Entradas do Agosto 2009
Passeando por um shopping, vi um estande de uma imobiliária e me aproximei para apreciar a maquete de um condomínio que está em construção. Peguei o folder, olhei, olhei, e não encontrei qualquer informação sobre a localização. Abordei o corretor de plantão: “Onde fica?”. A resposta: “Atrás do Centro Administrativo”. Completei com outra pergunta: “O senhor quer dizer que fica no bairro Saco Grande, é isso?”. E ele: “Como?”. O rapaz, um gaúcho, não tem a mínima noção do nome do bairro. A construtora mandou ele vender um imóvel “atrás do Centro Administrativo, próximo à SC-401”. E só.
Achei que era uma implicância com o nome Saco Grande, motivo de vergonha para muitos forasteiros, mas que para nós, florianopolitanos, é motivo de orgulho. Mas conversando com meu irmão, que é arquiteto, pude clarear o caso: ele me disse que esse fenômeno não é exclusivo de Florianópolis. Na Folha de S. Paulo aparecem lançamentos na capital paulista que não informam endereço, nem bairro. Apenas as características dos apartamentos. “As construtoras mudaram a estratégia. Não vendem mais localização. Vendem conceito”.
Categorias: Economia
Etiquetado: Urbanismo

Não tive tempo de postar ontem. Mas fica o registro da bonita neblina que encobriu a cidade até por volta de 10 horas da manhã. Não parece uma pincelada de nata sobre Florianópolis?
Categorias: Florianópolis
Etiquetado: Fotografia
Tenho rinite alérgica, que se manifesta em diferentes situações. Não posso, por exemplo, ficar em casa nos dias de faxina. O cheiro dos produtos de limpeza me faz espirrar continuadamente.
Outro caso é com a área fria dos supermercados, onde ficam as carnes. Ao me aproximar, é um caso sério. Hoje, no Angeloni, foi divertidíssimo. Chegando perto do açougue comecei a espirrar direto, uns sete ou oito espirros vigorosos. O corredor estava lotado. Em questão de segundos, todos os consumidores, uns 15, tinham sumido. Ficaram só os carrinhos – e até um carrinho de bebê, com o bebê dentro. Paranóia geral, cena de filme de ficção científica.
Categorias: Viver Bem
Etiquetado: Saúde
Clima tenso no Figueirense, dizem os jornais, por conta da cobrança que os torcedores estão fazendo. O Figueira não tem time, não deve mesmo ir muito longe. E a diretoria, que falhou em 2008, continua distante dos problemas.
Participei de muitos debates esportivos no ano passado, tanto com dirigentes do Avaí, quanto do alvinegro. O que mais me impressionou foi a fé dos cartolas do Figueirense – com a equipe praticamente rebaixada, eles ainda asseguravam aos torcedores que o time não cairia.
Agora, querem de novo nos enrolar. Como se houvesse milagre possível para a equipe voltar à série A. O único milagre – que não é milagre – é jogar futebol. Pra isso, precisa de um time.
Categorias: Esporte
Etiquetado: Futebol
Um abraço fraternal para meu amigo Emílio Cerri, que perdeu hoje seu filho, Rodrigo, também publicitário. Muito carinho pra ti, Emílio, grande e criativo homem da comunicação!
Categorias: Gente
Que comédia de erros a história do pedágio em Palhoça! O problema, pelo visto, foi apenas de comunicação, entre a prefeitura (que adora produzir factóides) e a concessionária. Depois que construíram a praça de pedágio, agora chegaram a um acordo: a OHL vai transferir o ponto de cobrança para outro município, Paulo Lopes. Ô gente complicada!
Categorias: Cidadania
Etiquetado: Trânsito
Estou fora do ar temporariamente, até que consiga despachar um trabalho importante. Ah, sim, e acabo de saber que vai faltar energia no meu prédio no período da tarde. Por isso, volto só à noite.
Categorias: Comunicação
Etiquetado: Mundo virtual
O governo do Estado direciona sua atenção para as chamadas grandes questões, geralmente relacionadas ao desenvolvimento econômico, sempre voltado a uma perspectiva futurista. É óbvio que os atuais governantes preferem administrar “no atacado”, ao invés de se ocuparem com as questões de varejo, como saúde, educação, segurança e desenvolvimento social.
O mesmo parece estar acontecendo na prefeitura da Capital. O prefeito e seus assessores mais próximos falam apenas nos grandes projetos – elevados, túneis, metrô de superfície etc. e tal. Quando perguntamos sobre questões simples, ligadas ao cotidiano da população, as autoridades geralmente se esquivam e remetem os assuntos para o terceiro escalão administrativo, encarregado do varejo.
Essa vocação para a megalomania, que distancia as instâncias de poder do que realmente interessa, que é o contato direto com a população, vai se tornando cada vez mais evidente em Santa Catarina, em especial na Capital e municípios próximos.
O problema é que o varejo é que define a competência de um administrador público. Quem cuida bem do varejo pode, na sequência, atender às questões de atacado com mais tranquilidade e eficiência. Mas em Santa Catarina inverteram essa lógica. Fazem ouvidos de mercador, lavam as mãos, dão de ombros para o que é mais importante. E muita gente ainda aplaude essa forma medíocre de conduzir a administração pública, reconhecendo genialidade e modernidade nessas políticas de “atacado”.
Categorias: Santa Catarina
Etiquetado: Cidadania
O que diz a prefeitura sobre moradores de rua que estão vivendo na praia (literalmente) de Canasvieiras? (*) Que a praia é pública, ninguém pode fazer nada sobre tal coisa. É mais ou menos o que disse a prefeitura, em ofício dirigido ao meu condomínio, sobre a presença de moradores de rua nas imediações do prédio (e de outros), na Avenida Hercílio Luz: a rua é pública, não há o que fazer.
E assim, de omissão em omissão, com tanta falta de autoridade, nós vamos perdendo nossa cidade para essa cacalhada que invadiu nossos espaços públicos para defecar, urinar, consumir cachaça e crack, preparar comida e criar cães sarnentos. Já encontrei moradores de rua ocupando a sombra de uma árvore, próxima ao monumento dedicado a Dias Velho, na Avenida Beira-mar. Sim, os malacos tinham até um colchão, no espaço considerado mais nobre (ou mais caro) de Florianópolis.
Deve ser por isso, pela falta de políticas públicas para atender a essa escória, que a qualidade de vida de Florianópolis caiu para o sétimo lugar no país. Não pode existir um outro motivo. E do jeito que vai, vamos cair cada vez mais nos próximos anos, porque estamos nos transformando na cidade mais procurada (e adorada) pelos miseráveis, principalmente bêbados, drogados e perdidos.
(*) Matéria publicada no Notícias do Dia de hoje.
Categorias: Insegurança
Etiquetado: Direitos humanos
O governo do Estado tem dinheiro sobrando para tantas coisas! Mas para fazer o básico pela população, nada. Vejam o caso do roubo em sequência ocorrido na madrugada desta terça-feira, no balneário São Miguel, em Biguaçu. Nove casas foram invadidas por ladrões, que levaram o que puderam das propriedades.
Este parágrafo, retirado do DC on-line, resume a tragédia institucional que se instalou no Estado:
Alguns proprietários só perceberam o furto no fim da manhã. O posto policial da região fica em uma casa emprestada, é mantido pela prefeitura, e não existe uma escala da plantão definida.
Categorias: Insegurança
Etiquetado: Violência