
Muita gente questiona a restauração de prédios históricos, em especial as igrejas. É um absurdo. Muito mais do que igrejas, os templos do Ribeirão (Nossa Senhora da Lapa, foto acima) e de São José (Igreja Matriz) integram a memória de Santa Catarina. São testemunhos da época da colonização portuguesa, da mesma forma que a Igreja de São Francisco, no centro de Florianópolis, construída no final do século 18! Querer que o governo abandone esse patrimônio é um desrespeito.
6 respostas Até agora ↓
àmilton alexandre // 13/07/2009 às 12:35 |
Nada contra a preservação. E o Banco do Vaticano não
podia entrar com a grana? Dar dinheiro para igreja?
E a Saúde, Educação, Segurança ?
SANTOS, Izidoro Azevedo dos ... // 13/07/2009 às 12:36 |
Que tal desapropriá-los, passá-los aos cuidados dos governos e cobrar ingresso de quem quiser visitá-los?
Se são tão importantes para a “cultura” local, penso que a solução sugerida estaria de bom tamanho.
Quanto a deixá-los no patrimônio de empresas privadas (as igrejas são pessoas jurídicas de direito privado, como todos sabemos), funcionando como fábricas de dinheiro para o Vaticano e mantê-los com dinheiro de todos os cidadãos/contibuintes, é um acinte ao regime republicano, que tem pro princípio a vedação de alianças entre qualquer culto e entes estatais.
Se for para mantê-los como integrantes do patrimônio imobiliário da Mitra ou da Paróquia (o que quer dizer o mesmo que do “Banco do Vaticano”), então será imperioso que, no mínimo, as restaurações sejam procedidas em parceria, com a indispensável “contrapartida” do culto católico.
Quanto à “cultura portuguesa” é algo muito questionável. Os portugueses foram vítimas de uma religião alienígena (ou o catolicismo nasceu em Portugal?), derivada do judaísmo (assim como o islamismo) e a trasladaram para cá. A cultura local, quando conquistaram estas plagas, era outra bem diferente, como todos sabemos. A dos íncolas (carijós, mansos segundo os próprios padres, mas que, mesmo assim, foram trucidados ou escorraçados, com a conivência dos homens de sotaina) ninguém faz questão de preservar.
Perdoe a franqueza, mas já está mais que na hora de acabarmos com a hipocrisia.
Já sei: vão chamar-me de herege, ateu, grosso, bilioso, rastaquera e de outros adjetivos do gênero.
Mas alguém precisa mostrar que nem todo o povo brasileiro é tolo ou “bonzinho”.
Cordialidades devem ser reservadas a gente de bem e não a exploradores da ingenuidade coletiva.
Otávio Anacleto // 13/07/2009 às 15:02 |
Reforma com sustentabilidade.
Assim como com a Hercilio luz que terá uma finalidade (apesar de que com empresa Espaço Aberto no comando não vá sair é nunca).
O Patrimônio é patrimônio, não se deixa abandonado pras baratas e não se deixa entrar quem não deve entrar.
Vide Ouro-Preto, Salvador e assim vai outras cidades repletas de igrejas e turistas dispostos a ver essas belezas.
João // 13/07/2009 às 16:12 |
Mas será que essas igrejinhas mixurucas mandam grana pro vaticano???
Schneider // 13/07/2009 às 16:35 |
Concordo. O poder público tem o dever de preservar prédios históricos, inclusive igrejas. O que os ocupantes do Poder Público NÃO PODEM fazer é usar isso para promoção. LHS e Dário (em campanha)liberaram a verba no Altar. Campanha na Missa?
Francisco // 01/09/2009 às 0:18 |
Grande iniciativa, parabéns. Lamentável ver o Brasil, assim como a America Latina, com os seus pouco mais de 500 anos de história oficial, não conseguir preservar com efeito o patrimônio arquitetônico. Será que teremos tempo de guardar o que ainda resta, desta tão recente história?