Com um comportamento tão ‘amadorístico’ como o que vimos na televisão – um candidato recebendo pessoalmente dinheiro ilegal para sua campanha – bem que o governador José Roberto Arruda (DF) poderia fazer um estágio com os profissionais da política. Não faltam professores por aí.
Entradas do Novembro 2009
O ‘amadorismo’ de Arruda
30/11/2009 · 5 Comentários
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Novembrada – Depoimentos
29/11/2009 · 2 Comentários
Já está no site http://www.cotidiano.ufsc.br um especial multimídia sobre a cobertura jornalística realizada durante a Novembrada, revolta popular ocorrida em Florianópolis em novembro de 1979. Produzido pelos bolsistas e coordenadores do site, o especial relata o episódio e a apuração dos fatos a partir do ponto de vista de onze jornalistas que estiveram diretamente envolvidos na cobertura da manifestação. São eles:
Impresso
Carlos Damião, Laudelino Sardá, Moacir Loth, Nelson Rolim, Osmar Teixeira, Sérgio Rubim
TV
Aderbal Machado, Aldo Grangeiro, Roberto Alves, Valter Souza
Rádio
Antunes Severo, Valter Souza
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Volta a fita (2)
29/11/2009 · 4 Comentários
Galvão Bueno disse na Globo, neste domingo, que Florianópolis é a “Ilha da Fantasia”.
Mas, cá entre nós, não é que é mesmo? Magia, aqui, é uma coisa que virou non sense.
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VOLTA A FITA (1)
28/11/2009 · Deixe um comentário
Estava ontem em Joinville, no seminário sobre o pré-sal. O jornalista Paulo Alceu era o apresentador do evento. À certa altura, o veterano repórter mencionou o nome do presidente da Associação Comercial e Industrial de Joinville (ACIJ) como sendo Carlos Rodolfo Silveira. Na verdade, Carlos Rodolfo Schneider. Na sequência, o próprio Alceu corrigiu (sem aludir ao erro, como é hábito em TVs e rádios) e pronunciou o nome correto. Ao que um repórter alemãozinho, na fileira atrás de onde eu estava sentado, aproveitou para fazer a piada: “Naturalmente ele achou que Silveira é a tradução de Schneider para o português”.
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Hoje, no Jornal do Almoço, a bonita (e muito competente) repórter, cujo nome esqueço, fez uma chamada para o ritual de enfeite da árvore de Natal. Segundo ela, segunda-feira, “31 de novembro”, é a data tradicional para que as pessoas montem a decoração natalina em suas casas.
Minutos depois, na matéria, ela falou a data correta, que é 30 de novembro.
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É muito curiosa a história de que em rádio e TV não se corrige um erro de maneira direta, a não ser que seja uma troca de milhão por bilhão (ou vice-versa). Em geral, a teoria é de que o telespectador ou ouvinte vai ficar pensando: “Será que eu ouvi direito?”.
No caso da árvore de Natal eu escutei o “31 de novembro” na TV da sala. Minha filha caçula, de nove anos, ouviu a mesma coisa na TV do quarto e foi correndo até a cozinha para comentar o erro comigo.
Claro que tudo é perdoável… O que não impede que a gente ache engraçado – e, por isso, o título deste post, Volta a Fita (1), indica que pretendo resgatar, periodicamente, histórias envolvendo nossos apresentadores e repórteres. Prometo que na semana que vem conto duas do Hélio Costa que são de chorar.
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Crônica – Olsen Jr.
27/11/2009 · Deixe um comentário
Olá, salve!
Faz 35 anos que escrevo sobre a ditadura militar… Fui estigmatizado por ela e essa “questão com a vida” (todo o escritor, um bom escritor, deve ter uma) permaneceu como referência e uma “mágoa” também, se preferirem…
A sensação, a julgar pelos homens que estão no poder, que o “nosso” sacrifício foi em vão…
Mas escrevo para dizer que “nem tudo sempre foi assim”, aliás, esse é o título de um livro de contos (fui quem sugeriu) tendo a ditadura como tema, organizado pelo amigo Francisco José Pereira e editada pela Garapuvu…
Escrevo, para que não se esqueça e porque algumas feridas de vez em quando abrem e continuam doendo…
A “Novembrada” como ficou conhecido o dia 30 de novembro de 1979, tendo a visita do então presidente da república, João Batista Figueiredo, a Florianópolis, de fundo – paradoxalmente, foi o presidente que levou a tal “Abertura” até o fim e a boas consequencias - foi um movimento de protesto e não reivindicatório… Uma espécie de radiografia do momento, com todas as mazelas da época, inflação galopante, aumento de gêneros alimentícios e combustíveis sem controle, arrocho salarial (parece uma música de uma nota só, aquilo se repetia, repetia, repetia)… E se resolveu dar um basta…
Nem mesmo o tal banquete que estava preparado, 6.000 talhere, 3.000 quilos de carne, 6.000 mil litros de chope…
Conseguia dissimular ou camuflar (para usar uma linguagem de caserna) o fato de que o povo, generalização de desejos insatisfeitos e sonhos irrealizados, estava no limite, como se viu…
Foi um protesto, onde taxistas aderiram e também os motoqueiros de plantão… As imagens correram o Brasil e o mundo…
Heim? Quem diria, partindo de uma unidade da Federação, tida como tranquila e pacata, quem diria, repito…
Foi um dia só, parodiando o Drummond, “mas como doeu”…
O presidente queria os “culpados presos”… E daí foram atrás dos “bandidos” que haviam organizado e instigado a realidade que se viu, que foi mostrada…
Well, faz 30 agora, dia 30 de novembro…
Podemos dizer que Santa Catarina, contrariando o que disse Bob Dylan, in “Versos para uma certa canção”, “Nunca foi o meu dever refazer o mundo, nem é minha intenção soar o toque de batalha”…
Aquilo foi, de fato, o toque de batalha… A batalha que precipitou o fim da ditadura, é esse o recado…
A música é mais uma daquelas que o bom e velho Chico Buarque teve “proibida” pela censura…
De tanto ter músicas “proibidas”, o Chico adotou o pseudônimo de “Julinho da Adelaide”…
Mas essa, aí embaixo é “duca”… Toda as vezes que a expressão “você” foi citada na canção, refere-se à ditadura e ao governo estratocrático…
Dado o recado…
NOVEMBRADA: SUBLEVAÇÃO POPULAR PÕE A DITADURA EM XEQUE
Olsen Jr.
Começou em 1968, na França. Os operários em greve tiveram a adesão dos estudantes universitários. Cada movimento com reivindicações próprias, mas unidos.
Depois se alastrou pelo mundo. A motivação poderia ser diferente, mas havia sempre um gancho. Nos EUA foi o Vietnã, no Brasil, a morte do estudante Edson Luís no Restaurante “Calabouço” que causou comoção nacional e desembocou na Passeata dos Cem Mil, a maior manifestação civil contra a ditadura vista até então.
Na Inglaterra, Alemanha, Japão, Itália, Tchecoslováquia, Polônia, os levantes estudantis que se espalharam pelo planeta fizeram de 1968 um ano que entrou para a história como símbolo de insatisfação e também de utopia.
Tanto nos países comunistas quanto nos capitalistas, o grande fantasma que assombrava o status quo era a “fusão das lutas” de estudantes e trabalhadores, como ressaltou Remi Kauffer do Instituto de Estudos Políticos de Paris.
No Brasil a saturação foi dando-se aos poucos, nos dez anos que antecederam a visita do então presidente João Batista Figueiredo a Florianópolis no episódio conhecido como “Novembrada”. Teve a morte do operário Manoel Fiel Filho, sob tortura, somadas com a do jornalista Vladimir Herzog, igualmente, e que punham sob suspeita os métodos de manutenção da ordem pública alegados pelo governo.
Houve a exoneração do ministro do exército, Sylvio Frota que foi desautorizado com o ato a antecipar o procedimento sucessório ao presidente da república, na época o General Ernesto Geisel. O fato acabou tornando público a chamada “linha dura” dentro das Forças Armadas. Um grupo que era refratário ao processo de “Abertura política” que contava com amplo apoio da sociedade civil organizada e principalmente dos estudantes. Aliás, estes preferiam que tudo acontecesse com maior rapidez.
Com a edição do AI-5 e conseqüente, fechamento do Congresso Nacional, o regime atingiu o paroxismo em termos de cerceamento da liberdade.
Foi o presidente Figueiredo (que sucedeu Geisel) o encarregado de levar adiante a propalada “Abertura” que deveria ser lenta, gradual e irrestrita.
O mesmo mandatário que afirmou: “O povo é massa de manobra”; que disse preferir o cheiro de cavalo ao cheiro de gente, mas também havia dito que quem fosse contra a “Abertura” “…Eu prendo e arrebento”.
No dia 30 de novembro de 1979 celebrando os 90 anos da República foi marcada a visita do presidente Figueiredo à Florianópolis. Embora o AI-5 tivesse sido revogado, e o País caminhasse lentamente para uma democracia, o processo ainda levaria tempo e havia uma insatisfação permanente não só com o cerceamento de algumas liberdades, mas algumas questões de ordem econômica que não se resolviam.
Os universitários, através do DCE – Diretório Central dos Estudantes, resolveram fazer um protesto em frente do Palácio Cruz e Sousa. O que deveria ser uma festa acabou em tumulto quando se pretendeu homenagear o patrono da cidade, o “Marechal de Ferro”, Floriano Peixoto, persona non grata para os catarinenses por ter mandado fuzilar centenas de pessoas (que eram contrárias à República) na Ilha de Anhatomirim.
O confronto dos manifestantes como presidente do Brasil ganhou repercussão internacional e certamente favoreceu o processo de reabertura democrática no País.
Para satisfazer ao pedido do presidente, de que os “culpados” deveriam ser presos, alguns estudantes sofreram um processo de enquadramento na Lei de Segurança Nacional, mas foram posteriormente absolvidos. Minha homenagem aos amigos Adolfo Dias (in memoriam), Amilton Alexandre e Rosangela de Souza.
Os estudantes sempre tiveram um papel importante no destino do Brasil, está lá na obra “O Poder Jovem”, do amigo Arthur José Poerner, aqui o meu respeito também àqueles que não se intimidaram diante da barbárie, o que tornou até esse texto possível!
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Uma explicação e uma dica
27/11/2009 · Deixe um comentário
Envolvido com um trabalho imenso, que me tomou praticamente o dia inteiro, não pude blogar nesta sexta-feira. Peço escusas aos leitores que me acompanham todos os dias.
Uma dica de leitura pro fim de semana: o jornalista Luiz Henrique Tancredo lança na próxima terça-feira, às 19 horas, na Assembleia Legislativa, o livro “Zury Machado – Em Sociedade Tudo Se Sabe”. Trata-se de uma belíssima obra sobre o querido Zury que, aos 87 anos (60 de jornalismo!), continua sendo uma figura indispensável a Florianópolis. Menino pobre, nascido em Tijucas, chegou à capital catarinense em 1937, lutou, venceu e se transformou num dos ícones do colunismo social brasileiro.
Tive o prazer de entrevistar o Tancredo na última quinta-feira, na casa dele, lá no João Paulo. Folheei o livro e, confesso, me emocionei com tudo que está lá. A matéria completa que escrevi está no Notícias do Dia deste fim de semana.
Categorias: Catarinenses · Comunicação · Gente
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Autoritarismo na Câmara
26/11/2009 · 13 Comentários
A audiência pública sobre transporte coletivo, realizada ontem na Câmara de Vereadores, por pouco não terminou em pancadaria. A truculência do vereador Noberto Stroisch (PMDB) – à esquerda na foto –, líder do governo, impediu que o vereador Ricardo Vieira (PCdoB) – à direita na imagem –, conseguisse presidir os trabalhos e promovesse os encaminhamentos necessários.
Havia representantes de sindicatos, de entidades e até o vice-prefeito João Batista Nunes na plateia. Todos queriam discutir o problema do transporte coletivo e as questões de mobilidade urbana. Mas Stroisch, que faz parte da tropa de choque do prefeito Dário Berger, promoveu ataques sistemáticos à mesa diretora, causando a suspensão da sessão.
Parece óbvio que a cidadania não tem mais vez na Câmara de Vereadores de Florianópolis, apesar do abnegado trabalho de alguns parlamentares – não apenas oposicionistas, diga-se a verdade – que pretendem desenvolver suas atividades com seriedade e espírito democrático. Isso acontece porque a Câmara está dominada pela prepotência, pelos projetos pessoais, religiosos (evangélicos, para ser bem claro) e pelo narcisismo de alguns, que se julgam eleitos por Deus para guiar o rebanho na Terra.
A oposição é tratada com desprezo, com ódio, com discriminação. Quem não reza pela cartilha do Executivo – que manda e desmanda na Casa – é perseguido e acusado de estar a serviço da elite florianopolitana. Elite? Que elite? Aquela que quer o contraditório, aquela que quer discutir os projetos, aquela que pretende o melhor pra cidade, que está preocupada com segurança, mobilidade, meio ambiente, cidadania.
De nada adianta a Câmara partir para promoções marketeiras (fogueteiras) que pretendem “popularizar” sua existência, se na prática, dentro de suas instalações, o povo não tem vez. E parte do povo, que não concorda com a forma como a Câmara trabalha, tem o direito de se fazer representar por aqueles vereadores que não rezam pela cartilha do Executivo. O que se viu ontem, tanto na audiência pública quanto na votação relativa ao terreno da penitenciária, foi a manifestação de um autoritarismo que não tem nada a ver com democracia.
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Temporada vai ser marcada pela insegurança
25/11/2009 · 5 Comentários
Vem aí a temporada mais insegura da história de Santa Catarina. Há fortes indícios de que as viaturas da Polícia Militar não saem dos quartéis porque falta combustível. Só isso explica por que não há mais patrulhamento nos bairros e no Centro de Florianópolis. No domingo, dei uma volta de carro, por mais de uma hora, para procurar viaturas da PM. Não encontrei uma sequer. Nem policiais a pé, muito menos de bicicleta, moto ou a cavalo. Uma fonte me garante que o comando determinou o aquartelamento, que é a concentração das tropas nos quartéis. Só saem para atender ocorrências, ou seja, não fazem mais o policiamento preventivo, que é missão constitucional da PM.
Em tempo: se o problema é dinheiro, já imaginaram os R$ 3,7 milhões da árvore de Natal servindo para financiar a segurança? Viveríamos muito mais tranquilos. Mas segurança só dá voto em ano eleitoral. O ano que vem vai ser bom, podem crer. Quem sobreviver aos ataques da bandidagem verá.
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Inseticida
25/11/2009 · 8 Comentários
Mosquito ganhou três citações judiciais nesta quarta-feira, referentes a processos movidos pelo empresário Fernando Marcondes de Mattos, pelo prefeito Dário Berger e pelo secretário de Estado Gilmar Knaesel. Todas as ações têm como leitmotiv o tom dos posts escritos pelo autor, considerados ofensivos pelos autores dos processos. Se não retirar o que escreveu, Mosquito terá que pagar R$ 2,5 mil por dia, somadas todas as decisões judiciais que ele recebeu de uma tacada. Mais detalhes no blog dele.
Categorias: Comunicação
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