais possível. E nem nos chamem de nostálgicos, de elitistas ou de puristas. Praças existem para promover o convívio humano, não para servir de depósito de desocupados, bandidos, bêbados e drogados. Chega! A Praça 15 precisa ser resgatada, mantida e fiscalizada pelo poder público! 

O brinquedo

A Polícia Militar pretende inovar na forma de deslocamento de seus homens, utilizando um patinete motorizado. O brinquedo está em teste. O leitor R.S., em e-mail para a coluna, observa que o patinete tem problemas de mobilidade e velocidade, completando: “Parece que estão querendo brincar com a nossa inteligência”.

Carrinho de sorvete

A turma de gozadores de Palhoça não é fácil: dizem que o sabor de sorvete mais popular no município, nesta temporada de sol abrasador, é o de abacaxi. Não se fala, nem se saboreia, outra coisa na Praça 7 de Setembro.

Leitura e carinho

Este colunista agradece a todos os leitores que enviaram mensagens – desde a interinidade no espaço de Paulo Alceu –, com sugestões, críticas e manifestações carinhosas. Todos são sempre bem-vindos a este espaço, que pretende ser plural, democrático e aberto à celebração da cidadania.

Descendo o sarrafo (1)

O prefeito Dário Berger foi o entrevistado do Conexão da Manhã, ontem, na Rádio Guarujá. Respondeu a dezenas de perguntas encaminhadas pelos ouvintes e apresentadas pelo âncora Polidoro Júnior. A maior parte delas, de caráter administrativo.

Descendo o sarrafo (2)

Para Dário Berger, vai tudo bem com a Capital e os problemas de infraestrutura são questões pontuais. O prefeito aproveitou para, mais uma vez, descer a lenha nos críticos. Segundo ele, quem divulga os problemas da cidade é porque não gosta de Florianópolis. Vejam só.

Unimed

A coluna recebeu resposta da Unimed a uma nota publicada na edição de segunda-feira. Ei-la: “A Unimed Grande Florianópolis informa que não foi intimada oficialmente sobre a decisão do Tribunal de Justiça da Santa Catarina, referente à condenação da Cooperativa ao pagamento de multa por danos morais a uma cliente. A empresa afirma que, na ocasião, em 2006, cumpriu as determinações do contrato da cliente, regulamentado pela a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e, por isso, caso seja intimada, recorrerá da decisão ao Supremo Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal”.

Conselho

Será hoje, às 15 horas, a posse do artista plástico Edson Busch Machado na presidência do Conselho Estadual de Cultura. Tomam posse também quatro novos conselheiros: Marco Anselmo Vasques, Sueli Maria Vanzoita Petri, Joel Ghelen e Maria Cirico Roizer.

Repúdio

Na posse do Conselho Estadual de Cultura todas as atenções do mundo cultural estarão voltadas para Edson Machado, personalidade polêmica e controvertida. A designação dele para a presidência do CEC vem sendo repudiada por diferentes instâncias culturais do Estado.

Boca braba

Confira a imagem, leitor: não se trata de um cenário de guerra, nem de terremoto: é um depósito de lixo embaixo do viaduto da Via Expressa (BR-282), na Avenida Josué Di Bernardi, São José. E acredite: tem gente que mora no meio dessa tralha. Duas mulheres, feito bichos, emergiram de um amontoado de placas de papelão para ameaçar a equipe do Notícias do Dia que parou para registrar essa pouca-vergonha urbana.

Apelação barata

Recorrer à construção de personagens caricatos para representar a comunidade gay e, assim, aumentar a audiência de um programa televisivo superado, é um recurso medíocre e, por que não dizer, abertamente preconceituoso. O espetáculo está se repetindo todos os dias na décima edição do BBB, um programa que não conseguiu se renovar e, agora, luta contra o fracasso de público.

Centro Histórico

Preocupada com a degradação urbana nos arredores da Rua João Pinto, a CDL de Florianópolis está mobilizando os lojistas locais em busca de soluções para a recuperação da área. Entre as demandas mais urgentes apontadas pelos comerciantes está a presença mais efetiva da PM e da Guarda Municipal.

Terminal

A CDL da Capital reivindica também a reativação imediata do Terminal Cidade de Florianópolis, com o retorno das linhas intermunicipais. Outra preocupação é resgatar o valor histórico da região, estimulando a circulação de pedestres com eventos de cunho popular.

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Coluna de 20 de janeiro

Uma explicação inicial: substituí o colunista Paulo Alceu no Notícias do Dia no período de 29 de dezembro a 18 de janeiro. Com a volta do titular, fiquei sem coluna por um dia – o 19 de janeiro. Por decisão da diretoria do jornal, passei a ter minha própria coluna no ND, com o título Ponto Final, publicada sempre na penúltima página. É esta, a primeira, que está reproduzida abaixo.

Até que o novo portal da RIC/Notícias do Dia contemple todas as colunas — e blogs dos colunistas — continuarei reproduzindo aqui a coluna, tal e qual sai no jornal impresso, todos os dias. E a razão é muito simples: muitos que lêem este blog não moram na região metropolitana de Florianópolis e não têm acesso ao conteúdo do ND. Daí que podem ler os meus textos neste espaço.

Não deixe o samba morrer

Nega Tide teve uma despedida de estrela. A sala de velório do Cemitério São Francisco de Assis tornou-se pequena para tanta gente que queria dar adeus à grande sambista catarinense, símbolo da alegria, do talento e da beleza do Carnaval florianopolitano.

O caixão foi retirado para a rua e, à sombra de uma árvore, sambistas de todas as escolas formaram uma roda de samba e cantaram o hino da Copa Lord (“Quem vem lá / De amarelo, vermelho e branco / Levantando a poeira do chão”), composição imortal do Avez-Vous, criada em 1965.

A seguir, o padre Vilson Groh, que há muitos anos atua na comunidade do Morro da Caixa, comandou as orações, recitadas pela maioria dos presentes. Logo a liturgia católica seria substituída de novo pelos sons dos tamborins, dos surdos, dos pandeiros e das vozes dos amigos e admiradores da mulher que sintetizou o Carnaval de Florianópolis.

O corpo de Nega Tide subiu a colina do Cemitério São Francisco de Assis ao som do clássico “Não deixe o samba morrer”, de Alcione, entoado pela maioria das pessoas presentes aos atos fúnebres. Nem o forte calor das 15 horas impediu a emoção, a tristeza e a alegria. A morte da eterna Cidadã-Samba foi, sim, uma celebração do Carnaval no que ele tem de melhor: a autenticidade cultural.

Happening

O enterro da sambista Nega Tide foi um verdadeiro happening cultural, social e político de Florianópolis. Não se tem notícia de sepultamento recente que tenha reunido tanta gente da cidade.

Força política

Fortemente ligada ao PMDB, tendo sido até candidata a vereadora, Nega Tide recebeu o adeus de algumas das personalidades marcantes do partido, como os ex-governadores Paulo Afonso, Casildo Maldaner e Eduardo Pinho Moreira. O prefeito Dário Berger e o vice-prefeito João Batista Nunes também compareceram ao Cemitério São Francisco de Assis.

Dom do samba

Ainda estiveram no velório e enterro representantes de outros partidos, como PP, DEM, PPS e PT. A Cidadã-Samba tinha o dom de atrair a atenção de todos, pela capacidade de comunicação e, principalmente, pelo enorme carinho que devotava à cidade, aos amigos, admiradores e, até, aos adversários políticos. 

Ex-chefe

Quem também apareceu no enterro de Nega Tide foi o ex-secretário Mário Cavallazzi. A sambista prestava serviços ultimamente à Secretaria de Turismo da Capital, chefiada por Cavallazzi até o início deste ano. Ela era funcionária pública aposentada do Estado.

Cerveja nas rodas

Como em qualquer evento de samba, a despedida de Nega Tide também teve muita cerveja circulando pelas rodas que se formaram. Não apenas porque cerveja combina com a música popular, mas também porque era uma companheira indispensável naquele momento da tarde, quando os termômetros marcavam cerca de 33º C.

Sambas unidos

A letras dos sambas enredos das cinco escolas de Florianópolis já estão disponíveis no site da prefeitura http://portal.pmf.sc.gov.br/entidades/turismo/. Para ouvir os sambas é preciso baixar as músicas, que estão em formato MP3.

Pente-fino

O controle das contas públicas na própria origem – a prefeitura – é o segredo para evitar problemas com a Justiça e com o Tribunal de Contas. Em Biguaçu, conforme o prefeito José Castelo Deschamps, nenhuma despesa é realizada sem previsão orçamentária, passando a seguir por rigorosa análise da procuradoria municipal.

Irresponsáveis

Seis motoristas foram presos em estado de embriaguez no fim de semana. Mas esses foram os que Polícia Rodoviária Federal conseguiu flagrar. Nem é bom pensar nos outros cretinos que seguem impunes porque não são parados nas blitzen da PRF.

Centenário de ARS

O dia 18 deste mês (segunda-feira) assinalou o 99° ano de nascimento do ex-governador Aderbal Ramos da Silva, que faleceu em 1985. É de se esperar que a agenda do futuro governador, que assumirá em 1° de janeiro de 2011, inclua uma programação especial relativa ao centenário de ARS, um dos grandes caciques políticos do século 20.

Amor e Humildade

O Centro Espírita Amor e Humildade do Apóstolo completa 100 anos de existência nesta quarta-feira. É o terceiro mais antigo do Estado e desenvolve atividades espirituais e sociais. É um dos mais importantes centros de solidariedade de Florianópolis.

Trânsito melhor

Apesar de uma solução emergencial – a abertura de uma faixa provisória dentro de um terreno – automóveis voltaram a tumultuar o trânsito ontem na Avenida Mauro Ramos. Todos em fila para abastecer no único posto que vende combustíveis a preços muito mais baixos do que a maioria. A falta de cidadania dos motoristas é o objetivo da campanha “Quem faz o trânsito melhor é você”, da RIC em parceria com a Intelbras.

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