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Archive for dezembro \25\UTC 2009

Crônica – Olsen Jr.

Olá, camaradas, salve! Tirar férias das férias dá nisso… Essa crônica deveria ter sido enviada na sexta-feira passada… Enfim, está aí, e na sexta agora, tudo volta ao que era antes… O texto fala de retomada, de consciência… Então, a música pode ser essa…

“My Way”

Que vem a ser a versão inglesa/americana feita por Paul Anka da música (original) que é francesa e se chama “Comme d’habitude” de Claude François e Jacques Revaux lançada em 1967 na França…  Paul Anka fez a versão em inglês e só manteve a melodia, a letra é completamente diferente da original… Lá como aqui, lembra-se do Renato e Seus Blue Caps fazendo versão dos Beatles? Frank Sinatra gravou-a em 1968… Tudo ia bem até o senhor Elvis Presley decidir gravá-la… Matou a pau… É a minha interpretação favorita… Isso que foi gravada ao vivo no Hawaii em 1971, confiram aí… Vai o texto da crônica como carinho de sempre do poeta! Se 2010 for como esse que passou, estou “ferrado”… Até!

FECHADO PARA BALANÇO 

Olsen Jr.

Supondo que se pudesse emprestar este “recurso administrativo” de gerenciamento de empresas para uma causa humana e individual, quando interrogado sobre como me sinto nesse final de ano, respondo: “fechado para balanço”.

Não que tenha demasiados produtos para fazer o tal recenseamento, tampouco que “eles” valham muito, mas é o que disponho e com esses que devo contar. Tenho consciência de que se fosse uma loja de artesanato, de manufatura morosa e acima do poder aquisitivo mundano, já estaria trabalhando no prejuízo há muito tempo.

O que tenho a meu favor nesse empreendimento é o fato de não precisar despender recursos com mão de obra de terceiros e também não dispor de funcionários para trabalhar na área, a menos que se considerem os ditos “fantasmas” do ofício, mas esses são generosos, sempre aparecem em grande número e se divertem com o meu empenho em tentar entendê-los e, mais ainda quando me percebem buscando tirar algum proveito dessas incursões malogradas que fazem imaginando talvez, que com isso, sabotem o “meu fazer”.

Alguma coisa tem de ser feita, penso, senão enlouqueço.

Lembro do Scott Fitzgerald e naquela série de textos que publicou com o título “A Derrocada” (em inglês, “The Crack-up”), falando de sua vida, como ela era (glamourosa, rica e bem sucedida) e de como ela estava no momento em que se confessava publicamente (no semi-anonimato, pobre e fracassada)… Ernest Hemingway achou tudo aquilo um horror porque um homem não poderia se revelar daquela maneira para o mundo, ainda mais sendo um artista porque tinha consciência de que tudo o que acontece para um escritor pode ser-lhe útil, mas isso requer um processo de maturação que só um distanciamento cronológico possibilita e desde que o acontecido seja (re)criado com arte… Mas é outra história.

O que fazer com o material que se tem? É isso. Tenho dado um duro danado, mas não tem sido fácil. Tem horas que parece, tudo está conspirando contra. Pessoas que não conseguem ser dissimuladas sofrem mais. Sim, é necessário não perder de vista o objetivo, custe o que custar. Poucos conseguem. É preciso ter “cojones”, com o perdão pela vulgaridade, a expressão hardboiled (calejado) é mais elegante. Uma minoria chega lá de fato e por isso são poucos os escritores contemporâneos que admiro.

Estamos vivendo uma outra espécie de ditadura, nessa se pode tudo, paradoxalmente ninguém está conseguindo fazer nada. Hoje a ditadura se manifesta de maneira mais sutil: é a covardia em se definir diante da vida, quando esta nova posição implica em perda; é o silêncio diante da barbárie; é a omissão ante a sacanagem quando acontece com os outros; é a falta de diálogo; é o medo de estarmos sendo observados em nosso medo; é a agonia da testemunha que teme o mesmo destino do crime que presenciou…

De repente é aquela grande amizade de 34 anos e você acaba descobrindo que nem era grande e sequer era amizade; aquele amor impossível que te aniquila um pouco todos os dias, mas também de conforta com o simples fato de existir; aquela dor que te mata um pouco gradativamente, sem pressa, mas que você precisa dela para criar (lembra-se do conto “O Rouxinol” de Oscar Wilde?); é a insolência do cotidiano que temos a impressão de que só nós que estamos vendo… Tudo isso massacra, faz você perder as esperanças, e nos versos de um poema do bom e velho Bertolt Brecht, no “Apêlo Endereçado Aos Pósteros”, se descobre que essa percepção do mundo vem de longe:

“… Entretanto sabíamos:/ o ódio contra a baixeza/ também endurece os rostos!/ a ira contra a injustiça/ faz a voz ficar rouca./ Infelizmente, nós, que queríamos preparar o terreno para a amizade, não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos/ Mas vocês, quando chegar o tempo/ em que o homem for amigo do homem,/ pensem em nós com um pouco de simpatia”.

De qualquer maneira, nessa jornada chamada vida, a sensação que tenho é a mesma do viajante que se vai desapegando de suas tralhas durante a jornada, e quanto mais se livra dos objetos e das lembranças que lhe parecem inúteis e dispensáveis, mais pesado fica para seguir em frente e tenho a consciência de que jamais vamos nos libertar desse gosto amargo das coisas perdidas… É o que redime os poetas!

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Coluna 31 de dezembro

Cabe a mim partir / mas a ti cabe ficar / e os tempos são dois. (Buson, poeta japonês, 1715-1783) 

Feliz Ano Novo

A passagem de ano representa renovação e significa mudança. Embora seja um mero registro cronológico, o Ano Novo costuma ter entre nós, ocidentais, uma conotação de certa espiritualidade antropológica, que se vincula com muita força à manifestação da esperança.

E a esperança remete sempre para a perspectiva do futuro, da transformação e da felicidade. Ninguém tem esperança de que as coisas piorem: ao contrário, esse sentimento sempre se conecta com a ideia do sucesso, das boas realizações pessoais ou coletivas.

O que move milhões de pessoas, em todo o Brasil, a festejar essa passagem cronológica é exatamente a esperança de alcançar dias melhores, situações diferentes para suas vidas, sem que necessariamente essas situações se vinculem a questões materiais ou financeiras. Porque a felicidade depende mais da própria disposição interior, do entusiasmo e da garra de cada um, para que possa se concretizar.

Que 2010 seja um ano de transformações importantes para todos nós. Especialmente que tenhamos consciência de que as mudanças não acontecem na virada do ano, mas no seu decorrer, não no partir – referido acima no haicai de Buson. Mas no tempo novo que vem para ficar até que se cumpra o novo ciclo, daqui a 12 meses.

Vida pessoal

 

Em entrevista concedida ao Notícias do Dia, o prefeito da Capital, Dário Berger, fez questão de abordar aspectos de sua vida pessoal: “A vida de prefeito é como a vida de um padre. Casamento e prefeitura são dessas coisas incompatíveis. O prefeito acaba sendo um grande pai e os habitantes os filhos. Há uma grande dificuldade para conduzir a vida pessoal. Não há tempo e nem privacidade quando você consegue escapar. Não posso tirar a camisa porque sempre tem alguém fotografando. Então, ou você fica em casa, na solidão do poder, ou se expõe. E eu sempre fui discreto, mesmo em tempos de casado”.

Solidão do poder

A declaração do prefeito Dário Berger sobre a solidão do poder remete a memória do colunista a uma situação que viveu ao entrevistar o ex-governador Colombo Salles em sua residência, há cinco anos. Durante a conversa, o telefone tocava insistentemente e Colombo não se mexia da cadeira. Até que o repórter sugeriu ao ex-governador uma pausa na entrevista (gravada) para que ele pudesse atender. “Não é pra mim”, respondeu. E não era mesmo. A ligação era para a empregada da casa. E Colombo aproveitou a deixa para discorrer sobre a solidão que o poder provoca, no auge e no ocaso.

Mensagem

“Com muito trabalho, estamos cuidando dos municípios e melhorando a vida dos catarinenses. Desejamos que em 2010, Santa Catarina siga em frente, com novas conquistas renovando a esperança em um futuro cada vez melhor. Que Deus ilumine o caminho de todos e que o Ano Novo seja de grandes realizações”. Texto da mensagem do vice-governador Leonel Pavan, que está veraneando em Bombinhas, encaminhado ontem aos amigos, correligionários do PSDB e jornalistas.

Colapso

O presidente da Casan, Walmor de Luca, admitiu na quarta-feira que o abastecimento de água na capital catarinense está à beira de um colapso. Não porque a companhia tenha descuidado de sua missão, mas porque há um excesso de consumo provocado pelo grande número de turistas que veraneiam nas praias da Ilha de Santa Catarina. A Casan trabalha no limite de sua capacidade e não consegue atender ao incremento da demanda.

Massificação ou…

Ainda a propósito da infraestrutura do litoral para receber turistas, cabe destacar que o marketing voltado à massificação turística – como acontece atualmente – vem produzindo resultados preocupantes nos últimos anos. Não temos sistema viário, vivemos graves problemas de mobilidade no cotidiano, não há água nem energia suficiente para atender a tanta gente. Então, por que promover divulgação para massificar o turismo?

… qualificação

A questão do planejamento turístico não deve ser relacionada a impedir a chegada de visitantes, mas a qualificar (e reduzir) a massa de turistas que vêm para nosso litoral. O que é preciso compreender – e o presidente da Casan, como outras autoridades, tem consciência disso – é que o litoral catarinense tem limites. Que precisam ser levados em conta e respeitados. Afinal, quem viaja não quer viver, em seu destino turístico, os mesmos problemas que vive no cotidiano de sua cidade.

Ano movimentado

O ano que entra é o da renovação política, com eleições para cargos executivos e legislativos. E é também o ano da Copa do Mundo na África do Sul. Bom para a sociedade, prato cheio para a mídia: notícias – boas e ruins – é que não vão faltar ao cardápio de jornais, TVs e rádios.

Réveillon

A noite deste 31 de dezembro promete manter a tradição de alto astral que sempre cercou o Réveillon de Florianópolis, graças ao apoio de empresários sensíveis às aspirações comunitárias. As empresas Engevix, Supermercados Imperatriz, Casas da Água, Koerich Imóveis, Koerich Gente Nossa e Zita Construtora aderiram ao projeto coordenado pela RIC-Record e Notícias do Dia, viabilizando a realização do evento, que tem também o apoio do Majestic Palace Hotel. A festa da capital catarinense segue sendo uma das mais bonitas do Brasil.

Saúde 24 horas

Ponto positivo para a prefeitura da Capital: as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul funcionam durante 24 horas no feriadão do Ano Novo, a exemplo do que aconteceu no Natal. É o profissionalismo e a maturidade alcançando um serviço essencial, que é o atendimento de saúde nas comunidades.

[ Coluna publicada na edição conjunta do Notícias do Dia, 31 de dezembro de 2009 e 1º de janeiro de 2010 ]

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Coluna de 30 de dezembro

Árvore e show podem virar CPI

Continua repercutindo muito mal a sequência de trapalhadas de fim de ano protagonizadas pelo secretário de Turismo da Capital, Mário Cavallazzi. Na segunda-feira o portal Terra publicou ampla reportagem sobre o não-show de Andrea Bocelli, que deveria acontecer na noite daquele dia. Por conta dos fatos acumulados e da revelação do portal de que o endereço da empresa Beyondpar, contratada por R$ 3 milhões para organizar o show, corresponde a uma clínica de estética no Rio de Janeiro, o vereador João Amin vai apresentar na reabertura dos trabalhos da Câmara Municipal um requerimento propondo a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Caso aprovada, a CPI vai investigar as festas de fim de ano em Florianópolis, especialmente os casos da árvore da fortuna e do não-show de Bocelli.

O vereador afirmou que vai buscar a adesão de colegas mesmo durante o período de férias. São necessários seis votos para levar o pedido ao Plenário. Já para instalar a CPI são precisos votos de 11 dos 16 parlamentares.

Pela repercussão negativa dos dois casos, tanto no município quanto no plano nacional, é improvável que os vereadores se neguem a investigar a história, buscando, evidentemente, a responsabilização dos eventuais culpados.

 Amin na Guarujá 

Ex-governador Esperidião Amin deu uma longa entrevista ontem à rádio Guarujá, no programa Conexão da Tarde, ancorado pelo jornalista Marcelo Fernandes. Amin analisou o quadro eleitoral que se apresenta para 2010, recomendou a coligação PP-PT – já no primeiro turno – para disputar o governo do Estado e fez severas críticas ao secretário Mário Cavallazzi, seu ex-aliado político.

Indefinição

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Joinville, Eni Voltolini, é um dos principais elos com a deputada federal Angela Amin (PP). Passa então a ter papel fundamental para que Angela entre no maior colégio eleitoral de Santa Catarina, com mais de 300 mil eleitores. A única dúvida é que Voltolini não decidiu ainda se disputará uma vaga para a Assembleia Legislativa ou Câmara dos Deputados. A decisão acontece em março de 2010.

Climatização 

A Prefeitura de Joinville está determinada a investir no Turismo. Além de estruturar o Parque da Expoville, a ideia é climatizar o Centreventos Cau Hansen. Apesar de ser um dos belos cartões postais de Joinville, o Cau Hansen não tem ar-condicionado em nenhum setor. Algo que afasta investidores e organizadores de eventos. Ninguém aguenta o calor. 

Candidata palhocense 

Depois das festas de final de ano, o prefeito de Palhoça, Ronério Heiderscheidt, vai definir com seu partido (PMDB) uma estratégia para garantir a viabilidade eleitoral da candidatura da primeira-dama Dirce Heiderscheidt para a Assembléia Legislativa. A ideia é estadualizar o nome de Dirce para a disputa eleitoral, uma vez que ela já vem trabalhando há bastante tempo na região metropolitana.  

Território disputado 

Ainda sobre candidaturas regionais, parecem bem definidos alguns nomes da Grande Florianópolis para a disputa à Assembleia Legislativa. Pelo PMDB, Walter Gallina, Dirce Heiderscheidt, Renato Hinnig e Edison Andrino, os dois últimos candidatos à reeleição. Pelo PPS, Sérgio Grando. Já os tucanos têm dois nomes certos – os atuais deputados Marcos Vieira e José Natal Pereira. O PP pode lançar o vereador João Amin. 

Eleitorado cobiçado 

É necessário que se faça uma ressalva: quase todos os candidatos a deputado estadual e federal beliscam apoio na região metropolitana de Florianópolis, que tem um eleitorado muito diversificado, com moradores provenientes de todas as regiões do Estado. O caso mais sério é de alguns representantes do Sul, que mantêm residência na Capital para se apresentar aos eleitores como “florianopolitanos da gema”. 

Namoro  

O namoro político entre a senadora Ideli Salvatti (PT) e o empresário joinvilense Udo Döhler (PR) poderá dar em casamento no mês de fevereiro. Pelo menos é a intenção do PT, que tem pressa na definição da coligação com o PR rumo ao governo estadual, caso o partido lance chapa puro-sangue. O empresário está analisando o quadro. Ideli já avisou que se não for Udo será outro empresário, talvez da região de Blumenau. 

Ferrosul (1) 

Repercutiu bem junto à Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic) a aprovação, por parte da Assembleia Legislativa, do projeto que autoriza o governo catarinense a constituir a Ferrosul, junto com Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. A empresa, que será pública, terá o objetivo de planejar, investir e operar projetos ferroviários. 

Ferrosul (2) 

O projeto da Ferrosul foi apresentado pelo deputado Pedro Uczai (PT) e atende a uma reivindicação antiga da região Oeste catarinense. Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic), Vincenzo Francesco Mastrogiacomo, “há mais de 20 anos reivindicamos uma ferrovia para receber insumos de outras regiões e para escoamento da nossa produção agroindustrial aos portos marítimos. Agora podemos ter esperanças de que isso será realidade”.

Falta de civilidade 

Leitor Jorge Borsa, que mora em Jurerê Internacional, escreveu e-mail para acrescentar informações sobre a bagunça naquele bairro. Na segunda-feira, em plena luz do dia (19 horas), frequentadores bêbados de um badalado restaurante urinavam no gramado ao lado, sem que ninguém se atrevesse a repreendê-los. Não há policiamento, nem Guarda Municipal, muito menos vigilância privada capaz de colocar ordem no balneário. 

Cueca-bomba 

No Brasil, políticos usam cuecas e meias para carregar dinheiro ilícito, fruto da corrupção. O nigeriano terrorista, flagrado num avião estadunidense, levava na cueca o material explosivo que pretendia detonar a bordo da aeronave. Cada um usa a cueca de acordo com suas convicções…

[ Coluna publicada no Notícias do Dia, edição de 30 de dezembro de 2009, página 2 ]

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Balneário Camboriú há 40 anos

Uma das mais badaladas praias do Brasil, Balneário Camboriú está saturada de prédios na atualidade. Há mais ou menos 40 anos era assim, conservando grande parte da beleza original. Hoje, em determinadas horas do dia, o sol não chega mais à orla por causa da barreira de edifícios. [A imagem é de um cartão postal da minha coleção].

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Coluna de 29 de dezembro

Como o Notícias do Dia disponibiliza o conteúdo de suas colunas na internet, vou publicar aqui, após as 10 horas da manhã, o que estou escrevendo no jornal todos os dias. É preciso lembrar aos leitores que a linguagem de jornal é mais formal, um pouco diferente da forma como se escreve em blog.

MARÉ ALTA – A movimentação de transatlânticos no píer turístico de Itajaí está animando a economia local: até março, o porto prevê a chegada de mais de 50 mil turistas trazidos pelos cruzeiros marítimos.

A falta de autoridade

A ausência das autoridades em Florianópolis é cada vez mais flagrante e preocupante. No domingo, um cidadão dirigia seu carro em alta velocidade pelas ruas do tranquilo bairro de Jurerê Internacional. Acabou abalroando um automóvel ocupado por uma família inteira. A violência do impacto causou a capotagem do veículo atingido.

Moradores daquele balneário estão indignados com a falta de policiamento e de fiscalização por parte das autoridades, em especial a PM e a Guarda Municipal. O publicitário Paulo Ramos relata: “Ninguém respeita nada. Os moradores estão sujeitos a toda sorte de agressões aos seus direitos, porque os veranistas fazem o que querem no bairro”.

Para garantir o acesso à sua própria garagem, Paulo Ramos teve que colocar um cone à frente da residência, porque quem chega à praia para aproveitar os dias de sol estaciona os carros em qualquer lugar, inclusive nos acessos às casas e prédios.

Os moradores apelaram à PM, mas nenhuma providência foi adotada. “O bairro virou uma bagunça completa, o dia inteiro, justamente por falta de autoridade”, conclui o publicitário.

Reforma à vista

É pesado o clima nos bastidores da prefeitura de Florianópolis, por conta ainda das trapalhadas de fim de ano, que acabaram se refletindo na pesquisa do Datafolha, mostrando queda expressiva na popularidade do prefeito Dário Berger. As informações que circulavam ontem, até o fechamento desta coluna, davam conta que Berger, mesmo a contragosto, analisa uma reforma imediata em seu secretariado, incluindo mudanças na secretaria de Turismo. Dizem que Mário Cavallazzi não emplaca 2010 no cargo.

Colombo na lida

As análises do cenário político catarinense para 2010 indicam inúmeras alternativas de composições. Por exemplo: se for mantida a tríplice aliança, é possível que o nome de Raimundo Colombo (DEM) seja o preferencial para o governo do Estado, tendo como vice um representante do PMDB. Ontem, Colombo acompanhou o governador Luiz Henrique na comemoração dos 18 anos do Parque Beto Carrero e à tarde comandou uma reunião interna do partido. 

Proximidade

Tudo indica que PT e PP devem marchar juntos na campanha de 2010 em Santa Catarina. A senadora Ideli Salvatti (PT) e a deputada federal Angela Amin (PP) conversaram muito nos últimos meses e voltam a se encontrar a partir de janeiro. Uma das possibilidades é Angela ser a candidata ao governo, tendo um vice do PT – talvez o deputado federal Cláudio Vignatti – e Ideli como postulante à reeleição para o Senado.

Papel de Carlito

Uma das principais lideranças do PT em Santa Catarina, o prefeito de Joinville, Carlito Merss, tem papel decisivo na costura dos acordos para viabilizar um projeto estadual de poder para o partido. Ele é sempre ouvido pela senadora Ideli Salvatti e por outros líderes do PT. E se o caminho for a coligação com o PP, Carlito tem experiência – os progressistas dividem o poder com o PT em Joinville.

Preocupação

A atual administração da Prefeitura de Joinville está formada pela coligação do PT, PP, PR e o PMDB. O curioso é que para a eleição de 2010, pelo menos o PP e o PMDB poderão seguir caminhos diferentes na eleição estadual. Isto preocupa o governo municipal petista, que espera que tais diferenças ideológicas não venham a “espirrar” no plano estabelecido até 2012.

Mulher no poder

Prefeito de Itajaí, Jandir Bellini (PP), vai entrar em férias no mês de janeiro. A vice-prefeita Dalva Rhenius (DEM) assumirá o poder pela primeira vez, mas não será a primeira mulher a administrar o município interinamente. Na gestão anterior, de Volnei Morastoni (PT), a vice Eliane Rebello (PMDB) esteve à frente da prefeitura em diversas ocasiões. 

Mergulhos fatais

Diante do grande número de afogamentos registrado em Santa Catarina, não seria o caso de o governo promover uma campanha educativa na mídia estadual? Até ontem tinham sido 11 mortes causadas em apenas cinco dias. A maior parte dos banhistas não tem noção do perigo, seja no mar, seja em rios e piscinas. 

Retiro e reflexão

O vice-governador Leonel Pavan está retirado em Bombinhas, onde tem casa de praia. Dedica-se à análise de sua defesa em relação ao indiciamento na Operação Transparência, que investigou suposta prática de corrupção passiva e advocacia administrativa. Pavan volta ao trabalho na segunda-feira, dia 4. 

Palanque tucano

O PSDB catarinense começa a concentrar esforços em torno da candidatura de José Serra à presidência da República. A ideia é viabilizar o palanque no Estado para que o atual governador paulista possa realizar uma campanha vitoriosa. Tudo vai depender, evidentemente, das composições que os tucanos formalizarem.

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Recesso

O blog entra numa fase mais devagar, por conta de compromissos profissionais. A partir de hoje, e ao longo de janeiro, estou substituindo o colunista Paulo Alceu no jornal Notícias do Dia. Como o ND não disponibiliza a leitura virtual, vocês só poderão me ler na versão impressa, à venda nas melhores bancas e outros pontos da cidade.

Entrarei aqui eventualmente, com textos diferenciados do que é publicado na coluna, porque o meu contrato com o ND não permite atividade concorrente, seja virtual, seja impressa.

Em tempo — Na página da RIC, link jornais, é possível ler os colunistas do Notícias do Dia. Por enquanto, continua o Paulo Alceu, com a coluna do fim de semana. Mas isso será corrigido nas próximas horas.  Clique aqui.

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SC-470 é o retrato do descaso governamental

Fui no sábado a Blumenau, cidade onde morei por quase dois anos na década de 1980. Quente, muito quente, de um calor que nos torna indolentes e nos deixa sedentos o tempo inteiro. Já era assim quando vivi lá: saía do hotel às 9 horas, ia pro jornal, passava o dia e parte da noite em ambiente climatizado e voltava correndo para o hotel — ligava o ar-condicionado, lia e assistia a televisão de pernas pro alto… Não dava pra fazer nada à noite, a não ser ficar no quarto climatizado.

Mas o que me impressionou mesmo na viagem a Blumenau não foi o calor, que é típico, sempre foi assim e não tem nada a ver com aquecimento global. O que me deixou indignado foi o estado deplorável da SC-470 (Rodovia Jorge Lacerda). A estrada que é responsabilidade do Governo do Estado está completamente abandonada, com sinalização precária (em muitos trechos não há sinalização horizontal e a vertical está encoberta pelo mato), muitos buracos, desníveis, remendos mal-feitos. Na volta, quase meia-noite, fiquei pensando com meus botões: mas a descentralização proposta pelo senador, digo, governador Luiz Henrique da Silveira não era para melhorar a vida no interior? Pelo que vimos na SC-470, nunca. Ali nunca houve descentralização, não há ação efetiva do poder público para melhorar o trajeto de pouco mais de 40 quilômetros entre a BR-101 e Blumenau. Mais ainda: a rodovia se transformou numa via urbana, a maior parte dos trechos é sinalizada para velocidades entre 40 e 60 quilômetros por hora (daí que, entre a 101 e Blumenau, leva-se uma hora para cumprir a viagem).

Pelo pouco que entendo de rodovias, creio que a SC-470 deveria ser revitalizada, com um novo projeto, que previsse túneis, elevados e passagens seguras para os pedestres. Se as cidades de Ilhota e Gaspar cresceram às margens da estrada, quem deve corrigir o problema é o poder público, não os moradores.

Mas o que esperar de um governinho que só tem ideias megalomaníacas, que paga R$ 2,5 milhões para um show que não haverá (Andrea Bocelli), torra R$ 800 mil na reforma de uma sala da Secretaria de Cultura, Turismo e Lazer, entre outras despesas inúteis e suspeitas? Nada mesmo. A SC-470 em que trafeguei ontem é um exemplo do descaso e da incompetência.

E se alguém me perguntar por que não optei pela BR-470, entre Navegantes e Blumenau, respondo com tranquilidade: não tenho coragem de transitar por essa rodovia federal perigosa e, também, abandonada. Na estrada estadual pelo menos a gente tem mais chance de se defender dos malucos, porque as lombadas eletrônicas obrigam os babacas a diminuírem a velocidade.

A árvore do Bradesco

Acabo de ver o comercial do Bradesco Seguros que mostra a árvore de Natal patrocinada pelo banco, no Rio de Janeiro. Magnífica. Transparente. Um presente para a cidade. Quem sabe no ano que vem a Oi e outras empresas interessadas não fazem o mesmo em Florianópolis, sem interferência do poder público! É o que vai ser feito na festa da virada na Capital, dia 31 de dezembro: o evento é de responsabilidade da iniciativa privada, com a RIC-Record à frente. Caso semelhante acontecerá em Balneário Camboriú, onde o Réveillon é da cidade e dos turistas, mas o patrocínio é particular — da RBS TV, em conjunto com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

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Florianópolis, uma cidade turística de araque

Na nossa maltratada e abandonada Praça 15 de Novembro, os turistas eram recebidos por um incrível comitê de recepção ao meio-dia de uma segunda-feira normal (dia 22 de dezembro): índios equatorianos tocando músicas típicas dos Andes; um solitário saxofonista interpretando clássicos dançantes; dois travestis rodando bolsinha; um carrinho de sorvetes da Sorveteria Copa 70; dois engraxates; três bêbados circulando em volta da figueira; uma “estátua viva” pintada de branco. Cidade turística, a nossa, não? 

* * * 

Minha filha caçula (9 anos), que me acompanhava pelo Centro, perguntou: “São indígenas de verdade? De Floripa?”. Ela se referia aos equatorianos que tocavam suas músicas e dançavam em volta da figueira. Que estarão de volta na próxima segunda-feira e continuarão fazendo suas performances até que todos os turistas tenham ido embora, no final de fevereiro.

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Mosquito fora do ar

Não se sabe ainda a causa, mas faz algumas horas que o blog do Mosquito está fora do ar. No lugar da página ,um aviso: “HTTP 403 – Proibido”.

Atualização às 10h47 – 25/12 — Mosquito informa que o servidor alega problemas internos. Provisoriamente, Muska opera no velho endereço – http://tijoladasdomosquito.blogspot.com. Também no Twitter @tijoladas.

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