Enganos e desenganos contratuais

O gerente encontra por acaso, na porta de uma repartição, um cliente da empresa que vem se recusando a assinar a renovação de um contrato vultoso. “Que houve?”. O cliente responde que “não dá para falar agora; houve um problema com o atendimento”… Logo depois, a caminho do nosso carro, o gerente comenta comigo: “Será que a fulana (responsável pelo atendimento) andou se insinuando e o cara não gostou da atitude? Deve ser, porque ele é um cara bem casado, coisa e tal”. Incomodado com aquilo, o gerente resolve ligar para o setor da fulana. E acaba descobrindo que a moça, bonita, vistosa, cheirosa, foi na verdade assediada – inclusive por e-mail e SMS – pelo cliente. Como ela resistiu às investidas do homem, este resolveu não renovar o contrato.

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Ricaldinho 2011

O Ricaldinho da Ilha é a nossa melhor festa, mais autêntica e representativa do espírito florianopolitano. Se há VIPs, são VIPs que a gente conhece, não aqueles playboys deslumbrados que aparecem nas outras festas. Confira três imagens, com queridos da ilha que estiveram no Ricaldinho:

Gourmet
Luciane Daux (esq), com Jura Delacroix, apresentando o delicioso cozido à moda Nego Quirido
Jornalista Heloísa Dalanhol, Rico Lobato e Beaco Vieira

Orlando Becker, Beto Laus e Estimado

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Longe do mundo virtual

Encontrei durante a semana um amigo, com quem precisava trocar ideias profissionais. Combinamos um contato telefônico. Ele me deu o número fixo. “E o celular?”. Ele não tem. Foi o segundo jornalista desconectado que descobri nos últimos tempos. E esse também não tem e-mail. Usa o da secretária. Perguntei a razão, se era fobia, coisa e tal. “Não, é que não gosto mesmo”. Cada doido com a sua mania.

* * *

Aliás, esse mesmo amigo ainda usa máquina de escrever, que fica ao lado do computador. E não se trata de uma coisa incomum. Estive numa cooperativa, semana passada, onde há três reluzentes máquinas IBM de utilização corriqueira. As secretárias utilizam os obsoletos equipamentos para preencher formulários. Na verdade, achei bonito e me deu saudade dos tempos em que trabalhava com a minha IBM, trocando esferas para tornar os textos esteticamente perfeitos.

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Em muitas pequenas cidades da Grande Florianópolis não há sinal de celular. Há uns tempos, estive numa delas. Perguntei ao prefeito: “Como é que vocês se comunicam?”. E ele: “Usamos o telefone fixo”. Simples assim. “E se a pessoa não está, como fazem?”. Resposta: “A gente deixa recado, a pessoa retorna. Sempre foi assim”.

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Café de canudinho

Fiz uma cirurgia dentária bem séria na quarta (15/12) à tarde. Há muito não me submetia a esse tipo de procedimento. Saí do consultório com mil recomendações da doutora Neide. “Nada de alimentos quentes, nem bebidas quentes; procure ingerir apenas líquidos e alimentos pastosos”. Viciado em café, encontrei uma solução hoje cedo: deixei esfriar, até ficar meio morno, e tomei de canudinho. Nunca tinha feito isso. Na saída do consultório, pensei até em perguntar pra doutora Neide se existe alguma forma de injetar café direto na veia. Brincadeira, claro. Mas café eu nunca dispenso.  Ao contrário do álcool, para o qual reservo apenas os fins de semana e sempre muito moderadamente.

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A mulher de César

O que tem que mudar em Florianópolis são as práticas políticas. A contaminação da Câmara de Vereadores não é recente. Muitos parlamentares nunca esconderam suas vinculações com esquemas empresariais, “esquecendo” o objetivo central da representação popular. É por isso que se diz, em relação à Câmara da Capital, que há inúmeros poderes paralelos agindo no interior e no entorno. As tentações são grandes. Para mudar essas práticas será preciso renovar. E não só isso, tornar ainda mais transparentes as ações da instituição. Lembrando a máxima de que “à mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta”.

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Uma explicação

Desde esta quarta-feira (15/12), a coluna que eu publicava aqui todos os dias passou a ser exclusividade da versão on-line do Notícias do Dia (http://www.ndonline.com.br). Não é apenas uma questão contratual, mas muito mais de foco no produto. Peço desculpas aos leitores que seguem buscando a coluna aqui e recomendo-lhes apenas a mudança de hábito. Na  versão on-line do jornal você encontra todas as colunas, todas as matérias, pode folhear o jornal da frente pra trás e de trás pra frente. Confira lá: minha coluna, além do link específico, na parte inferior da página, pode ser lida na reprodução virtual do jornal impresso, disponível no alto da página.

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Castello e Saldanha

Vivo fosse, o mais destacado colunista político brasileiro em todos os tempos, Carlos Castello Branco, teria completado 90 anos em junho deste ano. Ele morreu aos 73, em 1993. No antigo jornal O Estado, havia um estafeta que era encarregado de receber e distribuir as mensagens do telex (o e–mail da época) destinadas à redação. Esperto, o garoto sabia bem o que era para política, economia, nacional, interior ou esportes, as editorias que mais usavam o noticiário recebido por aquele meio.

Todos os dias, tinha que puxar do telex as colunas de Carlos Castello Branco (conhecido como Castello) e João Saldanha, o técnico que preparou a vitoriosa seleção de 1970 e era comentarista esportivo do Jornal do Brasil. Toninho Kowalsky, secretário de redação, perguntava todos os dias ao rapaz: “Anísio, já chegou o Castello? Já chegou o Saldanha?”. Tanto perguntou que, gozador como poucos, passou a encurtar a pergunta: “Castanha, já chegaram as colunas?”. Anísio, que era Anísio até aquele dia, passou a ser chamado de Castanha (Castello + Saldanha) definitivamente. Ao ponto que muitos funcionários novos que chegavam ao jornal achavam mesmo que o nome dele fosse Castanha.

Hoje em dia é funcionário da Transol – e continua sendo chamado de Castanha, ao menos pelo pessoal mais antigo e pela própria família.

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BR-101: a perigosa trajetória da omissão

A Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) divulgou na segunda-feira (13/12) um importante documento sobre a situação da BR-101. Na prática, apenas reforçou os diagnósticos anteriores e deu força ao que o Crea-SC (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) e o Senge-SC (Sindicato dos Engenheiros no Estado de Santa Catarina) historicamente apontam: o descaso e muitas vezes o desprezo, por parte da União, em relação às grandes demandas catarinenses. A BR-101 é o exemplo mais gritante e mais visível da trajetória de omissão federal ao longo das últimas décadas. Lembrando que a duplicação da rodovia já estava prevista no projeto original de implantação da estrada, no início da década de 1960! Quase 50 anos. E nós continuamos trafegando numa estrada ruim, perigosa, inadequada desproporcional à nossa importância econômica e social.

Compromisso

Melhorar a situação da BR-101 e exigir a imediata implantação do anel viário da Grande Florianópolis são compromissos que devem ser assumidos de imediato pelos novos deputados estaduais e federais, senadores e governador do Estado. Sem pressão política jamais seremos respeitados por Brasília.

Outro descaso

Ainda a propósito de nossas bandeiras históricas, é inconcebível que a ampliação do Aeroporto Hercílio Luz continue apenas no papel. Um equipamento indispensável à principal atividade econômica da Capital, o turismo, segue sendo uma vergonha internacional, como demonstrou matéria do Notícias do Dia, edição de segunda-feira (13/12).

Que frio

“O inverno veio passar o verão em Santa Catarina”. Frase recorrente no twitter, citada e recitada, diante do tempo mal-humorado e morrinha que predominou durante toda a segunda-feira (13/12) primaveril.

Mais uma…

Todos sabem que Casildo Maldaner (PMDB) foi um dos governadores mais divertidos da história política de Santa Catarina – tanto que suas tiradas e situações mereceram a edição de dois livros, “Casildário 1″ e “Casildário 2″, organizados por Dorvalino Furtado. Mas a maldição (ou sorte) de ser engraçado persegue Casildo. Mesmo num assunto sério, que é a conclusão de um documentário sobre o ex-governador.

… para o Casildário

Ao divulgar o documentário, a assessoria do futuro senador conseguiu encaixar, involuntariamente, uma anedota. Diz um trecho do press-release: “Entre os momentos registrados no filme, destacam-se a morte do ex–governador Pedro Ivo Campos; a inauguração da ponte Hercílio Luz”… Um equívoco evidente, porque na verdade Casildo inaugurou a ponte Pedro Ivo. Quando a Hercílio Luz foi entregue à população ele nem tinha nascido.

“Malas” na área

A polícia que fique de olho: há uma nova invasão de “malas” na Capital. Eles andam em duplas, caminham com mochilas às costas, têm péssima aparência e abordam praticamente todos os passantes, pedindo dinheiro, cigarros ou comida. Como circulo bastante pelas ruas centrais, posso garantir que é gente nova, “turistas” que aproveitam nossa secular bondade açoriana para agir nas áreas de grande concentração popular.

O número

Ao contrário do que informei aqui, a festa da Associação Catarinense de Imprensa, no último sábado (11/12), contou com muitos mais do que 100 convidados – foram cerca de 300, segundo o livro de registros. A própria ACI divulgou ontem o número correto. Melhor assim. Quanto mais gente, melhor, ainda que muitas pessoas especiais da mídia barriga-verde não tenham dado a graça de sua presença no evento.

Socorro. Moradores do Pantanal apelam às autoridades

Assim vamos

Enquanto o Estado se distancia cada vez mais dos compromissos com a sociedade, a população manifesta sua indignação de forma direta, sem rodeios. Foi o que fizeram moradores do bairro Pantanal, a exemplo de outros lugares da Grande Florianópolis: um protesto público e bem-fundamentado.

Nova Câmara

Será nesta quinta-feira (16/12), a partir das 19h, a solenidade de reinauguração da Câmara Municipal de São José. Embora não seja um prédio histórico – na verdade, originalmente era um caixote de concreto –, o espaço ganhou vida nova com retoques arquitetônicos contemporâneos, que lhe emprestaram um ar mais sofisticado. Presidente Amauri Valdemar da Silva (PTB) comandou o processo de revitalização.

Sangue bom

O trabalho do Hemosc, principal banco de sangue do Estado, teve a sua qualidade reconhecida em 2010 com a certificação ISO 9001:2008. A conquista compreende os hemocentros de Florianópolis, Joinville, Joaçaba, Chapecó, Criciúma, Lages, suas Unidades de Coleta e Agências Transfusionais. Santa Catarina é o primeiro Estado com toda a hemorrede certificada pela Norma ISO.

Panorama. Automóvel ainda é a prioridade em Florianópolis

Mofaremos…

Sérgio Luiz da Silva observa que cidade não precisa de Plano B para a mobilidade urbana. O segredo está em restrições ao uso de automóveis, com atenção a outras demandas modais, especialmente o transporte marítimo. “Nesse sentido o elevado da Rita Maria é uma ‘bobagem’. A prioridade dos gastos continua sendo no sentido de privilegiar automóveis (transporte individual). Mofaremos…”.

Reações

Os setores de cultura e educação receberam muito mal as indicações dos secretários que vão cuidar das duas pastas. Cesar Souza Jr. (DEM) e Marco Tebaldi (PSDB), respectivamente, não têm qualquer relação com as duas áreas. Pior de tudo: a cultura continua sendo tratada em Santa Catarina como um “departamento de eventos” do governo.

Baixa

Com o retorno do vereador Carlos Acelino à Câmara de São José (até ontem estava como Secretário de Finanças), o vereador Édio Vieira – 1o. Suplente do PSDB – fica de fora, tanto do Legislativo, como do Executivo. O que chama a atenção é que essa é a primeira vez que isso acontece em mais de 20 anos de militância do vereador Édio na política josefense.

Capacidade. Para o Setuf, ônibus maiores ajudam mobilidade

Amarelões

Sobre a nota “Trambolhos”, publicada na segunda-feira (13/12), o presidente do Setuf (Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Florianópolis), Waldir Gomes, enfatiza: “Nos horários de pico, todos os ‘amarelinhos’ (aqueles menores), estavam completamente lotados, por isso a opção pelos ônibus maiores, que transportam o dobro dos passageiros.”

* * *

Finaliza Waldir Gomes: “A mudança no serviço conquistou novos usuários, que acabaram deixando seus carros na garagem e, desta forma, contribuíram com a mobilidade na cidade.

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A velocidade da desconstrução

Mais uma bela casa do centro da Capital foi ao chão na calada da noite, rapidinho antes que alguém percebesse. Não era patrimônio histórico, mas tinha uns 50 anos de presença marcante no cenário urbano. Ficava na curva da rua José Jacques, subida para o Floph. Ali funcionou o diretório do PP e também uma unidade da OAB-SC.

A velocidade das demolições no centro de Florianópolis é superior à velocidade das construções. Isso quer dizer, na prática, que a cidade está sendo desconstruída em ritmo chinês: alguns casarões vão ao chão, são cercados por tapumes e ficam assim durante muito tempo. Outros cedem lugar a estacionamentos. Na prática, está surgindo uma nova Florianópolis, desértica de referências. Vamos perdendo aquilo que o professor Paulo Fernando Lago chamou, um dia, de “patrimônio da saudade”.

Mídia em festa

Foi impecável, divertida e colorida a festa de encerramento do ano promovida pela Associação Catarinense de Imprensa, sábado, no Sesc Cacupé. Pelo menos 100 convidados estiveram no almoço de confraternização, num clima de alegria e também de inúmeras homenagens. Lá estavam alguns veteranos da nossa mídia, como Adma Nader e Osmar Schlindwein, dois dos fundadores da Casa do Jornalista (1968).

Boi de mamão…

Fim de ano de bons livros chegando ao mercado. Depois de Florianópolis – Memória Urbana, em 3ª edição, revista e ampliada –, da professora Eliane Veras da Veiga, nesta sexta–feira (17/12) será “O Boi de Mamão – Folguedo Folclórico da Ilha de Santa Catarina – Introdução ao Seu Estudo”, do professor Nereu do Vale Pereira.

… e suas origens

O livro do experiente pesquisador ilhéu será lançado às 16h30, no Largo da Alfândega, como parte da programação do Encontro Bois de Norte a Sul do Brasil, promovido pela Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes. Nereu do Vale Pereira foi buscar na Galícia, Espanha, as origens desse folguedo e sentido das figurações, cujas razões e raízes o autor comprova na obra que chegará ao público esta semana.

Trambolhos

“Como você lembrou que os amarelinhos cresceram, transformando–se em amarelões, completo: amarelões, marmanjos e … desocupados, autênticos vazios…”. Do leitor e amigo Paulo Stodieck, a propósito do desaparecimento dos simpáticos e práticos ônibus executivos (amarelinhos), substituídos pro trambolhos que pioram a mobilidade.

Segurança

Rejane Varela, que é vice-presidente do Conseg (Conselho de Segurança) de Canasvieiras, traz a boa notícia, confirmada na noite da última sexta-feira, em reunião da entidade: as câmeras de monitoramento eletrônico do bairro serão instaladas até março. Mais segurança para os moradores e comerciantes.

Vidal

Um dos leitores mais participantes desta coluna, Sérgio Luiz da Silva, observa a propósito do misto de calçadão e veículos em que está transformada a rua Vidal Ramos: “Aconselho o comerciante a conhecer Nice (França) e visitar a região central. Mudará de opinião, certamente. O movimento comercial das áreas de ‘calçadões’ proporciona vitalidade à cidade. Os espaços destinados às pessoas são a essência do Centro. A circulação de veículos (mesmo de moradores) obedece a critérios”.

Estética. Fim de ano inspirado nos jardins da Fundação Cultural Badesc

Natal e arte

Os jardins da Fundação Cultural Badesc, que funciona no casarão que pertenceu ao presidente Nereu Ramos, está decorada especialmente para as festas do fim de ano. A partir de amanhã, o Coral da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis se apresentará nas sacadas do prédio, sempre às 18h, até quinta-feira (16/12).

Jingle Bells

Por falar em clima de Natal, a população da Grande Florianópolis poderá assistir, gratuitamente no Parque de Coqueiros, próximo domingo, às 20h, a Apoteose de Orquestras, um evento maravilhoso, com seis orquestras catarinenses reunidas. A apresentação ainda terá a presença de seis corais para interpretar os clássicos natalinos.

A razão…

Sobre nota publicada no fim de semana, a propósito da carência de mão de obra para o setor de hotelaria, um experiente advogado trabalhista observa o seguinte: “A dificuldade na contratação de mão de obra no setor da hotelaria tem ligação direta com o salário oferecido. O piso (R$ 595,00) da categoria é baixo, talvez o pior da praça, e a possibilidade de contratação de boa mão de obra diminui consideravelmente”.

… do mercado

Finaliza o advogado: “Entra ano e sai ano, e as negociações coletivas não evoluem com salário mais atraente, fazendo com que os possíveis interessados – mesmo com formação na área de turismo e hotelaria – corram para outros setores. Sem que um salário razoável seja apresentado, a queixa dos hoteleiros não terá hora para acabar”.

Dormitório. Calçada em frente ao Procon: miséria humana exposta

Sem autoridade

Flagrante de uma situação que se tornou dramática no centro de Florianópolis: a histórica rua Victor Meirelles, outrora uma das mais charmosas da cidade, além de servir para estacionamento de motocicletas virou dormitório permanente de moradores de rua. O mais impressionante não é apenas a nojeira que essa gente produz. O que causa estupor, mesmo, é que ninguém faz nada para melhorar a situação.

Dilema

Não dá mesmo para entender: se a Zona Azul tem equilíbrio financeiro, como comprova o Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis), e sendo 80% de seus custos despendidos com mão de obra, por que existe a Zona Azul? Apenas para empregar 284 pessoas, é isso? Recursos da Zona Azul, caso sobrassem, deveriam ser investidos em engenharia de tráfego, para melhorar o sistema viário da cidade. Mas nem isso…

O jogo

Para o leitor Francisco Rocca, o jogo político de nomear deputados recém-eleitos para composição do secretariado estadual está errado. Ele acha que a população confiou nos parlamentares eleitos e, por isso, estes deveriam exercer seus mandatos. “Se é para beneficiar suplentes, que o governador chamasse, pois, os suplentes para o colegiado”, pondera o leitor. Mas é o jogo, Francisco, é o jogo.

Abuso. Qualquer um faz o que quer na cidade: o pedestre que se dane

Ninguém é cidadão

A situação geral do trânsito na cidade é um descalabro. Motoristas agridem a cidadania sem qualquer pudor. Estacionar sobre calçadas virou assunto corriqueiro. E ninguém aparece para punir os irresponsáveis.

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Combater a poluição é desafio. Mas como?

Cuidado. Preservar nossas belezas é desafio de todos. Foto Carlos Damião

Convenhamos: com a ocupação desenfreada de nossa região litorânea, quem há de estranhar a divulgação de um relatório de balneabilidade como o que a Fatma lançou a público na sexta-feira, alertando para o comprometimento de quase 30% das praias de Florianópolis? Sinceramente, a situação sanitária no litoral catarinense é dramática e preocupante, porque os programas de saneamento não acompanham a demanda habitacional. E o pior é que as ocupações irregulares transformam cidades como Florianópolis em verdadeiras “bombas” ambientais. Mas é preciso ressaltar que a responsabilidade não é unicamente do setor público. Há moradores e comerciantes da cidade que ligam seus esgotos à rede pluvial ou lançam dejetos domésticos, inclusive restos de combustíveis, diretamente nos cursos de água.

Leiteria

“Acho difícil a situação da ponte se alterar. Com certeza ela é a ‘teta’ de alguém. E vai dar muito leite ainda…”.

Comentário enviado à coluna por um leitor que se assina “Doctor”, sobre a prolongada história de obras na ponte Hercílio Luz, interditada para o tráfego de veículos, por conta de problemas estruturais, há quase 29 anos.

Constatação

Colhido do twitter: “Tá, então os turistas começaram a chegar na minha rua? Aos bandos. De novo. Odeio verão”. Do tuiteiro @delucca, que vive em Balneário Camboriú.

Jubileu. O padre Pedro Koehler recebe homenagens. Foto Divulgação

Apostolado

Um registro indispensável neste sábado: o cinquentenário de vida sacerdotal do padre Pedro José Koehler, personagem fundamental da história da Igreja Católica e, mais que isso, do próprio cotidiano de Florianópolis. Popular, carinhoso e atento, padre Pedro merece todas as nossas homenagens. Neste domingo, haverá missa comemorativa às 19h30, na Catedral Metropolitana. Na segunda-feira, nova celebração, no mesmo templo, às 19h15.

Privilégio

O empresário Ernesto São Thiago foi convidado por Eike Batista para um almoço especial na última quarta-feira. O bilionário reuniu no Rio de Janeiro alguns tuiteiros com quem troca ideias, para discutir empreendedorismo, perspectivas de negócios e desenvolvimento econômico. São Thiago foi o único catarinense a integrar o seleto grupo.

Ambiente

O Inventário Florístico Vegetal de Santa Catarina está divulgando resultados e prestando contas. Segundo o ex-reitor da UFSC, Diomário de Queiroz, o inventário subsidiará políticas públicas no meio ambiente, florestas, agricultura e ocupação de solos. Sem dúvida, uma excelente ferramenta na mão dos futuros governantes. O projeto envolve várias instituições públicas federais e estaduais.

Sem garantia

Ninguém me contou, eu vi: uma índia boliviana, com trajes típicos, montou barraca ao lado do Ceisa Center, na sexta-feira. Mas, no lugar de produtos artesanais, vendia camisas e camisetas de grifes francesas e norte-americanas. Tudo falsificado, claro.

Caos…

A Câmara de São José realizou na noite de quinta-feira uma audiência pública sobre a situação da violência no município. Autoridades estaduais e municipais compareceram para debater as principais questões do problema. O secretário municipal de Segurança Pública e Defesa da Cidadania, coronel Edson Souza, admitiu: “Por muitos anos não discutimos segurança pública, apenas ações paliativas para resolver a questão, estamos em um caos”.

… e esperança

O ponto positivo da audiência pública foi a informação repassada pelo secretário Edson Souza, de que a instalação das câmeras de monitoramento eletrônico – compradas em agosto – começou no último dia 8. Desde a aquisição, pela prefeitura, os equipamentos estavam depositados numa sala da secretaria.

BR-101. Levantamento da Fiesc aponta deficiências da rodovia. Foto Carlos Damião

Falta muito

Vem polêmica por aí a propósito da BR-101 Norte: a Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) vai apresentar na segunda-feira um diagnóstico sobre a rodovia, apontando o desleixo da concessionária Autopista Litoral Sul com a manutenção da estrada. Segundo o estudo da Fiesc os investimentos são desproporcionais aos valores arrecadados nas praças de pedágio.

Plano Bote

No Papo de Redação (Rádio Guarujá) de sexta-feira o empresário Ernesto São Thiago observou, a propósito da imobilidade urbana em Florianópolis: “Não temos um plano B para acesso à Ilha de Santa Catarina, caso aconteça alguma coisa nas pontes. Na verdade, o plano B que temos é um só – o ‘Plano Bote’”.

* * *

A jornalista Carla Cavalheiro, que ouvia o programa no rádio de seu carro, enviou a mensagem: “Fiz o trajeto Santa Mônica – Capoeiras – Santa Mônica em 1h56min. Show, hem? E vocês falando de mobilidade. Raios! Quero o meu bote!”.

Moderníssimo

Governador eleito Raimundo Colombo inovou ao divulgar os nomes dos secretários que faltavam para completar o colegiado: utilizou o twitter, moderna ferramenta de comunicação instantânea. Colunistas e repórteres passaram a tarde de sexta-feira apertando a tecla F5 de seus computadores, justamente a tecla responsável pela atualização de informações.

Trânsito on-line

Outra questão que “bombou” no twitter, na sexta-feira à tarde, foram as informações de trânsito. Tuiteiros presos nos engarrafamentos espalhados pela cidade – tanto na Ilha quanto no Continente – repassavam dados sobre a tranqueira geral que mais uma vez paralisou grande parte da Capital.

Piorando

Leitores já haviam observado, em mensagens ao colunista, que a reserva de estacionamento para autoridades, em frente à prefeitura de Florianópolis, estava piorando a mobilidade no Centro. De fato, os congestionamentos pioraram muito depois que a medida foi adotada, simplesmente porque a rua é muito estreita e os gigantescos “amarelões” (cadê os “amarelinhos”?) têm dificuldade para dobrar a esquina.

Revitalização…

Comerciantes do circuito das ruas Vidal Ramos e Trajano estão eufóricos com a qualidade da revitalização realizada pela prefeitura nas duas vias. Quem passa pela região sente o alto astral, tanto durante o dia quanto no início da noite – as ruas receberam iluminação especial de Natal.

… é aprovada

Um comerciante explicou ao colunista por que os lojistas não reivindicaram a implantação de calçadão nas ruas Vidal Ramos e Trajano. “Primeiro, porque há muitos prédios residenciais; segundo, porque o movimento comercial perderia muita força”. Por conta das obras realizadas, os veículos passam em velocidade bem reduzida.

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