Minha mãe morou quase 30 anos na Trindade. Nunca tivemos problemas de insegurança no bairro, apesar da presença da penitenciária – onde eram frequentes os motins, tiroteios e fugas. Nenhum fugitivo jamais perturbou a vida dos moradores. Eles se mandavam para bem longe, porque sabiam que ali era o primeiro lugar onde a polícia os procuraria.
Li na internet há pouco que um adolescente apreendido na Agronômica confessou participação em assassinato e assalto no bairro. Ele é suspeito de ter matado Andréa Soncini, na Rua Percy João de Borba, no momento em que ela saía do carro para visitar seu pai. Agora a polícia descobriu que, semanas depois do crime, ele teria assaltado o viúvo de Andréa, no mesmo local.
A Rua Percy João de Borba fica no loteamento Sul Brasil. Nela morou o jornalista Moacir Pereira e também a poetisa Chandal Meirelles Nasser (até pouco antes de fixar-se definitivamente na Alemanha, na década de 1990).
Meu pai vendeu lotes desse loteamento nos anos 1970. Andamos sempre por ali, de dia ou de noite, sem jamais sermos perturbados. O que houve com a Trindade? O mesmo que houve com a Agronômica, o Centro, o Itacorubi… Não há policiamento. A PM só aparece quando tem ocorrência para atender.
Andréa foi morta “de graça”, num fim de tarde, quando tudo ali é movimentado e há muita gente circulando pelas ruas. Mas não há PM, nem Guarda Municipal (essa inutilidade pública, que só come o dinheiro da sociedade). E o viúvo dela foi assaltado, semanas depois, no mesmo local, pelo mesmo motivo. Que é, aliás, a razão pela qual os moradores do Itacorubi têm medo de sair de casa, em especial no fim da tarde e à noite. Não há segurança pública e a malacada age livremente. O Estado nos abandonou, definitivamente.
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Violência na Trindade « Vivendo Floripa // 15/07/2009 às 16:55 |
[...] na Trindade 15/07/2009 O Carlos Damião publicou em seu blog uma novidade sobre o caso Andréa Soncini, assassinada há alguns meses na Trindade. [...]