Entradas do Julho 2009
De vez em quando paro em frente à TV para assistir os comerciais mais recentes. Só os locais, porque os nacionais geralmente são supimpas.
Agora estou em dúvida sobre qual o pior regional dos últimos dias: o do supermercado que tem um “tio” como garoto-propaganda ou o daquele shopping que mostra um barrigudo, um careca e uma peituda – fazendo piadinhas infames como pneus, teto solar e airbags. Não sei, estou mesmo sem inspiração para apontar o mais ruinzinho. Vou pelo empate técnico.
Categorias: Santa Catarina
Etiquetado: Comunicação
Li algo muito interessante no Notícias do Dia de hoje, página 3, sobre o flagrante abandono da Rodoviária Rita Maria. Expulsaram os lojistas para, na sequência, abrir uma licitação. Deixaram os usuários sem muitas alternativas de compras e o ambiente ficou com um pra lá de chulé, invadido constantemente por pedintes de toda espécie, inclusive usuários de crack e bebuns.
Está tudo muito complicado por lá. [A matéria é muito boa, assinada pelo repórter Róbinson Gamboa, disponível apenas nas bancas].
Entre várias questões que me chamaram atenção, destaco a história da banca de pipoca, que existe há pelo menos 20 anos. O Deter queria acabar com a venda de pipoca na rodoviária! Justamente o que ainda dava um ar de província, de aldeia, para aquele terminal! Absurdo. Talvez possam retirar o quiosque do meio do espaço, colocando-o num ponto mais discreto. Mas acabar com a pipoca, nunca! Que acabem com a vadiagem que circula no interior da rodoviária, jamais com a sagrada pipoca dos nossos sonhos infantis. Mas a vadiagem, vão dizer no Deter, não é problema deles. É da prefeitura. A prefeitura que, felizmente, não tem nada a ver com a Rita Maria.
Categorias: Viver Bem
Etiquetado: Cidade

Presto aqui minha sincera homenagem aos torcedores avaianos pela magnífica escalada na série A, saindo da humilhante lanterna para uma sequência impressionante de vitórias. Creio que minha homenagem não poderia ser mais adequada: uma tela de Martinho de Haro, sem data, que cliquei numa passagem pela sala VIP do Colégio Catarinense. Não tenho qualquer certeza sobre a época em que foi pintada, mas diria, com medo de errar, que deve ter sido na década de 1970, evocando uma paisagem da ilha que mudou muito de lá para cá. A ilha do Avaí e do Figueirense, a cidade do Avaí e do Figueirense, uma cidade que já foi muito, mas muito feliz, quando era só dos que a amavam. [Você pode ver a reprodução da tela em tamanho maior aqui].
Categorias: Cultura
Etiquetado: Arte catarinense
Meu time preferido, o Figueirense, vai muito bem na série B. Por enquanto, é um dos favoritos a voltar à série A. Quanto ao Avaí, que loucura, não? Quem diria, há duas ou três semanas, que a equipe azurra de Florianópolis reagiria de forma tão surpreendente, saindo do fundo do poço para uma rápida escalada rumo à lista dos dez melhores clubes do país? Não tem explicação. Talvez as bruxas da Ilha, tão agitadas neste inverno rigoroso e melancólico, venham abençoando as bolas mágicas, que insistem em proporcionar vitórias como a desta noite gelada, 4 a 0 sobre o Vitória no Estádio Doutor Aderbal Ramos da Silva. Ah, sim, Zunino e Silas certamente recorreram às bruxas! Cinco vitórias consecutivas, sendo duas fora de casa, é um milagre da nossa Ilha cósmica.
Categorias: Esporte
Etiquetado: Futebol
Os maiores nomes da literatura catarinense vão ser focalizados numa série documental inédita, produzida pela Academia Catarinense de Letras. Cada produção audiovisual terá a duração de 30 minutos e será dirigida pelo cineasta Chico Pereira. A idéia, segundo ele, é apresentar um formato moderno e envolvente, uma obra que possa ter ampla difusão e estímulo aos estudos sobre a literatura do Estado.
Cinco autores já estão definidos – eles vão inaugurar a série de documentários: Salim Miguel, Silveira de Souza, Júlio de Queiroz, Francisco José Pereira e Flávio José Cardoso.
A Academia Catarinense de Letras será responsável pela distribuição dos DVDs da série “Letras Catarinenses” para a rede estadual de ensino.
Categorias: Cinema · Cultura
Etiquetado: Literatura
Boa notícia que chegou agora à noite de Itajaí:
O Tribunal de Contas da União (TCU) deverá apreciar o pedido de aditivo para o contrato das obras do Porto na próxima semana. A notícia foi transmitida ao prefeito Jandir Bellini pelo ministro especial dos Portos, Pedro Brito. Outra boa notícia foi dada pelo governador Luiz Henrique, que ligou para o prefeito informando que determinou à Defesa Civil Estadual a imediata homologação do decreto de calamidade pública do complexo portuário itajaiense.
Segundo o prefeito, todas as autoridades do Estado e União estão empenhadas em viabilizar a retomada imediata da obra, buscando caminhos para superar os entraves burocráticos. “Todos estão trabalhando pelo melhor para a nossa cidade. A recuperação rápida dos berços portuários são vitais para a economia não só da cidade, como do estado e do país”, avaliou o Prefeito. Se o TCU votar a favor do pedido de aditivo do contrato, a retomada das obras será imediata.
Categorias: Economia
Etiquetado: Santa Catarina
Assistindo à reportagem sobre o médico que vendia atestados (frios) por R$ 30, minha filha de nove anos, que tem um incrível senso de justiça, me perguntou:
– O que acontece, o médico vai preso por causa disso?
– Não, respondi-lhe – e expliquei quais os procedimentos possíveis, de uma advertência até a cassação do registro profissional.
– Mas é pouco — e encerrou o papo.
Categorias: Cidadania
Etiquetado: Saúde
Uma correção, meu caro Chacal: o Notícias do Dia publicou quase meia página, em sua edição de hoje, sobre a morte do UFSCão Catatau. E só para fazer justiça: o G1, como se pode ver na matéria que indiquei, também dedicou um generoso espaço para o desaparecimento do mascote da UFSC.
Categorias: Santa Catarina
Etiquetado: Cidade
![IH-026-09-PALCO-IGUATEMI-MOACIR---MAILMKT[1] IH-026-09-PALCO-IGUATEMI-MOACIR---MAILMKT[1]](http://carlosdamiao.files.wordpress.com/2009/07/ih-026-09-palco-iguatemi-moacir-mailmkt1.jpg?w=358&h=480)
Passei grande parte da infância e adolescência em Balneário Camboriú. Quando minha família voltou para Florianópolis, a sintonia do rádio mudou. Não sei por que razão, mas a emissora preferida do meu pai, na Capital, era a Diário da Manhã (hoje CBN-Diário). Nas ondas da Diário, cuja sede ficava no edifício Comasa, a 100 metros da nossa casa, começava a chegar todos os dias, às 6 horas da manhã, “A Hora do Despertador”, apresentado pelo radialista Dakir Polidoro. Muito antes da popularização dos programas matinais de informação (hoje muito mais revistas de saúde e comportamento do que noticiários), Dakir foi a atração de maior audiência em Florianópolis. Nada de encher o programa com um monte de entrevistas abóboras (hoje qualquer coisa é pauta de entrevistas na TV), dicas de saúde (ou doenças) e jardinagem. Era informação, informação e mais informação. Por isso Dakir era respeitado na cidade: era um profissional com credibilidade.
Hoje, o Moacir Pereira, que começou no rádio e conviveu com Dakir, lança seu livro “Dakir Polidoro: A Hora do Despertador”, num evento chamado Palco Iguatemi – um encontro cultural no shopping – que, certamente, será prestigiado por muita gente. E que bom que apareçam jovens jornalistas que sejam capazes de mudar esse panorama ruinzinho das atrações matinais da TV (principalmente da TV) catarinense. Lendo o livro sobre Dakir essa rapaziada pode sentir o que era um programa jornalístico matinal de verdade.
Categorias: Gente
Etiquetado: Comunicação
Acho curioso que médicos e educadores venham, agora, recomendar que as pessoas tenham hábitos simples de higiene, como lavar as mãos de vez em quando, assoar o nariz longe das pessoas, espirrar com uma das mãos sobre o nariz etc. e tal. Eu não imaginava que as pessoas em geral andassem assim tão porcas e que só agora estejam sendo alertadas para os perigos da falta de higiene.
Aliás, não lembro se foi o Mário Motta, o Prates ou o Janiter, mas alguém do rádio outro dia questionou essa história da higiene – “Mas não há o risco de se espalhar o TOC (transtorno obsessivo compulsivo, uma doença mental leve)? Não, definitivamente não. Higiene não é TOC, é básico, é coisa de pessoas educadas.
Categorias: Cidadania
Etiquetado: Saúde