Passeando por um shopping, vi um estande de uma imobiliária e me aproximei para apreciar a maquete de um condomínio que está em construção. Peguei o folder, olhei, olhei, e não encontrei qualquer informação sobre a localização. Abordei o corretor de plantão: “Onde fica?”. A resposta: “Atrás do Centro Administrativo”. Completei com outra pergunta: “O senhor quer dizer que fica no bairro Saco Grande, é isso?”. E ele: “Como?”. O rapaz, um gaúcho, não tem a mínima noção do nome do bairro. A construtora mandou ele vender um imóvel “atrás do Centro Administrativo, próximo à SC-401”. E só.
Achei que era uma implicância com o nome Saco Grande, motivo de vergonha para muitos forasteiros, mas que para nós, florianopolitanos, é motivo de orgulho. Mas conversando com meu irmão, que é arquiteto, pude clarear o caso: ele me disse que esse fenômeno não é exclusivo de Florianópolis. Na Folha de S. Paulo aparecem lançamentos na capital paulista que não informam endereço, nem bairro. Apenas as características dos apartamentos. “As construtoras mudaram a estratégia. Não vendem mais localização. Vendem conceito”.

Não tive tempo de postar ontem. Mas fica o registro da bonita neblina que encobriu a cidade até por volta de 10 horas da manhã. Não parece uma pincelada de nata sobre Florianópolis?
Tenho rinite alérgica, que se manifesta em diferentes situações. Não posso, por exemplo, ficar em casa nos dias de faxina. O cheiro dos produtos de limpeza me faz espirrar continuadamente.
Outro caso é com a área fria dos supermercados, onde ficam as carnes. Ao me aproximar, é um caso sério. Hoje, no Angeloni, foi divertidíssimo. Chegando perto do açougue comecei a espirrar direto, uns sete ou oito espirros vigorosos. O corredor estava lotado. Em questão de segundos, todos os consumidores, uns 15, tinham sumido. Ficaram só os carrinhos – e até um carrinho de bebê, com o bebê dentro. Paranóia geral, cena de filme de ficção científica.
Clima tenso no Figueirense, dizem os jornais, por conta da cobrança que os torcedores estão fazendo. O Figueira não tem time, não deve mesmo ir muito longe. E a diretoria, que falhou em 2008, continua distante dos problemas.
Participei de muitos debates esportivos no ano passado, tanto com dirigentes do Avaí, quanto do alvinegro. O que mais me impressionou foi a fé dos cartolas do Figueirense – com a equipe praticamente rebaixada, eles ainda asseguravam aos torcedores que o time não cairia.
Agora, querem de novo nos enrolar. Como se houvesse milagre possível para a equipe voltar à série A. O único milagre – que não é milagre – é jogar futebol. Pra isso, precisa de um time.
Um abraço fraternal para meu amigo Emílio Cerri, que perdeu hoje seu filho, Rodrigo, também publicitário. Muito carinho pra ti, Emílio, grande e criativo homem da comunicação!
Que comédia de erros a história do pedágio em Palhoça! O problema, pelo visto, foi apenas de comunicação, entre a prefeitura (que adora produzir factóides) e a concessionária. Depois que construíram a praça de pedágio, agora chegaram a um acordo: a OHL vai transferir o ponto de cobrança para outro município, Paulo Lopes. Ô gente complicada!
Estou fora do ar temporariamente, até que consiga despachar um trabalho importante. Ah, sim, e acabo de saber que vai faltar energia no meu prédio no período da tarde. Por isso, volto só à noite.
O governo do Estado direciona sua atenção para as chamadas grandes questões, geralmente relacionadas ao desenvolvimento econômico, sempre voltado a uma perspectiva futurista. É óbvio que os atuais governantes preferem administrar “no atacado”, ao invés de se ocuparem com as questões de varejo, como saúde, educação, segurança e desenvolvimento social.
O mesmo parece estar acontecendo na prefeitura da Capital. O prefeito e seus assessores mais próximos falam apenas nos grandes projetos – elevados, túneis, metrô de superfície etc. e tal. Quando perguntamos sobre questões simples, ligadas ao cotidiano da população, as autoridades geralmente se esquivam e remetem os assuntos para o terceiro escalão administrativo, encarregado do varejo.
Essa vocação para a megalomania, que distancia as instâncias de poder do que realmente interessa, que é o contato direto com a população, vai se tornando cada vez mais evidente em Santa Catarina, em especial na Capital e municípios próximos.
O problema é que o varejo é que define a competência de um administrador público. Quem cuida bem do varejo pode, na sequência, atender às questões de atacado com mais tranquilidade e eficiência. Mas em Santa Catarina inverteram essa lógica. Fazem ouvidos de mercador, lavam as mãos, dão de ombros para o que é mais importante. E muita gente ainda aplaude essa forma medíocre de conduzir a administração pública, reconhecendo genialidade e modernidade nessas políticas de “atacado”.
O que diz a prefeitura sobre moradores de rua que estão vivendo na praia (literalmente) de Canasvieiras? (*) Que a praia é pública, ninguém pode fazer nada sobre tal coisa. É mais ou menos o que disse a prefeitura, em ofício dirigido ao meu condomínio, sobre a presença de moradores de rua nas imediações do prédio (e de outros), na Avenida Hercílio Luz: a rua é pública, não há o que fazer.
E assim, de omissão em omissão, com tanta falta de autoridade, nós vamos perdendo nossa cidade para essa cacalhada que invadiu nossos espaços públicos para defecar, urinar, consumir cachaça e crack, preparar comida e criar cães sarnentos. Já encontrei moradores de rua ocupando a sombra de uma árvore, próxima ao monumento dedicado a Dias Velho, na Avenida Beira-mar. Sim, os malacos tinham até um colchão, no espaço considerado mais nobre (ou mais caro) de Florianópolis.
Deve ser por isso, pela falta de políticas públicas para atender a essa escória, que a qualidade de vida de Florianópolis caiu para o sétimo lugar no país. Não pode existir um outro motivo. E do jeito que vai, vamos cair cada vez mais nos próximos anos, porque estamos nos transformando na cidade mais procurada (e adorada) pelos miseráveis, principalmente bêbados, drogados e perdidos.
(*) Matéria publicada no Notícias do Dia de hoje.
O governo do Estado tem dinheiro sobrando para tantas coisas! Mas para fazer o básico pela população, nada. Vejam o caso do roubo em sequência ocorrido na madrugada desta terça-feira, no balneário São Miguel, em Biguaçu. Nove casas foram invadidas por ladrões, que levaram o que puderam das propriedades.
Este parágrafo, retirado do DC on-line, resume a tragédia institucional que se instalou no Estado:
Alguns proprietários só perceberam o furto no fim da manhã. O posto policial da região fica em uma casa emprestada, é mantido pela prefeitura, e não existe uma escala da plantão definida.