Carlos Damião

Nossa memória ameaçada

09/07/2009 · 8 Comentários

 

O caso do palacete do governador Hercílio Luz não é único na cidade: há inúmeros casarões tombados como patrimônio que, submetidos à ação do tempo, podem livrar seus proprietários dos rigores da lei. O casarão da esquina da Vidal Ramos com a escadaria do Rosário é um deles. Há também uma velha casa colonial na Rua General Bittencourt e outra na Conselheiro Mafra na mesma situação. Sem esquecer as paredes de um belo imóvel na esquina da Rua Fernando Machado com a Avenida Hercílio Luz. Dentro dele, funciona um estacionamento do hotel que fica ao lado.

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8 respostas Até agora ↓

  • Aline // 09/07/2009 às 11:28 | Responder

    O povo de Florianópolis tem o péssimo costume de vender sua patrimônio histórico e deixar que acabem com a história para construir prédios e mais prédios. Coqueiros tem alguns casos, o centro está cheio de exemplos. Aí o povo vai pra Europa, visitar museus e prédios antigos. É dose!

  • Lucian // 09/07/2009 às 11:39 | Responder

    Ouvi dizer que o prédio da Academia do Jacaré vai virar sede do IHGSC e da Academia Catarinense de Letras. Sabem algo sobre isso?

  • LesPaul // 09/07/2009 às 12:09 | Responder

    Menos Aline, menos. Generalização descabeçada a sua: oque é õ povo de Flotrianópolis”. parece o Brito falando “a trocida do Figeuirense, a torcida do Avaí”. Menos Aline, menos…

    Na rua Pedro Ivo (entre a Ten. silveira e Felipe schmidt)a prefa autorizou a demolição de dois caasarões da antigos. Temos um lamaçal dando espaço a um estacionamento provisório. La nave va pro brejo.

  • Aline // 09/07/2009 às 14:31 | Responder

    A prefeitura faz pq o povo permite. O prefeito faz pq foi colocado ali… O brasileiro, em geral, não valoriza o que é bom aqui, e vai pro exterior, achando graça de tudo…

  • Aline // 09/07/2009 às 14:45 | Responder

    Mas o LesPaul tem razão, não é bom generalizar! Sorry!

  • Carlos // 09/07/2009 às 15:29 | Responder

    Eu moro e trabalho no centro, caminho muito por aqui e fico injuriado com essa falta de apreço pelos prédios antigos, com essa sanha destruidora das construtoras, com a falta vergonha na cara dos vereadores que aprovam alterações no Plano Diretor para viabilizar esses monstrengos. Moro aqui há 13 anos e vi o processo de destruição da Presidente Coutinho, partes da São Jorge, e agora avançam pela Feliciano Nunes Pires. O que mais me irrita é que parece que só eu me preocupo com isso, com as consequências dessa explosão desordenada de prédios. Prefeitura, IPUF, povo em geral, parece que ninguém liga. O que é aquilo ao lado do Angeloni da Rio Branco? Como é que podem colocar um monstro daqueles naquele lugar?

  • Anthony Toini // 09/07/2009 às 15:53 | Responder

    Dois anos atrás uma casa bem antiga, datada de 1920 na sua fachada, foi recuperada no bairro Capoeiras, próximo ao TICAP. Aquela rua servia de ligação entre São José e o Estreito (a antiga Santos Saraiva). Seis meses depois a casa foi demolida, causando espanto para os moradores, pois tinha sido recuperada poucos meses antes. Foi uma parte da memória do bairro e da parte continental da cidade que se foi, para dar espaço a uma área de uns 5.000 m2 sem qualquer utilidade atualmente.

  • Breno // 09/07/2009 às 16:59 | Responder

    Há também uma casa antiga na Anita Garibaldi, uma quadra antes da entrada lateral do IE. Para essa, falta pouco a ruína total.

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