Carlos Damião

Pedalando em marcha-à-ré

09/07/2009 · 6 Comentários

 

Junto minha voz às vozes dos ciclistas que programaram um evento para o fim de semana passada em Florianópolis. Era um encontro internacional, que percorreria a Ilha de Santa Catarina, com 340 ciclistas pedalando mais de 200 quilômetros pelas nossas estradas e trilhas. Ocorre que a Polícia Rodoviária Estadual (subordinada ao autoritário comando da Polícia Militar) decidiu, por conta e risco, proibir o evento 48 horas antes de sua realização. Ainda assim, os ciclistas foram para a estrada, mas sofreram constrangimentos e ameaças por parte dos soldados da PRE. A ligação de um oficial da PM para um dos organizadores do evento revelou que fora o próprio governador, Luiz Henrique da Silveira, quem proibira a movimentação dos ciclistas pela ilha. Pode? A história completa está AQUI. Confira. É inacreditável.

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6 respostas Até agora ↓

  • Franco Sala // 09/07/2009 às 21:28 | Responder

    Damião.
    Não participei, mas como entusiasta e amigo de dezenas de participantes, fiquei chocado quando soube.
    Coisinha triste essa mentalidade. Que bom que você divulgou.Franco Sala

  • Lucian // 09/07/2009 às 23:23 | Responder

    Vergonha. E aquele papinho do Dário de congresso de mobilidade na Europa, como fica?

  • bicicletanarua // 10/07/2009 às 1:23 | Responder

    Lucian, o Dario não tem autonomia sobre a polícia militar rodoviária estadual…
    (sem querer defender o prefeito, mas o veto ao Audax não veio da prefeitura)

  • SANTOS, Izidoro Azevedo dos ... // 10/07/2009 às 7:47 | Responder

    Legalidade não é sinônimo de legitimidade. Cidadãos conscientes dos seus direitos precisam exercer, quando necessário, a desobediência civil, fazendo prevalecer a razão e a justiça, aquela que emana do direito natural e fazer frente ao autoritarismo.
    Parabéns aos ciclistas “resistentes”. É assim que se exerce a cidadania.

  • Marcelo de Oliveira Santos // 10/07/2009 às 9:09 | Responder

    O Dário, legalmente, não pode dar ordens à PM. Mas, como é unha e carne com o governador, teria como interceder, sim. Além do mais, não tem aquele tenente-coronel (cujo nome a história tratará de enterrar, se Deus quiser) que disse ser “Dário doente”? Quem sabe fazemos uma volta à ilha de helicóptero? Assim o governador pode participar.

  • Lucian // 10/07/2009 às 14:56 | Responder

    Não quis responsabilizar Dário pelo ocorrido. Só quis evidenciar a contradição no discurso de políticos que se dizem aliados.

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