Li com muita atenção tudo quanto os comentaristas escreveram sobre o caso do STF, do destempero do ministro Joaquim Barbosa. Respeito opiniões contrárias, principalmente aquelas que são escritas por profissionais do Direito, como é o caso do Les Paul. Mas, de maneira modesta, gostaria de reafirmar que a manifestação do ministro Barbosa estava engasgada, sim. Ele expressou o que muitos dos brasileiros gostariam de dizer a respeito do presidente do STF, Gilmar Mendes.
Num comentário que postei no blog do Les Paul afirmei que o ministro Barbosa, de alguma maneira, transformou-se numa espécie de ícone do antipositivismo do Direito brasileiro, essa coisa meio maçônica que infelizmente desenha uma aura de irmandade: a maioria dos magistrados unida, apesar de tantas suspeitas, desconfianças, críticas reprimidas (falo entre eles).
Lamento que Barbosa seja uma aparente voz isolada. Lamento também que ele tenha perdido as estribeiras daquela forma. Mas, como cidadão, reconheço nele alguém que teve a capacidade de, um dia, se indignar contra um certo tipo de cinismo que encobre algumas instituições, entre elas o Judiciário.
Atualização às 17h40 — Les Paul voltou ao assunto num comentário. O que disse merece ser reproduzido aqui, até como contraponto ao que escrevi acima:
(…) Ratifico que é muito tênue a linha retrós que sustenta nossa jovem democracia. Tudo que foge a um mínimo ordenamento me assombra um pouco. Hoje é um pretexto que nos interessa, nos anima as opiniões, nos aplaca mágoas políticas, nos lava a alma (como muitos disseram) e assenta frustrações agora justiçadas pelo ministro Barbosa etc… amanhã, sob algum pretexto podem, ao revés, romper a liturgia pra nos pegarem na curva ou nos pregarem na cruz, jogar nos porões ou atirar de aviões! O péssimo exemplo do barraco ministerial, digno de xepa e beira do cais LIBERA GERAL e interessa muito ao legislativo (sob fogo pesado há semanas) e ao executivo. Capaz de surgir a qualquer hora um novo Chaves tropical…
3 respostas Até agora ↓
LesPaul // 23/04/2009 às 17:38 |
Desculpe, o coments saiu no post abaixo. Concordamos que o Judiciário merece críticas que vão muito além das demoras processuais. A alusão maçônica não é, de fato, apenas uma figura de linguagem. Concordamos, ainda, que perder as estribeiras é comportamento pra beira do cais, torcida organizada e lavadeiras… Que se peguem de pohhada no cafezinho… Qual processo (de qualquer pessoa, do magnata ao funcionário tentando manter um direito constitucional vilipendiado por alguma administração safada) que será votado na mesma nota e mesmo tom entre dois desafetos. Não espere grandeza desse naipe. Ela não existe! E de lado a lado.
paulo stodieck // 23/04/2009 às 18:29 |
Damião, verdade seja dita, supremo bom era aquele de frango que a Lindacap servia…Abraços – Paulo
LesPaul // 23/04/2009 às 18:47 |
Com arroz a maizznni (umas ervilhinhas com pedacinhios de presunto)…