Carlos Damião

A responsabilidade pelo patrimônio

13/07/2009 · 4 Comentários

 

Sei que há leitores contrários à preservação do patrimônio histórico. Não os condeno, compreendo-os. Mas a opinião do blog segue a mesma: não importa se um imóvel é público, particular ou da Igreja: o Estado tem obrigação de recuperá-lo. Templos como os mencionados não pertencem apenas à comunidade e à Igreja: pertencem à nossa memória. Por isso têm que ser restaurados, não somente porque são locais de encontros para orações. Mas porque representam referenciais importantes do nosso passado.

Categorias: Memória Catarinense
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4 respostas Até agora ↓

  • Roney Prazeres // 13/07/2009 às 22:40 | Responder

    Damião, para estes que são contra a conservação do patrimônio histórico eu pergunto: Por que ele acha que alguém vai a Paris ou Roma? Por causa dos franceses ou dos italianos?
    Milhões de turistas procuram os países da Europa exatamente pelo patrimônio histórico preservado.
    É possível não gostar de uma caminhada pelas ruas de Lisboa?
    Só alguém vazio, sem alma de poeta, é que pode desprezar o passado.
    Saudações Desterrenses

  • João // 14/07/2009 às 8:58 | Responder

    Boa argumentação. Mais uma para contribuir: Ninguém vai a Buenos Aires por causa dos argentinos, né?

  • Roney Prazeres // 14/07/2009 às 11:18 | Responder

    Damião, a constatação é simples e triste, muita gente vem para Florianópolis para “ganhar dinheiro”. Não que seja errado, desde que ganho de forma honesta, mas não é só isso que tem valor. Tem gente querendo dar um “ar” de Flórida a nossa cidade, desconsiderando o nosso passado de colonização portuguesa e não enxergando que, preservando e recuperando o patrimônio histórico, aliado com a preservação do meio ambiente, podemos também “ganhar dinheiro”, o que muitos chamam de sustentabilidade. Mas não, preferem agir como a nuvem de gafanhotos que chega na plantação, devasta tudo o que pode e depois parte para outro lugar.
    O que mais me revolta é que não temos poder de reação, estamos sempre nas mãos dos outros.
    É triste, mas é verdade.
    saudações Desterrenses.

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