Carlos Damião

Coluna de 9 de fevereiro

09/02/2010 · 3 Comentários

Futebol e política

Se a política adotasse a prática do futebol – que dispensa sumariamente os técnicos, depois de uma sucessão de maus resultados – talvez a realidade brasileira fosse muito melhor. Muitas nulidades não triunfariam.

Educando os porcalhões

A Comcap, que merece todo o respeito da cidadania, retoma hoje um belíssimo trabalho de educação ambiental, com os personagens Chico e Bento, já conhecidos, e Dona Tainha, que se junta à dupla em esquetes teatrais que serão apresentados nas principais praias da Ilha. A atividade do trio da Comcap, que utiliza o linguajar manezinho, começa hoje em Jurerê Internacional, segue amanhã na Daniela, sexta em Canasvieiras e, até 9 de março, em outras praias de Florianópolis.

O mais incrível é que a companhia de limpeza da Capital tenha que apelar para esse recurso didático, quando os freqüentadores das praias já deveriam estar conscientes das boas regras de civilidade e sustentabilidade. Quem circula pelas praias catarinenses sabe muito bem do que a coluna está falando: paraísos naturais que viram autênticos chiqueiros durante a temporada. E os porcos… Bem, os porcos são de todas as categorias sociais.

Homenagem

O Clube de Regatas Aldo Luz promove amanhã, às 10 horas, no Parque Náutico Walter Lange, a cerimônia de Batismo dos Barcos. O governador Luiz Henrique da Silveira estará presente. Um dos barcos levará o nome de seu pai, jornalista Moacir Iguatemy da Silveira, que foi a vida inteira ligadíssimo ao remo, tendo sido, como timoneiro do oito-com, campeão estadual, nacional e sul–americano.

Segurança e competência

Leitor de São João Batista enviou mensagem sobre a nota de abertura da coluna de ontem: “Gostaria de dizer que não ficou claro de quem é a responsabilidade pela segurança nos municípios, pois sabemos que a responsabilidade é do Estado. Talvez o que falta é a municipalização da segurança, pois a educação e a saúde, principalmente em nosso município, funcionam muito bem”.

FHC e Florianópolis (1)

A coluna recebeu manifestações de estranheza em relação a uma nota publicada na semana passada, sobre homenagem que deve ser prestada pela Câmara Municipal de Florianópolis ao ex–presidente Fernando Henrique Cardoso. As mensagens dos leitores são todas de repúdio à ideia do vereador João Amin. O que muita gente não lembra a propósito de FHC é que um dia ele foi sociólogo.

FHC e Florianópolis (2)

Na condição de sociólogo – e ainda muito jovem – FHC esteve na capital catarinense, no final da década de 1950, para realizar um estudo, depois publicado (1960), cujo título já dizia tudo: “Cor e Mobilidade Social em Florianópolis: Aspectos das Relações entre Negros e Brancos numa Comunidade do Brasil Meridional”. Seu parceiro na pesquisa foi o também sociólogo Otávio Ianni.

Morro do Céu

Novidade no samba: o bloco Unidos do Morro do Céu, fundado em 2009, vai desfilar na Passarela Nego Quirido junto com a Escola de Samba Amor à Terceira Idade. Na segunda, a turma estará na Praça 15. Os ensaios são realizados até esta quarta-feira, na Rua Cruz e Sousa. O enredo é sobre o Morro do Céu, comunidade onde nasceu Erotides Helena (Nega Tide), recentemente falecida.

Xixi dá cana

Notícia de um site nacional que a gente gostaria de ler nos jornais da Capital: “No pré–carnaval do Rio, 49 são presos por urinar na rua”. Já pensaram se aqui a polícia resolvesse fazer o mesmo nas áreas freqüentadas pelos playboys emergentes em Jurerê Internacional? Ou na nossa apodrecida Praça 15 de Novembro? Ou no abandonado Terminal Cidade de Florianópolis? Ia faltar cadeia.

Belezas raras

Muito além do turismo de aventuras, das águas termais, da gastronomia inigualável, Santo Amaro da Imperatriz está atraindo um público diferenciado: os observadores de aves. Tanto que a Associação Brasileira para Conservação de Aves (Proaves) firmou parceria com os hotéis locais para ampliar e sistematizar esse tipo de atividade que cativa grupos de turistas nacionais e estrangeiros.

Riqueza natural

Para se ter ideia da riqueza desse tipo de turismo, o Brasil tem 1.677 espécies de aves já identificadas. Apenas no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro – 70% do território de Santo Amaro é integrado a essa reserva – há 250 espécies de aves que podem ser observadas. Quem frequenta a região de Caldas sabe a beleza que é.

Surf-arte – Exposição bacana que começa hoje e vai até dia 28, no Palácio Cruz e Sousa: “Floripa em Prancha, um manifesto visual de amor ao surf”. Criações de artistas como George Peixoto, Luciano Martins, Semy Braga, Vera Sabino, entre outros.

Mobilidade – Florianópolis vai sediar, na semana de seu aniversário (22, 23 e 24 de março) o 1º Fórum das Américas sobre Mobilidade Urbana nas Cidades. O objetivo é trocar experiências entre cidades.

Grandes sonhos – O programa do fórum sobre mobilidade é fantástico: ciclovias, metrô subterrâneo, mono-trem, teleféricos, transporte marítimo. O duro é ter que sonhar com essas soluções por muito tempo ainda.

Intervalo – Quando esta coluna mencionou ontem que não acontece nada entre o Berbigão do Boca e o Enterro da Tristeza – um intervalo de seis dias entre um e outro – queria se referir ao Carnaval no Centro.

Atraso – Nas comunidades acontecem atividades, sim, mas houve um problema de divulgação: as informações chegaram atrasadas. Somente ontem o colunista recebeu mensagem sobre eventos já acontecidos nos bairros.

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Coluna de 5 de fevereiro

05/02/2010 · 2 Comentários

Berbigão do Boca

Dezessete anos depois de fundado de maneira informal, o Berbigão do Boca dá a largada hoje, no Mercado Público, para o Carnaval 2010 em Florianópolis.

Não se trata apenas da abertura oficial da folia. Mas de uma extraordinária demonstração de amor à cultura florianopolitana. É um encontro de amigos, de velhos conhecidos, que celebram a alegria e resgatam momentos e personagens importantes da cidade – circulam pela cidade, por exemplo, os bonecos confeccionados por Alan Cardoso, retratando algumas personalidades queridas que morreram nas últimas décadas, como Zininho, Ariel Bottaro, Lagartixa, Beto Stodieck, Meyer Filho, Tullo Cavallazzi, Aldírio Simões, Miro, Luiz Henrique Rosa, entre outros.

Fará falta, mas será também reverenciada no dia de hoje, a eterna Cidadã Samba de Florianópolis, Erotides Helena, a Nega Tide. Lembrá–la no dia de hoje será uma forma de expressar nossa alegria, nossa saudade e nosso reconhecimento por tudo quanto ela fez pelo autêntico Carnaval de Florianópolis.

Quem é o Boca

Será sempre indispensável lembrar quem inventou o Berbigão do Boca. Primeiro, definindo quem é o Boca. Trata–se de Paulo Bastos Abraham, economista, que, junto com outros amigos, criou essa espécie de confraria em 1993. “O Carnaval de Florianópolis andava muito desanimado. Faltava alegria e aquele clima de amizade dos antigos carnavais. Assim surgiu o Berbigão”, contou o Boca para a coluna.

Confraria

Paulo Bastos Abraham (Boca) deu nome à festa de abertura do Carnaval de Florianópolis. Mas é justo citar ainda outros nomes que contribuíram e continuam colaborando para o sucesso do evento, entre os quais José Acácio dos Santos (Nego Pepe), Leonardo Garofallis (Nado), Dionísio Damiani Filho (Dadá), José Machado Pacheco (Zeca), Rodolfo Kowalski (Gugu) e Eduardo Mafra (Mafra).

Convidados

Autor de projeto de lei, já aprovado em 2009, que concede o titulo de cidadão honorário de Florianópolis a Fernando Henrique Cardoso, o vereador João Amin (PP) aguarda uma manifestação do ex–presidente para que a entrega ocorra no próximo aniversário do município, dia 23 de março. Líderes petistas, que negociam uma aliança para a eleição deste ano com o PP, aplaudirão FHC na sessão da Câmara?

Explicação

Sílvio Sousa, coordenador do Carnaval no Continente, enviou mensagem esclarecendo a nota “Mau gosto”, publicada ontem. Ei-la: “Temos uma grande programação que não terá apenas concursos, mas também a recuperação da tradição de marchinhas de Carnaval. E a Associação de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo (Acelt) é uma entidade séria, que não faz apenas eventos”.

A novela da alça

A alça de contorno da BR–101, ligando Biguaçu a Palhoça, não vai sair do papel antes de 2014. Pelo menos foi essa a resposta que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) enviou à Associação Empresarial da Grande Florianópolis (Aemflo). O problema é que a realidade é muito dinâmica: o tráfego de veículos pela 101 não pode esperar tanto tempo por uma solução.

O tempo urge

A ideia da alça de contorno não é nova. E tem como defensores os prefeitos dos três municípios beneficiados – Palhoça, São José e Biguaçu. Por uma simples razão: ao implantar essa ligação expressa, o trânsito urbano pela BR–101 vai ser sensivelmente reduzido, aliviando a rodovia federal e facilitando a vida dos usuários regionais. É por isso que não pode esperar tanto tempo.

Biblioteca

Usuários seguem reclamando das condições da Biblioteca Pública Estadual. Em especial, nestes dias de calor intenso, a falta de climatização. No final do ano passado, a Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte garantiu que seriam tomadas providências imediatas para resolver o problema. Que não é exclusivo do verão: no inverno a climatização também é necessária.

Revitalização

Embora tenham sido anunciadas as medidas para resolver o problema da climatização na Biblioteca Pública, nada de concreto aconteceu desde novembro de 2009. Naquele mês, também, a secretaria anunciou que lançaria a licitação para um projeto de revitalização do espaço, que apresenta visíveis sinais de deterioração, ameaçando o valioso acervo documental e bibliográfico.

Esgoto Araújo

Leitor Paulo Douglas denuncia o lançamento de esgoto in natura no Rio Araújo, bairro Campinas (São José). Está indignado com a situação e apela à Casan e ao Ministério Público. “Não podemos ficar reféns desse descaso”, afirma na mensagem encaminhada à coluna. Aliás, chamar o Rio Araújo de esgoto é uma redundância.

Sem samba – Ontem foi um dia para deixar o Carnaval em segundo plano. A cidade girou em torno de Beyoncé e seu show no Norte da Ilha, o primeiro no Brasil. Aliás, Florianópolis foi destaque no noticiário nacional por causa da musa pop.

Bloco da limpeza – A Comcap prevê mais de 300 profissionais de limpeza trabalhando durante o Carnaval. São trabalhadores que merecem reconhecimento, respeito e aplausos da comunidade.

Geleiras – Lanchonetes e bares do Centro da Capital improvisaram grandes caixas térmicas, com muito gelo, para atender à população sedenta no dia mais quente deste verão, ontem.

Apoio – A atendente de uma lanchonete explicou à coluna: as caixas térmicas foram a solução encontrada para dar conta da demanda, apoiando as geladeiras, que não suportavam o calor excessivo.

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Coluna de 4 de fevereiro

04/02/2010 · 4 Comentários

Buraqueira

A Prefeitura de Joinville foi condenada a indenizar o proprietário de um veículo danificado ao passar numa rua esburacada. Já imaginaram se a moda pega? Não faltam

CPI não prospera

O gesto do prefeito Dário Berger, de procurar os vereadores na noite de terça-feira, praticamente sepultou a ideia da constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os casos da árvore de Natal e do show de Andrea Bocelli. O vereador João Amin, autor do requerimento da CPI, conseguiu apenas quatro das seis assinaturas necessárias: a dele próprio, de Renato Geske (PR), João Aurélio (PP) e Ricardo Camargo Vieira (PCdoB).

Na noite de terça, Dário adotou o estilo peito aberto, direto, emocional, para falar a 15 dos 16 vereadores que formam o legislativo municipal. Dispôs-se a prestar todos os esclarecimentos possíveis e afirmou, ao final, que a Prefeitura está atendendo as solicitações do Ministério Público – que abriu uma ação civil pública contra ele – como também para o Tribunal de Contas do Estado. Enfatizou ainda que espera que “tudo seja esclarecido o mais rápido possível, com eventual responsabilização, culposa ou dolosa, se for o caso”.

Cada um por si

Diante de um princípio de tumulto na fila para obtenção dos ingressos de Carnaval, por conta de espertalhões que queriam passar à frente dos outros, algumas pessoas prejudicadas resolveram chamar a polícia. Os PMs que passaram pelo local, na Praça Fernando Machado, deram de ombros. Disseram, com todas as letras, que os próprios cidadãos deveriam resolver o problema. Ou seja, a PM está naquela do “cada um por si e Deus por todos”.

‘Bafão’

No final da manhã, repórteres das emissoras de rádio cercavam a aglomeração de pessoas na Praça Fernando Machado. Microfones abertos deixaram vazar palavrões e xingamentos contra as autoridades de Florianópolis. A ponto de o repórter de uma das emissoras pedir às pessoas que se manifestassem com “mais respeito”. A revolta popular era relativa ao fim da distribuição dos ingressos para o Carnaval.

Explicação

Coordenador da comissão do Carnaval, o secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, José Carlos Rauen, convocou coletiva para explicar por que os ingressos para as arquibancadas acabaram. Acabaram porque não havia mais disponíveis para distribuição. Rauen disse que a solução para os próximos anos é aumentar a estrutura física da Nego Quirido. “Cada Carnaval é um aprendizado”, afirmou.

Ninguém ajuda

Cidadão deixou sua residência, no Sul da Ilha, às 7h30 de ontem, planejando chegar ao Centro, no máximo, às 8h15. Ledo engano. Por conta da troca de alimentos por ingressos do Carnaval, no Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão do Rio Tavares, o engarrafamento de veículos chegava ao trevo do Ribeirão da Ilha. E a PM, onde estava? Multando veículos na Via Expressa Sul.

Violência

Embora tenha apresentado redução, o número de assassinatos, em termos absolutos, ainda é muito grande em Santa Catarina – 64 homicídios registrados em janeiro deste ano, contra 77 no mesmo período do ano passado. Houve diminuição de 16,88%, mas mesmo assim a realidade da violência é cruel: foram dois homicídios por dia. Na Grande Florianópolis a redução foi expressiva – 31,25% no comparativo janeiro-janeiro.

Udesc 45 anos

A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) comemora 45 anos em 2010. O deputado Jorginho Mello vai propor uma sessão solene na Assembleia Legislativa, em homenagem à longa trajetória da instituição “genuinamente catarinense, forte e séria”, como destacou ao receber o reitor da Udesc, Iberes Lopes Melo. A universidade tem seis campi e está presente em 10 cidades.

Contas

Salomão Ribas Júnior, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, assume hoje, às 15 horas, em Brasília, a presidência da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon). Em sua gestão (2010-2011), Ribas Jr. pretende ampliar a atuação da Atricon como órgão de coordenação de estudos e de ações concretas das cortes responsáveis pelo controle externo da Administração Pública com medidas coletivas.

O outro lado

Lideranças estaduais do Movimento dos Sem-terra explicam hoje, em entrevista às 10 horas na sede do Sindicato dos Bancários, o que aconteceu na semana passada em Imbituba, quando três dirigentes da entidade foram presos, por determinação judicial. Amanhã, a partir das 16 horas, o MST promove um ato de esclarecimento público em Imbituba.

Doutora Zilda

Assembleia Legislativa prestou uma justa homenagem, ontem, à memória da médica catarinense Zilda Arns, morta no terremoto do Haiti, ocorrido há três semanas. Parlamentares do PMDB, PT e DEM lembraram o papel da fundadora da Pastoral da Criança no atendimento humanitário a mais de dois milhões de crianças em diversos países.

Sobriedade – Escaldado pelos acontecimentos do fim do ano, o prefeito Dário Berger mandou promover licitações para todos os procedimentos do Carnaval. Até o fornecimento de bebida no camarote da prefeitura foi objeto de concorrência pública. Detalhe: não haverá bebidas alcoólicas.

Fortificante – Deputado estreante Derli Rodrigues (PPS), suplente de Altair Guidi, distribuiu ontem para os colegas da Assembleia Legislativa garrafas de um legítimo licor de catuaba. Como se sabe, a catuaba tem grandes poderes estimulantes, sendo considerada um forte afrodisíaco.

Mau gosto – A Secretaria do Continente de Florianópolis vai promover o Concurso Garota Molhada, no dia 12, marcando o início do Carnaval naquela região da Capital. A promoção tem o apoio de uma certa Associação de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo. Garota Molhada é cultura, esporte, lazer ou turismo?

Folia no Sul – A região Sul da Ilha prepara um grande Carnaval. Pessoal do Canto do Rio F. C., do Ribeirão da Ilha, está organizando o Carnaval Tropical 2010, com matinês infantis e os tradicionais bailes à fantasia, nos dias 13 a 16 deste mês.

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Canícula

02/02/2010 · Deixe um comentário

Condições do tempo e temperatura, neste momento, e previsão para amanhã e sexta. Que calor. Canícula é o nome certo.

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Coluna de 2 de fevereiro

02/02/2010 · 1 Comentário

Sugestão

A repercussão da abertura da Ponte Hercílio Luz no último sábado foi tão positiva que ontem não se falava em outro assunto na cidade. Com a inevitável pergunta: se foi possível no sábado, por que o Deinfra não promove reaberturas periódicas, pelo menos uma vez por mês, até que a ponte esteja totalmente restaurada?

Museu vivo

O engenheiro Maurício V. W. Martins vai mais longe quanto a uma programação de visitas permanentes à ponte: “Mesmo em obras, a Secretaria de Turismo, poderia criar um roteiro turístico nos moldes do passeio de sábado, com venda de ingressos, afinal a Hercílio Luz é um museu a céu aberto”.

Ponte e mobilidade

A reabilitação da Ponte Hercílio Luz, seja para tráfego de veículos leve, seja para o metrô de superfície, representará uma solução de 30% dos problemas de mobilidade urbana entre Ilha e Continente – levando–se em conta a redução do tráfego através da Via Expressa da BR–282. Avaliação é do secretário de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis, engenheiro Valter Galina.

Revitalização

A Prefeitura de Florianópolis anunciou ontem a contratação de empresa especializada para elaborar o projeto de recuperação e revitalização do Mercado Público, de um modo especial da ala sul, vão central e seu entorno, porque a ala norte foi reconstruída há quase cinco anos, depois do incêndio.

Revendo conceitos

É muito bom que a prefeitura esteja preocupada com o mercado, que é um dos patrimônios da cidade. E bem que a municipalidade poderia rever seus conceitos sobre os espaços comerciais: qual é o turista que vem à cidade para comprar sandálias e outros cacarecos justamente no mercado público?

Lá como cá

O problema dos moradores de rua não afeta apenas Florianópolis. Também em São José, especialmente nos bairros Campinas e Kobrasol, gente sem eira nem beira ocupa praças, marquises, terrenos baldios e viadutos. A “riqueza” da Grande Florianópolis atrai não apenas empreendedores e trabalhadores, mas também essa massa de seres errantes.

Mais atenção

Preocupado com o que acontece em São José, o deputado estadual José Natal Pereira (PSDB) está reivindicando mais atenção às ruas do município por parte da prefeitura. Ele quer a troca de lâmpadas na Avenida Beira-mar, espaço de lazer da comunidade, e a presença da secretaria de Ação Social nas ruas do Kobrasol.

Como se perde tempo

Cena urbana: 10h02 de segunda-feira. Um automóvel argentino estaciona em fila dupla na Rua Tenente Silveira, próximo ao Besc. Em seguida, chegam os carros-fortes das empresas transportadoras de valores. O trânsito fica inteiramente trancado. Buzinaço. Um leitor telefona para o 190, pede providências. 10h24. As coisas se resolvem por si, 22 minutos depois que começaram. A cidade está assim: a autoridade desapareceu por completo.

Rua trancada

Leitora resolveu passar o fim de semana com a família na praia de Sambaqui. Ficou trancada no trânsito, por conta da realização da tradicional gincana do bairro. E questiona: “Em casos assim, não seria indispensável a presença da Polícia Militar ou da Guarda Municipal para organizar o trânsito? Ainda mais em Sambaqui, que só tem uma via estreita para passagem nos dois sentidos”.

[Notas selecionadas. Leia a coluna completa na edição de hoje do Notícias do Dia]

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Crônica do Olsen

31/01/2010 · 3 Comentários

Olá, camaradas, salve!

   Desvinculado dos periódicos convencionais, estou fazendo essa série “Diário da Provyncia”, pequenos textos onde vou revelando o meu aprendizado literário, intercalado com pequenas observaçãoes de  nosso cotidiano insolente…

Está claro que até o final do ano teremos um novo livro…

   Agradeço aos blogueiros Sérgio Rubim, Carlos Damião, Celso Martins, Amilton Alexandre, Arthur Monteiro, Valério Fabris e Maria Odete Olsen pela acolhida e que me tem dado um bom retorno…

Isso me empresta tempo e fôlego, igualmente,  para a introspecção e outro livro de contos em que trabalho nesse mesmo período, um acaba tornando-se contraponto do outro…

   A música “Fortunate Son”, do Creedence Clearwater Revival é a trilha de muitos filmes que falam do Vietnã, o último deles que assisti foi “Forrest Gump”…

   Fala da consciência que se vai formando de alguém que está partindo para a guerra, não é filhinho de papai (uma alusão ao neto do ex-presidente Dwight Eisenhower que se casara com a filha de Richard Nixon) e percebe as diferenças em quem age e quem assiste… Os iguais e os “mais iguais”, segundo Orwell…

Com o carinho de sempre, o abraço do viking!

 DIÁRIO DA PROVYNCIA III

 Olsen Jr.

olsenjr@matrix.com.br

CÍNICO, CÉTICO E EFICIENTE! 

   Foi somente depois que o carro passou sobre a água empoçada num desvão (de um trabalho mal feito anteriormente) nas lajotas oitavadas da Avenida das Rendeiras, pulverizando com água barrenta uma família inteira que caminhava no passeio em frente é que me dei conta: tínhamos de ser muito otimistas para acreditar que havia alguma esperança para o ser humano.

   O veículo trafegava com o dobro da velocidade permitida naquele trajeto no bairro boêmio da Lagoa da Conceição. Compreende-se que as pessoas de férias possam distrair-se com o ambiente enquanto passeiam, mas é injustificável que um motorista não tenha a dimensão de uma atitude imprudente. Seja pelo excesso de velocidade ou pela visão embotada do percurso. O que é pior, que encare ambas com naturalidade como se estivessem incorporadas ao “seu fazer” e até, a danação, que sequer tenha consciência da imperícia e da infração cometida.

   Sei! Alguém pode lembrar que uma ação isolada não serve de parâmetro para avalizar um comportamento humano. De tanto observar atitudes desrespeitosas como essa, me tornei um cético. Então, resta o quê?

   Lembrei de um texto do Paulo Fancis na Folha, década de 1970 “Resta o consolo do trabalho. São Paulo estava errado e São João certo. A salvação é pelas obras e não pela fé. Esta matamos há muito tempo”.

    Parte do meu aprendizado foi aperfeiçoada num texto do mesmo Paulo Francis (já que mencionei o trabalho) comentando o filme “Mississippi em Chamas”, de Alan Parker e a atuação de Gene Hackman.

    O filme é baseado no assassinato em 1964, de três ativistas dos direitos civis no sul segregacionista dos EUA. O foco está na investigação de dois agentes do FBI, o sulista Rupert Anderson (Gene Hackman) e o nortista Alan Ward (William Dafoe) e os métodos de cada um para chegar a verdade: o primeiro com suavidade e o segundo agressivo. No fim triunfa a astúcia do primeiro e a perseverança do segundo. Em 2005, um ex-integrante da Ku-Kux-Klan, Edgar Ray Killen, então com 80 anos, foi condenado a 60 anos de prisão pela morte dos ativistas no qual o filme se baseou, corroborando a tese de seu diretor, que acreditava que um filme pode ter funções políticas.

   Francis ressaltava que a atuação de Gene Hackman era a expressão pura do que o crítico Edmund Wilson chama de Jobbism num ensaio em afirmava que “só nos resta neste mundo corrupto fazer nosso trabalho bem feito, sem tomar conhecimento de causas e pretensões iluministas”.

   No filme, as pessoas se recusam a falar. Quem diz alguma coisa é espancada. Lá como aqui, uma realidade que se repete nomundo e no submundo da impunidade. Mas o Francis afirma que “Hackman olha e ri nos falando uma enciclopédia britânica sobre a natureza humana. Não se vangloria e nem tem ilusões. São pessoas assim que avançam as causas, poucas ainda em que acreditamos, e não ideólogos e idealistas. São céticas, cínicas e eficientes. Nossa única esperança, e Gene Hackman é emblemático de nossa condição”.

   Esse “jobbism” que pode ser traduzido como “mãos-à-obra” descoberto pelo Francis no ensaio de Edmund “Bunny” Wilson que ele tomou conhecimento no início da década de 1960 e só foi assimilado na de 1980 pode ter raízes no médico e poeta transcendentalista americano Oliver Wendell Holmes… A uni-los, a descoberta da dignidade profissional enquanto último e inoxidável instrumento de participação social.  Não será a pólvora, como lembrou a jornalista Ana Claudia Vicente, mas para mim o jobbism foi um achado. Que funcionará, quando muita gente o achar também.

   É isso, desde então, na cabeceira da minha cama, além de um champanhe e do livro que estiver lendo, está o trípdico: cínico, cético e eficiente…

   Justifica-se: a bebida, porque como lembrou Zózimo Barroso do Amaral “enquanto houver champanhe, há esperança”; um livro, porque como diz o poeta que habita em mim “é a melhor companhia quando você não quer ver ninguém” e as palavras, para manter uma atitude enquanto não se põe mãos-à-obra!

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Flutuando de novo

30/01/2010 · 5 Comentários

Eu não lembrava como era. Quando comecei a andar pelo passeio senti as pernas bambas. Nos primeiros passos senti uma emoção infantil. Andei mais um pouco e tive medo. A moça dos Bombeiros, no caminho, me recomendou: “Cuidado para não tropeçar”. Não tropecei, porque por alguns momentos tive a sensação de que flutuava no espaço. Flutuava mesmo, na memória, na realidade, na saudade. Lembrei-me do ’seu’ Wanderley, que me apresentou a ponte quando eu era pequeno. Eu tinha o mesmo medo. A ponte balouçava, no ritmo do vento Sul. E meu pai garantia: “É normal. Se não balançar, cai”. Então eu rezava para que ela balançasse sempre. Hoje não rezei por tão pouco, mas agradeci aos céus pela oportunidade de estar ali, andando aqueles pouco menos de 200 metros do viaduto insular, até o limite onde começa o vão central — o tal vão central que é a última parte da reforma. O engenheiro Walter Galina, secretário de Desenvolvimento Regional, estava lá e me disse: “Se tudo correr bem, no fim do ano a ponte estará aberta e poderás passar por aqui quantas vezes quiseres”. Tomara. Até dezembro vou ficar vendo e revendo as 180 imagens que registrei nos 20 minutos em que refiz meu trajeto de infância e adolescência. Um trajeto de deslumbramento. Alguns das imagens estão abaixo:

O começo do trajeto, rumo ao Continente

Fim do percurso: aí começa o vão central

A Colombo Salles, vista assim, também é bonita

Um dos "braços" da Hercílio Luz e a cidade ao fundo

O bombeiro e uma das peças novas da ponte

A cidade e seu trânsito: uma perspectiva diferente

O belvedere insular: lugar favorito dos turistas

[A Ponte Hercílio Luz foi aberta à visitação neste sábado para a realização de um pedágio social, promovido pela RIC e jornal Notícias do Dia. Mais detalhes -- e outras imagens -- na minha coluna de segunda-feira no ND]

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Coluna – Notas selecionadas

29/01/2010 · 1 Comentário

Como estive ausente por dois dias, fiz uma seleção de algumas notas que não perderam a atualidade e que foram publicadas na minha coluna Ponto Final, no Notícias do Dia

Matando o turismo – Comerciantes que têm estabelecimentos nos balneários normais do Norte da Ilha se queixam da excessiva valorização de uma imagem de Florianópolis que não corresponde à verdade. A capital está sendo percebida, no plano nacional, como uma cidade turística de ricaços (emergentes), que queimam dinheiro em Jurerê Internacional.

Fuga da classe média – A ideia de que Florianópolis virou uma cidade de novos-ricos – apresentada inclusive num programa televisivo de grande audiência nacional – atinge comerciantes, hoteleiros e donos de restaurantes tradicionais, justamente porque afugenta o turismo de classe média, tanto de brasileiros, quanto sul-americanos.

Desordem (1) – Os fiscais da prefeitura fazem varreduras periódicas na região central de Florianópolis. Mas os ambulantes ilegais voltam a ocupar calçadas e calçadões, à procura de clientela certa: consumidores que adquirem qualquer coisa, desde que custe muito menos do que nas lojas convencionais.

Desordem (2) – Sandálias, óculos, toalhas, biquínis, lingerie e outros produtos típicos da estação de veraneio são vendidos por preço de banana e sem nenhum tipo de garantia de qualidade. A maior parte dos vendedores vem de outros Estados e países do Cone Sul e não tem licença oficial para trabalhar nas ruas.

Desordem (3) – É impressionante também a quantidade de ambulantes ilegais que atuam à vontade nas praias do Norte da Ilha, afrontando o comércio formal – aquele que paga impostos e gera empregos. Não há dúvida que o poder público perdeu o controle sobre o que acontece nas ruas da cidade.

Risco à saúde – Em algumas barracas de camelô, à beira da praia, os vendedores utilizam um equipamento capaz de provar para o consumidor incrédulo que os óculos escuros comercializados possuem proteção contra os raios ultravioleta (UV), considerados os mais nocivos à pele e aos olhos.

Risco ao bolso – Compradores fazem fila para adquirir óculos que imitam marcas famosas ao preço de R$ 30. Acessórios de qualidade, vendidos em óticas especializadas, custam cinco ou 10 vezes o valor dos vendidos pelos camelôs. Quem já comprou, garante: os óculos baratos não duram um mês.

Rapaziada alegre – O bloco Pauta que Pariu, que reúne os jornalistas de Santa Catarina, já definiu a data e o local do seu Carnaval: 13 de fevereiro, sábado, a partir do meio-dia, na Kibelândia. Depois, Praça 15 e arredores.

Gentarada – Do comendador Roberto Laus para a coluna, sobre o turismo em Florianópolis: “De que adianta uma campanha ostensiva por parte dos órgãos de promoção ao turismo, se não existe infraestrutura para atender a demanda desta gentarada que invade a Ilha?

‘Mirandas’ – Prossegue Roberto Laus: “E os ‘mirandas’ argentinos (de baixo poder aquisitivo) que não gastam: miram, miram… e se mandam pros supermercados, formando um belo piquenique por onde passam”.

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Jornalistas de Bobeira

26/01/2010 · 1 Comentário

Recomendo aos amigos o blog Jornalistas de Bobeira, que traz de volta o Cesar Valente e o Mário Medaglia, sempre com as penas afiadas. Tem mais a companhia do Nei Duclós, que dispensa apresentações. É bárbaro. Aqui.

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Coluna de 26 de janeiro

26/01/2010 · 5 Comentários

 Estado de terror

Assassinatos praticados contra inocentes comovem a sociedade. Na capital, uma menina de 15 anos, no dia de seu aniversário. Em Balneário Camboriú, uma jovem de 26 anos. Até quando viveremos nesse estado de terror?

Onde está a PM?

Em Balneário Camboriú, a Polícia Militar mantém barreiras em todas as entradas (e saídas) do município, inclusive na ligação interna – Avenida Osvaldo Reis – para Itajaí. Em Porto Belo e Bombinhas, a mesma coisa: todos os automóveis e motocicletas passam, necessariamente, por um pente-fino da PM. Na região Norte da Ilha também são frequentes as abordagens

O que parece incompreensível aos moradores da Grande Florianópolis é que as viaturas da PM desapareceram das ruas – ou rodam em número escasso por alguns bairros – e há muito tempo não se realizam comandos de fiscalização. Quantas vezes os florianopolitanos, por exemplo, puderam observar ações da PM no aterro da baía Sul e na Avenida Beira-mar Norte? O bandido que chega à cidade se sente, sim, muito à vontade, porque não vê a presença ostensiva da PM nas ruas. De que adianta promover blitzen só nas praias, se os criminosos já se espalharam pela ilha?

Posto vira depósito

O leitor N.O.S informa por e-mail o seguinte sobre o posto da PM na Praia do Meio (Coqueiros): “Este postinho está com problemas nos telhados, o mato crescendo e dando aquele aspecto de abandono. A sala existente dentro do postinho está entulhada com vários móveis doados pelos moradores, que não servem para nada mais. Não sei mais a quem recorrer”.

Prejuízo

Comunidade do bairro Forquilhas, ao lado do Loteamento Lisboa, em São José, reclama da ausência da Polícia Militar no patrulhamento das ruas. Na semana passada um cidadão amargou o prejuízo de R$ 10 mil, depois que assaltantes invadiram sua residência. Comunicada, a PM não deu a mínima para a ocorrência.

Samba arrastado

Equipe do Notícias do Dia foi à Passarela Nego Quirido no sábado à noite para cobrir o ensaio técnico da Unidos da Coloninha. Areia, terra e barro por todos os lados, buracos, rachaduras no asfalto, luz apagada na passarela, falta de infraestrutura (banheiros, por exemplo), entre outros problemas. Em consequência, a Coloninha teve que realizar um ensaio não-técnico na área do Centro Sul.

Cultura municipal

Tomam posse hoje os 30 membros do Conselho Municipal de Política Cultural de Florianópolis. A composição é democrática: metade dos membros foi escolhida na Conferência Municipal de Cultura; a outra metade é constituída por nomes escolhidos pelo poder público. Um dos membros é o presidente do Conselho Estadual, Edson Machado.

Patrimônio

Leitor encaminhou a imagem e um questionamento: esse casarão histórico de Santo Antônio de Lisboa está sendo restaurado, mas aparentemente não há respeito às características arquitetônicas originais, em especial no segundo piso. Uma placa informa que a obra tem o respaldo do IPUF, mas não há referência ao IPHAN, que precisa ser ouvido em casos semelhantes. O casarão fica na Praça Roldão Pires. O imperador D. Pedro 2º. passou por ali durante sua visita à Ilha de Santa Catarina, em 1845.

Quase parando…

Quem enfrenta longos engarrafamentos todos os dias acaba se acostumando com a lentidão do trânsito. Engata a primeira, a segunda, pisa no freio, de novo a primeira, de novo a segunda – e isso vira uma rotina conformista. Mas quem não tem que encarar essa agonia fica naturalmente indignado com a inoperância do poder público.

… Ou parando

O acesso da BR-282 à BR-101, em Palhoça, é um dos inúmeros pontos de estrangulamento da Grande Florianópolis. Leva-se, invariavelmente, de meia hora a 40 minutos para ingressar na 101 ou rumar para Palhoça. O que acontece ali é uma prova inequívoca de que o DNIT precisa intervir imediatamente para solucionar o problema.

Festança

Festa de aniversário do advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho, nesta quinta-feira, deve reunir a nata do mundo jurídico, político e empresarial da Grande Florianópolis. Gastãozinho, como é carinhosamente chamado pelos amigos, vai completar 40 anos recebendo os convidados em grande estilo, no salão de festas do condomínio La Perle.

Encrenca das grandes

A implantação da Avenida Beira-mar Continental, em Florianópolis, já vinha devagar-quase-parando. Agora, com decisão do Ministério Público Federal que denunciou o prefeito e a prefeitura por irregularidades ambientais, o sonho do Continente pode entrar num longo compasso de espera. Se a Justiça Federal decidir pela abertura de um processo criminal, as obras podem levar muitos anos para serem concluídas – se forem.

Atenção à conta

A Embratel mandou uma conta no valor de R$ 30 com uma série de ligações fixo-móvel do número da residência de um leitor para o celular da esposa dele. Detalhe 1: todas feitas na antevéspera de Natal, quando o casal estava a 300 quilômetros de Florianópolis. Detalhe 2: foi a segunda vez em três meses que a empresa enviou conta com ligações nunca feitas.

Presença

Se faltam argentinos em Florianópolis, eles de alguma maneira “sobram” nas praias do litoral Norte. Ontem, com a volta do sol  e do calor, havia centenas de hermanos circulando pelas praias de Balneário Camboriú, Itapema e Bombinhas. Nesta última, predominavam famílias de classe média e classe média alta.

Turismo restrito

A alta temporada turística favorece poucos municípios da área rural da Grande Florianópolis. São raros os automóveis de turistas que passam por alguns dos mais belos paraísos da região, como São Bonifácio, Anitápolis, Rancho Queimado, Angelina e São Pedro de Alcântara. Os prefeitos esperam pela implantação de um circuito turístico-cultural, que favoreça a integração regional.

Frase (fora da coluna)

“Eu não sei qual o segredo do sucesso, mas o segredo do fracasso é tentar agradar todo mundo.” (Bill Cosby)

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